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Cômodos ao ar livre: tendência de migração para o lar foi assunto até na NRF 2023

Cômodos ao ar livre - tendência de migração para o lar foi assunto até na NRF 2023 - Plataforma Setor Moveleiro

Mais uma semana está terminando e que tal chegarmos no fim de semana de uma maneira mais leve? Respirando ar puro, sentindo a brisa no rosto, um toque natural e se conectando com o exterior? Parece uma boa ideia, não é? Mas e as obrigações do dia a dia?

É justamente essa busca por momentos de equilíbrio em meio à rotina agitada, cansativa e, para a maior parte das pessoas, urbana, que vem incentivando um aumento considerável da demanda por ambientes ao ar livre.

E não estamos aqui falando de uma área para churrasco e espreguiçadeiras em volta da piscina. Mas, sim, de verdadeiros espaços para se alimentar, receber, trabalhar, estudar, descansar, se exercitar, interagir e tudo o que podemos fazer em ambientes indoor.

O tempo prolongado passado em casa resultou em novas formas de utilização de áreas externas. A pandemia, então, forçou os consumidores a reimaginar seus espaços e agora eles estão criando seus próprios ambientes externos para socialização, trabalho e relaxamento — desde spas,  passando por áreas de convívio até salas de estar ao ar livre. O que, claro, exigirá bastante trabalho da indústria de móveis, tanto em tecnologia como em design.

A tendência da experiência migrada para o lar é tão pungente, que esteve em destaque também na NRF 2023, maior feira do vareo no mundo. “É perceptível e faz parte da vida da maioria das pessoas hoje em dia, a vontade de estar no conforto do lar para fazer coisas que antigamente se fazia na rua como assistir um filme e realizar eventos. Essa visão do consumidor deve fazer parte da estratégia do varejo, pois cada vez mais é preciso entender o que as pessoas querem e estar onde elas estão”, fala o CEO do Market4u, Eduardo Córdova, que esteve presente no evento. 

Tendência de cômodos ao ar livre decolou durante a pandemia

Quando a pandemia surgiu, muitos de nós procuraram os espaços ao ar livre para manter a sanidade. Alguns cuidaram de plantas e fizeram pequenas reformas na casa. Outros começaram a cultivar hortaliças e investiram em recursos de iluminação. Fizemos de tudo para transformar a casa num ambiente de tranquilidade e conexão. 

Como falamos em nossa série “Home Lifestyles 2025”, inspirado em estudo homônimo da WGSN, nos próximos anos, o consumidor deverá investir ainda mais tempo e dinheiro nos espaços outdoor para aproveitá-los o ano todo. 

Em termos de oportunidades de produtos, haverá espaço para itens simples, como luminárias, fogareiros, tendas e alto-falantes impermeáveis, e também para algo mais elaborado, como móveis e reformas para a criação de “cômodos ao ar livre”

No segmento premium, as pessoas vão continuar investindo em projetos de construção como cozinhas a céu aberto, galpões de armazenamento, home offices no jardim, piscinas e duchas. Além disso, janelas especiais e jardins de inverno também estarão em alta, unindo os ambientes internos e externos.

Móveis para cômodos ao ar livre

A WGSN identificou, aliás, uma alta no interesse por itens multifuncionais para preparar, cozinhar, servir e armazenar alimentos em ambientes outdoor. De acordo com o porta-voz da marca holandesa OFYR, que vende utensílios e cozinhas modulares para espaços abertos, a procura por esses produtos cresceu bastante nos últimos anos: “Achamos que não foi só a Covid-19 que impulsionou essa tendência. Vivemos em um período em que estamos sempre ocupados, e isso explica o interesse por autenticidade, conexão e experiências ao ar livre.” 

As marcas também podem explorar produtos que tornam a experiência de comer em áreas abertas mais imersivas e confortáveis, como móveis estofados e aquecidos, fogareiros e fornos para pizza. Uma pesquisa do varejista britânico Heal’s revelou que 40% dos clientes sentem que os espaços ao ar livre lhes oferecem uma sensação de fuga. 

Tendência veio para ficar

Além da simples integração “indoor/outdoor”, o isolamento social provocou um desejo do consumidor por espaços de jardim que imitam interiores, com espaços de relaxamento, áreas de entretenimento e até mesmo instalações para banho e spa. 

Decorativamente falando, as pessoas estão procurando produtos de aparência natural que se misturam com o ambiente externo e também refletem as tendências atuais de design de interiores, incluindo materiais como rattan, madeira e linho, além de cores vívidas.

A empresa inglesa Jack Dunckley relata um aumento nas vendas de sementes e plantas desde 2020, provando que o investimento em jardinagem continuará mesmo depois da pandemia e que o conceito de expandir os ambientes outdoors também não vai embora. Portanto, invista em produtos para estes espaços, incluindo também pátios e varandas, com as novas construções privilegiando esses tipos de ambiente, inclusive moradias populares.

Leia mais aqui: Como a indústria de móveis poderá atender às mudanças no ‘Novo Minha Casa, Minha Vida’?

 

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