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Dia das Mães tem o potencial de impulsionar o comércio de móveis e colchões

O mês de maio chegou, e com ele o Dia das Mães, dando aquele empurrãozinho tão bem-vindo no varejo após meses tradicionalmente pouco movimentados para o consumo no início do ano. De fato, o quinto mês costuma ser um bom período para o comércio de móveis e colchões no Brasil, marcando um impulso significativo nas vendas. O que foi essencial especialmente nos últimos anos.

Maio de 2020 foi marcado pelo lockdown no varejo físico brasileiro, que logo em seguida passou a se recuperar de forma bastante positiva e nunca antes vista. O consumo de móveis e colchões se manteve aquecido, então, até o fim da primeira metade de 2021, arrefecendo apenas no final do ano.

Estimativas do IEMI – Inteligência de Mercado apontam que o varejo moveleiro alcançou uma receita de cerca de R$ 101 bilhões no fechamento do ano passado. Número, aliás, 7% superior em valores nominais sobre 2020. Em volume de peças comercializadas, no entanto, notou-se recuo pouco inferior a 2%. Comportamento em boa parte afetado pelo aumento elevado no preço médio dos produtos comercializados pelo segmento.

Resultados e comparações

Diante destes números gerais, contudo, observa-se que apenas no mês de maio do ano passado, o comércio de móveis e colchões gerou cerca de R$ 9 bilhões em receita. Valor mais de 50% superior ao resultado de maio de 2020.

Em volume de peças, ainda segundo o IEMI, no quinto mês de 2021, considerando o impulso do Dia das Mães, foram comercializados 36 milhões de móveis e colchões no Brasil, com quase 31% de crescimento em relação ao mesmo mês de 2020.

Indicadores que apresentam um panorama mais realista, no qual poderemos basear comparativamente os resultados de 2022, que veremos nos estudos nos próximos meses, tal como a Conjuntura de Móveis da ABIMÓVEL  (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário) e a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Panorama do comércio de móveis e colchões em 2022

Segundo a última edição da Conjuntura de Móveis, estudo desenvolvido pelo IEMI para a ABIMÓVEL, as vendas no comércio de móveis e colchões, em volume, caíram 6,4% em fevereiro de 2022 na comparação com o mês anterior. Enquanto, no acumulado no ano, o índice registrou queda de 6,6%.

Em receita, as vendas do setor foram de R$ 7,8 bilhões em fevereiro de 2021, recuo de 4,9% na comparação com janeiro. No acumulado do ano, houve aumento de 5,6%.

Segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os preços nacionais de mobiliário continuam aumentando na ponta, atingindo aumento de 1,81%, em março frente a fevereiro de 2022, dado mais recente. No acumulado do primeiro trimestre, o índice registra um acúmulo de 6,80%.

Quais suas expectativas para este mês de maio? O Dia das Mães deve ter impulsionado as vendas? Ficaremos de olho nos resultados. 

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