A indústria brasileira apresentou sinais de recuperação no terceiro mês deste ano, de acordo com pesquisa recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O estudo revelou um aumento na produção industrial e no emprego, principalmente nas indústrias de médio e grande porte. O indicador de evolução da produção alcançou 51 pontos em março, em comparação com os 48,5 pontos registrados em fevereiro. No entanto, esse bom desempenho pode esbarrar na falta de matéria-prima e alta nos custos de insumos. O mercado de trabalho iniciou o ano em alta, e os dados sugerem que essa tendência persiste. No entanto, os empresários do setor demonstraram insatisfação com a situação financeira no início deste ano. O índice de satisfação caiu 1,6 ponto em relação ao último trimestre de 2023, passando de 51,1 pontos…
Empresários e executivos do setor veem com pouco otimismo a trajetória do setor produtivo em 2023. Para driblar perdas, repensam estratégias, reavaliam investimentos, realocando esforços para áreas que podem otimizar a produção mundial de móveis e alavancar as vendas. Nós, da Plataforma Setor Moveleiro, temos acompanhado passo a passo o movimento do mercado e as ações das indústrias do setor diante das projeções para a economia, tanto no âmbito nacional quanto internacional. Com isso, levantamos em dois conteúdos as principais ações e reações que deverão traçar boa parte das atividades e do desempenho do setor moveleiro neste ano. A começar pelo mercado global. Cenário atual e futuros passos para a produção mundial de móveis Realizado duas vezes ao ano, o “Barômetro da Indústria de Móveis” é um relatório desenvolvido pela…
Indústria brasileira - Nós falamos no início da semana sobre a confiança do consumidor brasileiro, em queda no primeiro mês do ano e refletindo, claro, na indústria. Após uma melhora no otimismo do empresariado na indústria moveleira em dezembro, a confiança no setor de móveis caiu mais uma vez, de 50,7 para 46,5 pontos. Ficando, portanto, abaixo da linha que divide confiança de desconfiança, segundo o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O recuo das expectativas segue a trajetória de quase toda a indústria brasileira, com 19 dos 29 setores consultados estando abaixo de 50 pontos. Indicando, portanto, que o setor entra com falta de confiança em 2023. Não é novidade, porém, que o empresário industrial no Brasil já esteja cauteloso há…
Na semana passada celebramos dois anos de Plataforma Setor Moveleiro. Para compreender melhor o cenário da cadeia do mobiliário e o ambiente de negócios neste período, convidamos alguns dos principais profissionais e representantes do setor para destacar pontos positivos e negativos desses últimos tempos — veja aqui. Algo foi unânime entre eles: o descompasso entre oferta e demanda, com a crise de matérias-primas escalonando preços e atravancando o ciclo produtivo, tem sido, sem dúvida, o maior desafio enfrentado pela indústria moveleira desde 2020. Mas enquanto a falta ou o alto custo de matérias-primas ainda ocupa a primeira posição no ranking dos principais problemas enfrentados pela indústria brasileira como um todo no primeiro trimestre de 2022, um indicativo animador é que o percentual de assinalação deste problema vem sendo reduzido gradualmente…
Não há como se pensar em outro assunto. A pauta do momento entre os industriais moveleiros é, incontestavelmente, a escassez de matéria-prima. Também pudera, com uma demanda pontual superaquecida, a oferta reprimida de insumos produtivos chega como uma tempestade de água fria no setor – um balde seria muito pouco para retratar tamanha frustração. De painéis de madeira, passando pelas espumas e ferragens até as embalagens… Essa falta generalizada de suprimentos escancara alguns dos gargalos mais limitantes na cadeia madeira e móvel no Brasil. Questão que já vinha sendo apontada por moveleiros ao longo dos anos. Mas que era mais facilmente contornada em situações de regularidade de mercado. “O que vemos hoje é uma perspectiva positiva da demanda. Mas que já vem sendo limitada devido à escassa oferta de matéria-prima…
