Comércio varejista: venda de móveis cai em janeiro de 2022

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23 de março de 2022Categories: VarejoTags: , , , ,

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Comércio varejista – Após o recuo na produção de móveis (-33%) representar o maior impacto negativo sobre o desempenho geral da indústria brasileira em janeiro de 2022, as vendas de móveis e eletrodomésticos no varejo nacional também recuaram 0,6% na passagem de dezembro de 2021 para o primeiro mês deste ano. O que, como já pontuamos, é esperado para o início da temporada. Mas, para termos uma ideia mais abrangente e assertiva da realidade, como está a situação no comércio varejista em comparações mais amplas?

Nos últimos 12 meses (jan 21 – jan 22), a queda da categoria foi de 7,5%. Puxada, no entanto, sobretudo pelo setor de eletros, que caiu 9,7%, ante -2,3% no segmento de móveis. Na comparação com janeiro de 2021, a venda de móveis, excluindo os eletros, foi 7,7% inferior à janeiro deste ano.

Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Veja mais resultados na tabela abaixo:

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Comércio varejista geral

O volume de vendas do comércio varejista no país, como um todo, cresceu 0,8% em janeiro, quando comparado com o mês anterior. Mesmo com o avanço, cinco das oito atividades tiveram resultado negativo no período. Nos últimos 12 meses, contudo, o varejo acumula alta de 1,3%. Mas ainda 1% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 6,5% abaixo do pico da série (outubro de 2020).

“Desde julho de 2021 [+3,6%], o varejo não tem crescimento, pois a taxa de 0,4% de novembro de 2021 está no campo da estabilidade. Já para os meses de janeiro, é o maior desde 2019, quando foi de 1,6%”, comenta o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

Vendas do varejo crescem nas 15 das 27 unidades da federação

Na comparação com dezembro, o volume de vendas do varejo foi positivo em 15 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Rio de Janeiro (3%), Alagoas (2,8%) e Pernambuco (2,5%). Por outro lado, os destaques negativos vieram do Amapá (-3,7%), Rio Grande do Norte (-1,8%) e Amazonas (-1,7%). Minas Gerais, nessa comparação, teve variação nula (0,0%).

Frente a janeiro de 2021, o predomínio foi de taxas negativas (16 do total de 27), com destaque para: Amapá (-10,8%), Sergipe (-8,9%) e Distrito Federal (-7,8%). As demais 11 Unidades da Federação alcançaram resultados positivos na comparação interanual, destacando-se: Amazonas (35,3%), Roraima (7,5%) e Espírito Santo (7,2%).  Santos destaca que o crescimento do Amazonas se deve à baixa base de comparação, uma vez que o estado passou por um forte lockdown em janeiro de 2021.

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