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Desvendando o Canvas Estratégico: uma ferramenta essencial para a indústria

Desvendando o Canvas estratégico: uma ferramenta essencial para a indústria

No competitivo mercado de móveis, a entrega de valor tornou-se uma arte que exige não apenas habilidade técnica, mas também uma compreensão estratégica afiada. A complexidade de percepção pelo consumidor sobre o valor dos produtos moveleiros é um desafio enraizado, tornando essencial para os empresários explorar métodos que possam simplificar e, ao mesmo tempo, potencializar a proposta de valor de seus negócios. Neste cenário, emerge o Canvas Estratégico como uma ferramenta vital para a concepção e articulação clara de estratégias empresariais. 

Este framework, originado das mentes inovadoras como Alexander Osterwalder e Yves Pigneur, se torna um catalisador para desencadear o pensamento estratégico focado no cliente, mas ainda é subutilizado na indústria moveleira.

Como o Canvas Estratégico pode ajudar os empresários

O Canvas Estratégico encapsula a essência de um negócio em uma página, proporcionando uma vista panorâmica que facilita a identificação de propostas de valor únicas, segmentos de clientes, canais, relacionamentos, fontes de receita, recursos-chave, atividades-chave, parcerias-chave e estrutura de custos. Portanto, este exercício de design thinking promove um entendimento robusto e integrado do negócio, que é crucial na indústria moveleira onde a percepção de valor pelo consumidor pode ser intricada.

A ordem na qual o Canvas é montado pode influenciar significativamente a clareza e a eficácia da estratégia delineada. Por exemplo, ao priorizar a compreensão dos segmentos de clientes e suas necessidades antes de delinear a proposta de valor, os empresários podem garantir que a estratégia seja centrada no cliente, alinhada com o modelo de Customer Experience (Cx).

Autores contemporâneos e internacionais, como Sinex, Osterwalder, e Kaplan, têm contribuído enormemente para o desenvolvimento e refinamento de frameworks estratégicos. Suas ideias podem ser inestimáveis para os empresários da indústria moveleira na criação e execução de estratégias que ressoem com os consumidores. Sobretudo, eles destacam a importância de adotar uma abordagem sistemática e centrada no cliente para o planejamento estratégico.

A indústria moveleira, com sua complexa interação de design, funcionalidade e percepção de valor, pode se beneficiar imensamente da implementação do Canvas Estratégico. Nesse sentido, esta ferramenta promove uma reflexão profunda sobre como entregar valor de maneira eficaz, proporcionando uma base sólida para a construção de estratégias empresariais robustas e centradas no cliente.

Em um mundo onde a inovação contínua é a chave para a sustentabilidade e crescimento, adotar o Canvas Estratégico pode ser um passo vital na jornada de qualquer empresário moveleiro.

Empreendedorismo de oportunidade

A ordem de elaboração dos componentes de um Canvas Estratégico pode ser crucial para a eficácia da estratégia delineada, especialmente no contexto da indústria moveleira. Tradicionalmente, a sequência recomendada é: 

  1. Segmentos de clientes: Entender as necessidades e desejos dos clientes é o primeiro passo para construir uma proposta de valor eficaz.
  2. Proposta de valor: Uma proposta de valor sólida deve resolver um problema ou atender a uma necessidade dos clientes.
  3. Canais: Os canais são a maneira de entregar a proposta de valor aos clientes.
  4. Relacionamento: Os relacionamentos com os clientes são essenciais para a fidelização.
  5. Fontes de receita: As fontes de receita são a forma como o negócio ganha dinheiro.
  6. Recursos-chave: Os recursos-chave são os ativos necessários para executar a proposta de valor.
  7. Atividades-chave: As atividades-chave são as ações necessárias para executar a proposta de valor.
  8. Parcerias: As parcerias podem ajudar a empresa a alcançar seus objetivos.
  9. Estrutura de custos: A estrutura de custos é a maneira como a empresa calcula seus custos.

Esta ordem é orientada para o empreendedorismo de oportunidade, onde o foco inicial é entender o cliente e, a partir daí, construir uma proposta de valor sólida que guiará o restante da estratégia.

Empreendedorismo de necessidade 

No entanto, a realidade brasileira, muitas vezes marcada pelo empreendedorismo de necessidade, pode exigir uma abordagem ligeiramente diferente. A sequência adaptada seria: 

1) Segmentos de Clientes, 6) Recursos-Chave, 7) Atividades-Chave, 8) Parcerias, 9) Estrutura de Custos, 4) Relacionamento, 3) Canais, 2) Proposta de Valor e 5) Fontes de Receita. 

Esta ordem reflete uma abordagem mais pragmática, onde os empreendedores, diante de recursos limitados, começam identificando quem são seus clientes. Em seguida, rapidamente passam a avaliar os recursos disponíveis e as atividades que podem ser realizadas com esses recursos. Posteriormente, buscam parcerias para minimizar custos. E por fim, definem uma estrutura de custos viável e trabalham na construção de relacionamentos para tentar criar valor, mesmo antes de o cliente compreender completamente esse valor. A identificação de canais eficazes para entregar essa proposta de valor segue-se, culminando na geração de receitas.

Esta adaptação do Canvas Estratégico ilustra como o empreendedorismo de necessidade, muitas vezes impulsionado por restrições de recursos, pode demandar uma abordagem estratégica diferente. Ao ajustar a ordem dos componentes do Canvas para melhor alinhar com as realidades e exigências locais, os empreendedores da indústria moveleira podem desenvolver estratégias mais robustas e adaptáveis que refletem tanto as oportunidades quanto as limitações inerentes ao ambiente de negócios brasileiro. Esta flexibilidade na aplicação do Canvas Estratégico pode ser um facilitador potente para a inovação e sucesso no dinâmico mercado moveleiro.

Esse artigo foi escrito por:José Biff Netto

Jorge BIFF Netto:
Consultor internacional em gestão empresarial com mais de 20 anos de experiência no setor de móveis e madeira, doutorando e Mestre em Administração de Empresas, especialista em inovação estratégica e internacionalização de empresas. Professor Visitante na Isenberg School Of Business – UMASS.

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