Consolidado 2020: Varejo volta ao patamar pré-pandemia

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17 de fevereiro de 2021Categories: VarejoTags: , , ,

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e-commerce de móveis varejo moveleiro

“Vendas no varejo caem 6,1%”, “Vendas do comércio varejista crescem 1,2%”. Informações diferentes, mas que trazem duas verdades que refletem um mesmo cenário. Com os números consolidados do ano de 2020 finalmente sendo revelados, é hora de tentar desvendarmos o percurso percorrido até este momento e compreendermos as possibilidades para o mercado moveleiro a partir daqui.

A gente já havia levantado essa questão em nosso artigo sobre os números da produção industrial de móveis:  “Conjuntura moveleira: Produção e consumo estão se estabilizando? Entenda o momento!”. Agora é hora de focar nas vendas no varejo, desta vez utilizando os dados divulgados na última Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dados gerais do varejo em 2020

Para começar, vamos tentar entender as duas manchetes que abrem este texto. Sim, as vendas gerais no varejo caíram 6,1% em dezembro de 2020 na comparação com novembro do mesmo ano, quando variou -0,1%. É a queda mais intensa para um mês de dezembro de toda a série histórica, iniciada em 2000. Apesar dos resultados negativos nos últimos dois meses do ano, porém, o acumulado de 2020 fechou com alta de 1,2%. Essa é a quarta vez consecutiva que o comércio apresenta alta anual: 2,1% em 2017; 2,3% em 2018 e 1,8% em 2019. Com o recuo de dezembro, as vendas do varejo se igualaram, então, ao patamar de fevereiro, período pré-pandemia.

A média móvel trimestral do comércio varejista foi, assim, de -1,8%. Já no confronto entre dezembro de 2020 e dezembro de 2019, o resultado foi uma alta de 1,2%, sexta taxa positiva consecutiva nesse tipo de comparação.

E as vendas de móveis?

O recuo no volume de vendas do comércio varejista na passagem de novembro para dezembro de 2020, na série com ajuste sazonal, atingiu todas as oito atividades pesquisadas, inclusive a de “móveis e eletrodomésticos”: -3,7%. Em contrapartida, na comparação de dezembro do ano passado com o mesmo mês do ano anterior, a categoria teve avanço de 2,9%.

O cenário fica ainda mais favorável ao focarmos nossa atenção apenas na subcategoria “móveis. Sem contar a venda eletrodoméstico e ao observarmos o acumulado do ano, o comércio restrito de móveis foi um dos segmentos que apresentou um dos maiores crescimentos no volume de vendas em 2020, segundo os dados do IBGE. Comparadas às de 2019, as vendas de móveis acumuladas no ano tiveram uma variação positiva de 11,9%.

COMÉRCIO VAREJISTA VENDAS VAREJO MÓVEIS E ELETRODOMÉSTICOS IBGE PMC 1

Cenário atual e as oportunidades para o mercado moveleiro 

“Os resultados da pesquisa costumam ter variações menores, mas com a pandemia, houve uma mudança deste cenário, já que tivemos dois meses [março e abril] de quedas muito grandes”, afirma Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal do Comércio. Com base de comparação muito baixa, o resultado do varejo foi de crescimento de maio até outubro. Mês, este, em que apresentou o maior patamar da série histórica, iniciada em janeiro de 2001. Ultrapassando, assim, a conjuntura pré-pandemia, até o mês de fevereiro. “A queda em dezembro é um reposicionamento natural, já que o patamar estava muito alto com os resultados de outubro e novembro”, complementa o analista.

No indicador semestral, a elevação da intensidade das vendas no varejo na passagem do primeiro para o segundo semestre de 2020 foi registrada na maioria das atividades. Destaque para “móveis e eletrodomésticos” (de -1,4% para 20,7%) e “outros artigos de uso pessoal e doméstico” (de -10,6% para 12,9%). Demonstrando, assim, os impactos do isolamento social no consumo, como já falamos amplamente por aqui.

Além disso, a categoria de material de construção também apresentou crescimento de 10,8% no acumulado anual de 2020. Apontando, assim, um caminho ainda em ascensão para o mercado moveleiro em 2021. A gente já falou bastante sobre as possibilidades geradas para o setor moveleiro a partir do boom das obras e reformas residenciais: Veja a coluna de Newton Guimarães, head da Fundação de Dados, em parceria com a Eucatex, clicando aqui. Aliás, na semana que vem o especialista em inteligência de mercado lança um novo artigo, aguarde!

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