Aficionados financeiros: se antes a ordem era pechinchar, os consumidores de 2022 querem mesmo é comprar e investir de maneira inteligente

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Consumidores de 2022 – Quantas pessoas que você conhece se tornaram especialistas em finanças ou passaram a contar com uma consultoria para a melhor administração do seu dinheiro desde o último ano? A alfabetização financeira não está mais restrita às praças de mercados de capitais. Com isso, as empresas devem fornecer ferramentas e soluções fáceis de usar para fazer com que qualquer consumidor se sinta financeiramente empoderado. Isso porque os consumidores estão ganhando confiança para investir e se tornando experientes em poupar para fortalecer a segurança financeira.

Chamados de “aficionados financeiros” pela Euromonitor International, referência no apontamento de tendências de consumo, este novo perfil deverá ditar muitos padrões e estratégias de mercado em 2022, assumindo o controle do próprio dinheiro e usando serviços para rastrear as transações que fazem.

Um futuro financeiro aprimorado para os consumidores de 2022

É inegável, portanto, que, entre muitas outras mudanças, a pandemia trouxe volatilidade ao mercado de trabalho e colocou em risco a segurança financeira. Incerteza, instabilidade e lockdowns fizeram com que muitos consumidores, como aqueles que se destacaram no ano passado pelo perfil em que a “a ordem era pechinchar” — relembre a tendência — gastassem menos e economizassem mais.

Esses consumidores recorreram a aplicativos para lidar com o dinheiro de forma inteligente. E aqueles com renda discricionária tornaram-se “aficionados financeiros”. Aumentando, assim, a educação financeira e encontrando fontes alternativas de renda. Tal como investir no mercado de ações e transformar hobbies em negócios.

Globalmente, 15% da renda disponível das famílias foi poupada em 2019, ante 17% em 2020. No mesmo período, os gastos globais do consumidor caíram 4%. Esse aumento em quantias economizadas e do tempo em casa, em paralelo com a diminuição das ocasiões de gasto, levou os consumidores a melhorar sua situação financeira. E, agora, 51% deles acreditam que terão uma melhor situação econômica em cinco anos. O que, pela lógica, os faz continuar firmes em seus planos.
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Oportunidades para atender os desbancarizados e os novatos

A população com acesso a serviços bancários em países emergentes e desenvolvidos continua a aumentar. Dando aos consumidores, então, a possibilidade de usar ferramentas de gestão de dinheiro.

As empresas, por sua vez, estão capitalizando sobre essa liberdade financeira recém-descoberta e respondendo com recursos que proporcionam aos consumidores mais controle e confiança.

Com isso, tem ocorrido um influxo de plataformas de negociação de varejo amigáveis ao consumidor para que os aficionados financeiros invistam seu dinheiro no mercado de ações. Às fintech startups, por exemplo, estão oferecendo serviços bancários digitais com taxas mais baixas e juros mais altos para os desbancarizados e financeiramente carentes/não assistidos.

Oferecer recursos educacionais dentro dessas plataformas pode ajudar a construir a confiança do consumidor e da marca. Outra novidade é que as empresas também estão capitalizando cada vez mais sobre o crescimento das criptomoedas como método de pagamento alternativo, o que, mais uma vez, pode ser uma estratégia possível para o varejo de móveis, especialmente no e-commerce.

consumidores de 2022

Confiança dos consumidores de 2022

No Brasil, o ICC, Índice de Confiança do Consumidor, medido pela FGV (Fundação Getulio Vargas, cresceu 3,8 pontos na passagem de janeiro para fevereiro deste ano. Com o resultado, o indicador chegou a 77,9 pontos em uma escala de zero a 200 pontos, o maior nível desde agosto do ano passado.

A alta da taxa foi puxada principalmente pelo Índice de Expectativas, que mede a confiança dos consumidores em relação ao futuro e que subiu 5 pontos. Com isso, o subíndice chegou a 85,7 pontos. O que se dá principalmente pelo bom desempenho do componente intenção de compras de bens duráveis nos próximos meses. Bom indicativo para o setor moveleiro!

O Índice da Situação Atual, que mede a confiança no presente, também subiu (1,8 ponto) e chegou a 67,9 pontos. Apesar da alta, este subíndice ainda está em patamar muito baixo em termos históricos.

“O resultado positivo pode ter sido influenciado pelo Auxílio Brasil nas faixas de renda mais baixas, perspectivas mais favoráveis sobre o mercado de trabalho e situação econômica que voltaram a ficar mais otimistas, com indicadores superando o nível neutro de 100 pontos”, diz Viviane Seda Bittencourt, responsável pela pesquisa.

Ela completa: “É preciso ter cautela. O nível ainda é muito baixo em termos históricos e o comportamento volátil dos consumidores nos últimos meses mostram que a incerteza elevada tem afetado bastante a manutenção de uma tendência mais clara da confiança no curto prazo”.

Perspectivas para os consumidores aficionados financeiros

Aplicativos de gerenciamento de dinheiro que sejam centrados no consumidor, digeríveis, educacionais e simples podem se beneficiar nesta era da democratização financeira. Essas empresas construirão a lealdade do cliente em um momento em que a confiança nas instituições financeiras está diminuindo.

Varejistas e marcas devem colaborar com empresas de serviços financeiros para facilitar formas alternativas de pagamento, como criptomoedas ou “compre agora e pague depois”.

Tudo isso porque o potencial impacto dos Aficionados Financeiros, desde expandir seu ritmo de investimento até aumentar sua perspicácia financeira, não pode ser subestimado.

 

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