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Após segundo melhor resultado do ano, produção moveleira teve recuo em setembro

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Números da produção moveleira no terceiro trimestre, porém, são superiores aos do período imediatamente anterior

Com um total de 34,1 milhões de peças produzidas no nono mês do ano contra 37,6 milhões no mês anterior — quando a indústria moveleira nacional alcançou o segundo melhor resultado de 2021 —, após duas altas mensais consecutivas, a produção de móveis e colchões no Brasil teve queda de 8% em volume no mês de setembro sobre agosto de 2021.

Diante de tal cenário, o acumulado do ano continua positivo, +6,5% em relação a igual período no ano passado. Mas inferior ao resultado acumulado até agosto, quando era de +8,8%.

Tais resultados foram divulgados na última edição da “Conjuntura de Móveis”, estudo mensal desenvolvido pelo IEMI – Inteligência de Mercado para a ABIMÓVEL (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário).

Produção moveleira

Importante observar, porém, que mesmo com o recuo nas diferentes variações, os resultados alcançados em julho, agosto e setembro mostram-se superiores aos do trimestre imediatamente anterior (abril – junho). “Ao observarmos o histórico do volume mensal de peças produzidas na indústria moveleira durante o ano é possível perceber uma retomada considerável no ritmo de produção com a chegada do segundo semestre”, pontua a ABIMÓVEL.

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Resultados no varejo

Os números da indústria refletem o comportamento de consumo de móveis e colchões no varejo doméstico, em que as vendas em volume de peças, segundo apresentado na “Conjuntura Mensal de Móveis”, tiveram queda de 9,2% em setembro no comparativo com o mês anterior. Já em valores, o recuo foi de 8,4% em igual comparação.

Quando falamos nos resultados do ano, porém, assim como na indústria, os números continuam positivos no varejo: +4,7% em volume e +12,7% em receita.

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A inflação no varejo nacional, que forçou aumento de 10,6% sobre o preço dos móveis prontos no comércio, pode justificar a diferença entre os resultados acumulados em número de peças produzidas e de receita.

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Comércio Exterior

Já as exportações no setor atingiram US$ 82,9 milhões em setembro de 2021. O que representa um aumento de 6,7% frente ao resultado de agosto. Em outubro, um novo aumento de 11,3%, atingindo, segundo a ABIMÓVEL e o IEMI, o montante de U$ 92,3 milhões em peças exportadas pela indústria moveleira nacional.

Quando o assunto é importação, por sua vez, o Brasil importou cerca de US$ 24,2 milhões em móveis e colchões em setembro de 2021. Valor que simboliza aumento de 31,9% na comparação com o mês anterior. No mês seguinte, no entanto, houve queda de 9,4% na comparação mensal, totalizando o montante de US$ 21,9 milhões.

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Estados Exportadores

Os três estados da região Sul são os maiores exportadores de móveis do Brasil. Juntos, Santa Catarina (37,6%), Rio Grande do Sul (29,6%) e Paraná (17,7%) corresponderam a 84,9% das exportações brasileiras de móveis no acumulado de 2021 até o último levantamento. Outros estados, porém, vêm ganhando notoriedade e participação. Veja abaixo.

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Estados Importadores

O estado de Santa Catarina foi responsável também pela maior parte das importações no setor: 38,7% de participação de janeiro a outubro de 2021. Em seguida, aparecem os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, com participação de 29,7% e 8,4%, respectivamente.

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Expectativas para a produção moveleira nos próximos meses

Apesar do recuo tanto na indústria quanto no varejo no nono mês do ano, nota-se evolução no volume de emprego nas fábricas de móveis, que aumentou 1,2% na passagem de agosto para setembro. Com isso, o acumulado do emprego na comparação entre os nove primeiros meses de 2021 e 2020, já é de +7,9%. “Um bom indicador das expectativas dos industriais para os próximos meses”, segundo a entidade moveleira responsável pelo estudo.

“Outro indicativo positivo é o aumento nos investimentos nas importações de máquinas para fabricação de móveis, que cresceu 186,8% no acumulado do ano. Pontos que demonstram perspectivas positivas por parte dos empresários industriais, que investem na contratação de mão de obra e no melhoramento dos parques fabris”, salienta, mais uma vez, a ABIMÓVEL.

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