Assistente virtual e Realidade Aumentada

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Se há dois segmentos que amadureceram intensamente durante o último ano, estes são, sem dúvida, o do comércio eletrônico e o do marketing digital. De volta para um tempo em que inserir o número do cartão de crédito e os dados pessoais em sites de compras ainda era visto com desconfiança, porém, em 2003 a Magazine Luiza apresentou ao mercado sua assistente virtual. Lúdico e excitante para alguns, estranho para outros, não demorou muito para que a “Lu”, como é chamada, se tornasse a primeira influenciadora virtual do Brasil.

O que à primeira vista poderia parecer apenas uma jogada de marketing, confirmando a inclinação e o engajamento do grupo Magazine Luiza para o universo digital, a personagem surgiu, na verdade, para humanizar e integrar os canais de atendimento da empresa, por mais contraditório que isso possa soar. Possibilitando, assim, uma onipresença impossível para um atendente humano (além de menos custoso e muito mais conceitual). E, bem, nem precisamos dizer que a estratégia deu tão certo, que por vezes foi difícil para o público distinguir o real do virtual… e ainda é!

Com o tempo, ações desse tipo tornaram-se mais e mais populares no varejo, dentro e fora do Brasil. Enquanto no universo da moda, contas como a da @lilmiquela, uma “boneca virtual” super-realista, acumula mais de três milhões de seguidores, além  de diversos colabs com algumas das mais requisitadas celebridades ao redor do mundo. Outras áreas de negócios também investem e já colhem ótimos resultados com o atendimento ao cliente por meio de assistentes de voz programados com vozes femininas, suaves, com respostas sagazes e levemente bem humoradas. Exemplos são a Apple, com a Siri, e o banco Bradesco, com a Bia.

Já conhece a Ká? Diga olá para a nova assistente virtual da Kappesberg!

A estratégia, porém, pode e deve ir além de atrair e estreitar relações apenas com os consumidores finais. Assistentes virtuais podem ser ótimas ferramentas de apoio no atendimento B2B (business to business), por exemplo. Uma referência vem justamente da indústria moveleira. A Ká, como foi carinhosamente apelidada a nova assistente virtual da Kappesberg, traz soluções tanto para os clientes de negócio quanto para os consumidores da ponta. Ótima forma, aliás, de intensificar a marca da empresa entre o público final, o que ainda é um desafio para a maior parte dos fabricantes de móveis.

“Todo o storytelling acontece dentro da casa da Ká, no showroom da Kappesberg e no escritório. Por meio de vídeos no feed das redes sociais, ela interage com os seguidores, dando dicas de decoração e organização”, explica a gerente de marketing do Grupo K1, Vívian Rockenbach. “A Ká é muito mais que nossa atendente virtual. Ela é a personalidade que representa toda a nossa essência.”

A nova assistente atende, assim, aos clientes, consumidores e montadores, tirando dúvidas por meio de um chatbot para o aplicativo de mensagens WhatsApp. Os vídeos nas mídias são todos ambientados virtualmente, funcionando também como uma atração aos lojistas e vendedores. O cenário será sempre atualizado com os lançamentos do ano.

O processo de criação da Ká durou cerca de seis meses, envolvendo as definições visuais até o perfil psicológico e comportamental. A intenção é que ela mostre os valores da marca nas comunicações e interações nas redes sociais. Aliás, a ação é tão bem fundamentada, que a colaboradora virtual da Kappesberg tem até uma filha, gerando conteúdo também para o público infantil, com o “Clubinho da Kaká”.

Catálogo interativo com Realidade Aumentada é aposta da Móveis Henn

Além da assistente, a Kappesberg também passou a investir em Realidade Aumentada (RA). Outra estratégia que pode trazer uma série de diferenciais para a indústria moveleira. O que a Móveis Henn não só entendeu muito bem, como colocou em ação de maneira massiva neste ano. A empresa acaba de lançar um catálogo interativo com possibilidade de visualização dos produtos em 360º graus. O que é possível por meio de imagens em RA geradas a partir dos QR codes impressos nas páginas.

Ao todo, são quatro tipos diferentes de QR Codes encontrados ao longo de quase 200 páginas. Oferecendo, assim, diversos conteúdos extras para auxiliar os vendedores e também tornar as decisões dos clientes muito mais simples e assertivas. Dessa forma, além da visualização 360º por meio de Realidade Aumentada, também é possível ter acesso a dados detalhados do móvel. Tais como matéria-prima, peso e acabamento. Na linha de Cozinhas Moduladas, ainda, o cliente poderá conferir o projeto com a modulação diretamente no simulador da empresa. Tudo de forma simples, prática e intuitiva.

Sendo um instrumento de venda essencial, portanto, os catálogos interativos são ainda mais importantes neste período sem exposições presenciais e de interações sociais restritivas que impedem uma série de negociações face a face. “Utilizar os QR Codes no catálogo foi a maneira que encontramos de estar ainda mais próximos de nossos parceiros. Nosso objetivo é ajudá-los, facilitar processos e fortalecer ainda mais essas parcerias tão importantes que temos”, fala Soraya Sebben, gerente de marketing da Móveis Henn.

Leia mais sobre alternativas tecnológicas para a apresentação de móveis no artigo Omnicanalidade: O equilíbrio entre o on-line e o off-line para atender mais e melhor”.

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