Cores Pantone 2021: Das incertezas à luz no fim do túnel

Cores Pantone 2021: Das incertezas à luz no fim do túnel

18 de janeiro de 2021Categories: DesignTags: ,

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Cores Pantone 2021

Cores Pantone 2021: Os interiores se expressam em sentimentalismo e esperança 

Se as roupas que vestimos sempre falaram muito sobre quem somos, o que gostamos e sobre o nosso estado de espírito. Hoje, com nossas vidas ainda acontecendo majoritariamente dentro de casa, os móveis e a decoração de nossos lares passam a assumir uma parte cada vez mais central na expressão do nosso eu: escancarando nossas rotinas e manifestando anseios.

As cores, claro, exercem um papel fundamental nesse sentido. Comunicando e exteriorizando sentimentos, num ano de isolamento, fortes emoções e grandes mudanças. De fato, muitas pessoas resolveram mudar as cores de suas paredes durante a quarentena, seja para aliviar o tédio ou para trazer um pouco de leveza num período tão pesado. Como já previsto em 2019, mesmo antes da pandemia, os tons azuis e verdes foram as escolhas mais populares. Talvez um desejo de trazer um pouco da natureza para dentro de casa. Algo que funcionou por certo tempo.

Mas e agora, depois de tantos meses enclausurados e ainda sem enxergarmos um fim, como nos sentimos e como queremos nos expressar? Bem, não é de nos surpreender, então, as escolhas da Pantone — referência mundial quando o assunto são color trends — para 2021. Pela segunda vez em 22 anos, o instituto de tendências em cores elegeu duas delas para representar suas apostas para o ano seguinte. São elas: Ultimate Gray e Illuminating. Uma combinação de um cinza fosco e familiar com o tom do amarelo brilhante da casca do limão siciliano.

Cores Pantone 2021: Ultimate Gray, a cor do isolamento

Por mais que tais matizes sejam consideradas as “cores de 2021”, elas trazem consigo as sequelas, consequências e reações do ano que se passou. Período em que tivemos que nos isolar do mundo e nos enrolar em cobertores monocromáticos dentro de nossas casas, vendo e fazendo a vida acontecer pelas telas de nossos televisores, computadores e smartphones. Daí a Ultimate Gray: o cinza do céu nublado, do cimento agora esquecido da calçada, dos lençóis confortáveis, cobertores anti-gravidade e telas de baixa luminosidade.

Cor que evoca nossas experiências coletivas em 2020. Um resumo sentimental de nossas memórias dos últimos meses. Um estado de espírito. Nem preto nem branco. Não aponta para um fim, mas deixa clara a continuação de um período indefinido. Com os novos casos de Coronavírus aumentando ao redor do mundo, numa segunda onda ainda mais transmissível e igualmente incerta.

Cores Pantone 2021: Illuminating, a esperança com a chegada da vacina

Mas, calma, ainda há luz no fim do túnel! Embora a cor do ano da Pantone seja, normalmente, uma previsão de tendência, ou seja, uma descoberta baseada em evidências sobre quais tons tornaram-se populares naquele período, as escolhas de 2021, no entanto, parecem claramente metafóricas. Algo, como bem coloca os especialistas da Art News, mais como uma mensagem de marketing do que uma design trend em si.

A Illuminating, por exemplo, tom amarelo vibrante e iluminado, aparece como o amanhecer da esperança que surge com a possibilidade de uma vacina. A cor pretende evocar a “promessa otimista de um dia cheio de sol”. Enquanto sua companheira, a Ultimate Gray é uma tonalidade muito mais silenciosa. Que se expressa por meio de “compostura, estabilidade e resiliência”. Cores conflitantes e ao mesmo tempo complementares. Como as dualidades da vida de qualquer pessoa, sobretudo neste momento.

Cinza + Amarelo: Opostos complementares

Vale ressaltar que na última década, as opções de cores da Pantone foram notavelmente saturadas, com tons brilhantes e marcantes como Living Coral (2019), Ultraviolet (2018) e Radiant Orchid (2014). São cores energéticas, do tipo que podem inspirar ou surpreender. Nessa comparação, o cinza, de fato, não é tão empolgante. Mas como a empresa poderia anunciar qualquer outra cor depois do ano passado? Mais do que tudo, afinal, buscamos um retorno à normalidade, ao concreto das ruas, à possibilidade de respirar ao ar livre. E é isso que essas cores entregam.

Cinza é a cor da contemplação; faz com que percebamos coisas às quais não havíamos prestado atenção antes, destacando-se em meio ao tédio. Junto com o amarelo, a Pantone acredita que deverá fortalecer a energia, a clareza e a esperança em um mundo que continua a enfrentar incertezas crescentes.

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