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ESG no varejo: sustentabilidade e preocupação social como fatores de tomada de decisão

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ESG no varejo – Cada vez mais engajados e mobilizados por meio das novas tecnologias de comunicação, os consumidores vêm aumentando a pressão pela transformação dos negócios rumo a uma prática mais sustentável e socialmente responsável. É aí que aquela sigla que a gente tanto fala — ESG — entra mais uma vez em jogo. Dessa vez, no varejo. 

Sigla, esta, que representa governança ambiental, social e corporativa, muito se trata do assunto na indústria, entre marcas e fabricantes. Mas como fica a situação no varejo? Bem, cabe aos lojistas e varejistas não só adotarem uma gestão mais sustentável (ambiental, social, econômica e culturalmente) como também selecionar parceiros de negócios que compartilhem das mesmas práticas.

Afinal, nada adiantará se posicionar como uma empresa engajada, se as marcas e a cultura organizacional de seus fornecedores não seguirem esses mesmos princípios. 

O futuro do varejo é sustentável! Da escolha das marcas que colocam em seus pontos de vendas e e-commerces; passando pela forma como tratam seus colaboradores e as comunidades em que estão inseridos; bem como pela forma como se posicionam por meio de seu marketing, seja nas mídias digitais ou tradicionais; até o rastro ambiental da emissão de carbono das operações, logística e logística reversa, resíduos das embalagens, bem como o atendimento pós-compra”, ressalta Carlos Bessa, CEO da Plataforma Setor Moveleiro e responsável por ministrar a palestra “O Futuro do Varejo”, durante a edição 2022 do Varejo Experience Brasil — relembre aqui

ESG no varejo

Uma pesquisa realizada pela plataforma de dados Euclid mostra que 52% dos Millennials (aqueles nascidos entre 1980 e 1995) e 48% da Geração Z esperam que as marcas de que gostam tenham valores alinhados com os deles (os que nasceram entre 1960 e 1980). 

Enquanto dados da Morning Consult apontam que 75% dos consumidores já se recusam a comprar de marcas com práticas contrárias às suas crenças pessoais; estudo liderado pela Nielsen aponta que 49% deles estariam dispostos a pagar mais por um produto que tivesse certificações de qualidade e responsabilidade. 

E a tendência é que esses números continuem a crescer.

Nos últimos oito anos, companhias que fazem parte do Índice de Sustentabilidade Empresarial, o ISE, da Bovespa, tiveram um crescimento acumulado de 61%. Isso, contra uma queda de 4% no faturamento total das empresas presentes na Bolsa. 

No varejo isso pode ter um impacto direto. Pois a maioria dos clientes consideram a sustentabilidade um critério importante na hora da compra. Uma análise da Bain com quase cinco mil pessoas, publicada pela NL Informática, soluções de gestão para empresas, apontou que: 

  • 12% somente compram de empresas comprometidas com o meio ambiente; 
  • 42% frequentemente compram de empresas comprometidas com o meio ambiente; 
  • 17% às vezes compram de empresas comprometidas com o meio ambiente; 
  • 18% escolhem empresas baseado em critérios de produtos, mas às vezes compram de empresas comprometidas com o meio ambiente; 
  • 10% escolhem empresas baseado em critérios de produto, como preço, qualidade, entre outros. 

A Bain também constatou que conquistar consumidores com mentalidade ESG tem uma enorme vantagem. Um levantamento mostrou os principais impactos positivos do ESG. São eles: 

  • 5 a 6 vezes mais crescimento para o negócio; 
  • 4 vezes aumento na penetração no mercado doméstico; 
  • 3 vezes mais lealdade por parte do consumidor; 
  • 2 vezes mais valor de marca; 
  • Bilhões em acesso a novos segmentos de mercado. 

Neste contexto, a adequação aos critérios ESG passa a ocupar um lugar central na estratégia das corporações, estejam elas na indústria ou no varejo. 

“Essa espécie de pressão se dá não só por parte dos consumidores, mas também dos investidores, que diversas vezes têm negado capital a negócios que descumpram ou que sequer tenham uma agenda ESG aplicada ao modelo de negócios”, pontua Bessa.

Para tal, contudo, é preciso criar métricas. Algumas, como o consumo de energia, água ou a participação de mulheres, negros ou pessoas PCD na diretoria da empresa, podem ser identificadas de maneira simples. Já, por exemplo, a felicidade e nível de bem-estar dos colaboradores devem ser medidos com ações mais específicas que você deverá elaborar

O conselho da NL, portanto, é que para se elaborar esses critérios, é preciso primeiro ouvir o seu cliente. As ações ESG no varejo também têm de gerar resultados financeiros e, para isso, o melhor caminho é focar primeiro no que é mais importante para o cliente e que fortaleça a imagem da marca”, dizem os especialistas da NL Informática. “Fique sempre atento às necessidades e ao feedback dos clientes e promova pesquisas de mercado focando sempre na melhoria do ESG em sua empresa.”

As novas tecnologias, afinak, oferecem diversas oportunidades nesse sentido, transformando a sustentabilidade em uma forte tendência no varejo. Nós já falamos bastante sobre isso POR AQUI.

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