Não tem como negar: O tão sonhado superaquecimento no consumo de móveis tem sido apagado por um verdadeiro pesadelo na cadeia moveleira. Sim, continuamos falando sobre a crise no abastecimento de matéria-prima para a indústria. De um lado, a oferta limitada de suprimentos reprime a produção – com máquinas e mão de obra disponíveis para rodar, mas sem material para trabalhar ou embalagem para entregar. Estremecendo, assim, as relações entre varejistas e industriais, que não conseguem ou demoram a atender ao ritmo da demanda. De outro, o aumento no valor dos insumos – por razões já discutidas em nosso artigo de ontem -, aumenta o custo produtivo e eleva o valor do móvel pronto. Gerando, dessa forma, um desconforto que pode vir a ser gota d’água entre muitas relações comerciais. E,…
Para fechar 2020, trouxemos um artigo bastante pontual sobre causas e consequências da crise de matéria-prima no setor moveleiro. Sobretudo, o impacto da variação cambial e dos aumentos abusivos nos custos logísticos sobre o preço dos insumos na cadeia madeira e móvel. Na ocasião, a FGVTN — fornecedora de ferragens para móveis —, abriu seus arquivos de inteligência de mercado, compartilhando um demonstrativo detalhado sobre a composição dos custos de itens importados para o mercado brasileiro. Com a crise de matéria-prima infelizmente não sendo um problema que magicamente ficou no passado, continuamos nossa investigação para tentar compreender as razões e explorar as possibilidades de minimizarmos esses custos em 2021. Leia mais sobre o assunto: Preços e prazos nas alturas: Causas e consequências da crise de matérias-primas no setor moveleiro Matéria-prima para…
Enquete exclusiva da Plataforma Setor Moveleiro revela que o 2º trimestre de 2026 foi marcado por estabilidade frágil, pressão sobre margens, inadimplência, escassez de mão de obra e expectativa de crescimento seletivo para os próximos meses. O 2º trimestre de 2026 não foi um período de ruptura para o setor moveleiro brasileiro. No entanto, também não pode ser lido como um trimestre confortável. Por isso, a nova edição do Termômetro do Setor Moveleiro, enquete exclusiva realizada pela Plataforma Setor Moveleiro junto ao grupo de decisores B2B do setor, mostra um mercado que segue operando, reagindo e buscando crescimento, mas com um nível elevado de cautela. Além disso, o levantamento, referente ao período de 15/06/2026 a 26/06/2026, consolida 88 respostas do ecossistema moveleiro, com predominância da indústria de móveis, fornecedores da…
Por Milena RodriguesPsicóloga comportamental. Atua com treinamento e desenvolvimento, apoiando empresas na conformidade legal. Quando uma indústria moveleira busca aumentar sua produtividade, os olhos da diretoria quase sempre se voltam para o que é tangível: a aquisição de uma nova seccionadora CNC, a automação do fluxo de bordas, softwares de otimização de plano de corte ou a negociação da matéria-prima. Afinal, esses são os fatores mais visíveis e mensuráveis da operação. No entanto, uma pergunta incômoda merece reflexão: quantas perdas de produtividade na sua fábrica acontecem por limitações técnicas e quantas têm origem na forma como o trabalho é organizado e liderado? Essa pergunta é especialmente importante porque os gargalos organizacionais na indústria moveleira nem sempre aparecem de forma clara nos indicadores tradicionais. Muitas vezes, eles surgem como retrabalho, urgência…
A indústria moveleira entrou em 2026 pressionada por um dilema que nem sempre aparece de forma explícita nas conversas comerciais: reajustar preços, absorver custos ou adiar uma decisão difícil. De acordo com o Termômetro do Setor Moveleiro 2026 – 1º trimestre, o cenário merece atenção. A pesquisa mostra que 52,2% das empresas sentiram impacto moderado de matérias-primas no custo de produção, enquanto 26,1% relataram impacto alto. Mesmo assim, 35,9% afirmaram não ter aplicado nenhum reajuste em 2026. Portanto, o dado revela um dos pontos mais sensíveis da cadeia neste momento: uma parte relevante da indústria está convivendo com aumento de custos sem, necessariamente, transformar essa pressão em preço. O silêncio sobre reajuste também é uma decisão Em muitos casos, não reajustar parece prudente. Afinal, o varejo está seletivo, o consumidor…