Escritórios fluidos: de tendência à realidade

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De solução temporária para amenizar as consequências da pandemia, a adesão massiva ao trabalho remoto coloca em marcha um grande movimento de transformação no conceito de espaços laborais. Enquanto um grande número de organizações anuncia a adoção definitiva ao home office, uma parcela ainda maior de empresas implementam ambientes de trabalho híbridos e flexíveis, os escritórios fluidos.

Transformações documentadas pelo Sistema FIEP como algumas das principais tendências para 2021, e que agora se confirmam com forte impacto no setor moveleiro. Já alterando, então, a forma de se pensar, fabricar, vender e entregar móveis a partir deste ano. Devendo, assim, ser o foco do que veremos em grandes feiras e exposições em 2022. “O impacto dessas mudanças promete atingir em cheio o mercado imobiliário, a indústria de móveis e as consultorias de design”, reforça a entidade.

Home office x escritórios fluidos

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E não é só o ambiente residencial que passa a se adequar às rotinas e necessidades do trabalho. Fundamentados em densidade e custo, os paradigmas do passado dão vez também a escritórios mais fluidos. Capazes, assim, de atender demandas de adaptação a eventuais intermissões econômicas, sanitárias e, até mesmo, climáticas.

Evidenciada na crise, portanto, a agilidade organizacional tende a ser cada vez mais firmada por locais de trabalho inteligentes, conectados, flexíveis, ergonômicos, seguros e colaborativos. “Os ambientes de trabalho serão apoiados em soluções oferecidas pela ciência e tecnologia a fim de garantir bem-estar físico, cognitivo e emocional”, ressalta, mais uma vez, a entidade em sua publicação “Tendências Sistema Fiep 2021”.

O retorno ao local de trabalho de fato tem seguido a mesma lógica da reabertura da economia: em fases e exigindo resiliência por parte das organizações e dos trabalhadores. Para o longo prazo, os especialistas em mercado e futurólogos da FIEP acreditam que prevalecerá o dilema entre recriação e adaptação à rotina dos escritórios tradicionais. O único consenso, porém, é que será impossível voltar à mesma dinâmica anterior à pandemia.

Impacto no setor moveleiro

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O processo, que ainda se desenrolará ao longo dos próximos anos, teve início com a aderência compulsória ao home office, desnudando antigos mitos, como a suposição de que o modelo seria antônimo de produtividade. Como em muitos casos o efeito não só foi inverso, como ainda resultou em economia. Por isso mesmo, parte do setor privado estuda manter o teletrabalho mesmo agora com o avanço bastante considerável da vacinação contra a Covid-19 no Brasil.

“A maioria das empresas, entretanto, sinaliza para adesão ao ambiente híbrido e flexível, no qual funcionários dividem seu tempo entre o escritório e o trabalho remoto”, apontam. Para fim explicativo, a cultura híbrida permite jornadas individuais de, por exemplo, dois ou três dias no escritório para a realização de tarefas obrigatoriamente presenciais.

À medida em que a força de trabalho corporativa retorne, espera-se redução significativa na densidade, alteração em formatos e adesão ao hotelling – método em que os trabalhadores agendam o uso de espaços como mesas, cubículos e escritórios.

Líderes empresariais e trabalhadores devem fortalecer uma revolução sem precedentes na concepção sobre espaços de trabalho, bem como na forma como serão mobiliados e organizados, inclusive do ponto de vista do design de interiores e da arquitetura. Deverão permanecer e prevalecer, aliás, os protocolos de desinfecção, os móveis flexíveis, os dispositivos de colaboração em grande escala, as metodologias ágeis e o design para adaptabilidade.

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Tendências de 2021, realidade em 2022

Concebido como trilha temática para esses tempos dissonantes, o estudo “Tendências Sistema Fiep 2021” exibe 12 fenômenos emergentes que se configuram como grandes catalisadores de mudança e oportunidades para a indústria e a sociedade. Para facilitar a leitura, absorção e estratégia no setor moveleiro, selecionamos e compartilhamos em alguns artigos as mudanças que já estão em curso e influenciam nas movimentação da indústria e do varejo de móveis para o próximo ano. Continue nos acompanhando!

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