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Black Friday 2022: expectativas e estratégias para vender mais

black friday 2022

Em 2021 foram movimentados mais de R$ 4 bilhões na Black Friday, de acordo com a Ebit|Nielsen. Para 2022, todo o ecossistema do comércio já vive a maratona deste ano, com esta sexta-feira (25) marcando a data oficial do “evento”.

O setor do varejo, físico ou digital, espera essa oportunidade para regular possíveis desequilíbrios em sua balança durante um ano bastante sensível para o setor, especialmente no segmento do mobiliário que, segundo a “Conjuntura de Móveis” — estudo desenvolvido pelo IEMI e publicado pela ABIMÓVEL (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário) — acumula uma queda de 10% no volume de vendas de janeiro a agosto deste ano em comparação com 2021, como vimos no artigo de ontem — “Varejo de móveis e colchões: cenário e expectativas”.

Atendendo a um consumidor mais bem informado e exigente, as lojas precisam estar atentas a algumas estratégias importantes para vender mais na Black Friday 2022, com ênfase para o e-commerce. Considerando que essa é a modalidade que mais ganha projeção no mercado, especialmente depois das mudanças comportamentais provocadas pelo distanciamento social durante as ondas mais severas da pandemia. É o que mostra o relatório Webshoppers Ebit Nielsen 2022, que soma 88,7 milhões de brasileiros comprando on-line em 2021. “Ou seja, hoje o público confia no e-commerce”, enfatiza Ricardo Aranha, executivo de negócios da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil.

Marketplace como uma das estratégias para vender mais na Black Friday 2022

Os marketplaces têm uma participação importante nisso, já que esse modelo de negócio responde por 78% do comércio eletrônico brasileiro. Assim, transformar lojas virtuais em marketplaces pode ser uma das primeiras estratégias para alavancar resultados na Black Friday.

Os marketplaces facilitam a procura de produtos, a comparação de preços e de condições de entrega e o acesso a avaliações de outros usuários. Atendendo, assim, a um consumidor mais exigente, que compra na internet buscando conveniência e praticidade. 

“Além de ajudar a incrementar as vendas nesse período, o marketplace pode melhorar a experiência dos clientes. E, como resultado, aumentar as conversões e a fidelização”, pontua Matheus Pedralli, CEO da Omnik, empresa do Grupo FCamara, especializada em transformar e-commerces em marketplaces escaláveis.

A inteligência em todo o processo de identificação de produtos e na logística satisfatória aos clientes, aliás, é estratégia imprescindível no processo, iniciando-se no momento do cadastro dos produtos de forma padronizada.

A partir da identificação de todos os itens, as lojas têm a garantia de que os mecanismos de busca com base no SEO (Search Engine Optimization) darão prioridade a suas ofertas, que contam com dados precisos e detalhados. Portanto, a precisão dos dados é o início do bom resultado. “Além de aumentar a visibilidade nos buscadores na internet, a boa informação evita erros de classificação dos itens ou mesmo o anúncio de um produto e venda de outro”, explica Ricardo Aranha, da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil.

Estoque em dia

Depois dessa etapa de classificação e identificação precisa de todos os produtos oferecidos, a segunda estratégia das lojas é garantir que seu estoque esteja provisionado para a demanda da campanha de vendas que vão iniciar. Caso contrário, podem frustrar os consumidores durante o processo, o que derruba a credibilidade do seller

Nada melhor do que uma boa negociação com os fornecedores para conquistar preços atrativos ao público e garantir a disponibilidade do estoque de acordo com a demanda de pedidos. É um passo importante para começar a corrida da competição. “Essa é uma das estratégias mais conhecidas do varejo, mas que ainda é uma das mais eficientes para o sucesso das vendas”, ressalta Aranha.

Atendimento como diferencial na Black Friday 2022

Outra estratégia importante para o seller conquistar a confiança do consumidor — e aumentar a possibilidade de completar a transação — é ter equipes de atendimento dimensionadas para a demanda e o nível de interesse do público. 

Responder dúvidas do interessado em tempo hábil e demonstrar segurança na informação que está passando é um caminho interessante para quem está vendendo e cativa quem está comprando. Esse procedimento vale também para as equipes responsáveis pela expedição, logística e o pós-venda. Faz parte do atendimento aprimorado ao cliente e do cumprimento de prazos, o Service Level Agreement (SLA, nível de serviço).

Estratégias para vender mais

Encantar o cliente, afinal, não se esgota no momento da venda. Acompanhar a logística de entrega  — lembrando que a gratuita é a que mais influencia a decisão do consumidor — e o cumprimento das condições estabelecidas na negociação garante que a relação entre as partes se fortaleça. 

Entregas atrasadas, extravios ou produtos danificados destroem todo trabalho e investimento feito anteriormente. O pós-venda, por fim, se completa com um time de atendentes preparados para responder dúvidas e solucionar todas as questões que mantenham o cliente engajado e satisfeito.

Seja criativo!

Para finalizar, não desprezar a inovação é a próxima atitude a ser observada. O consumidor espera experiências mais imersivas para conhecer bem os produtos e decidir pela compra. Quem oferecer mais atrativos nesse sentido sairá na frente. 

“Ser criativo e aproveitar tudo o que estiver ao alcance por meio da tecnologia, portanto, é uma vantagem competitiva. Um bom começo é experimentar promoções impulsionadas nas redes sociais que levem o comprador a clicar no link do marketplace. Estima-se que, hoje, 83% dos brasileiros utilizam o WhatsApp, por exemplo, como ferramenta para compra de produtos e contratação de serviços, segundo pesquisa da consultoria Accenture. Já o Sebrae traz dados de que 67% dos pequenos negócios estão vendendo por meio de plataformas digitais”, pontua o executivo de negócios da GS1 Brasil.

Na mesma linha da inovação, deve-se estar atento, a gente não cansa de destacar, a omnicanalidade e a interação com o consumidor. Para não perder vendas, a interface da loja deve ser funcional e amigável em qualquer dispositivo. O ambiente virtual em que o comprador vai interagir deve atraí-lo com a mesma facilidade e agilidade tanto em um computador de mesa quanto em um smartphone. Criar ferramentas e soluções simples para cada passo da jornada do consumidor é o caminho mais eficiente para efetivar as vendas.

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