IBGE revela quinta queda mensal consecutiva na indústria de móveis

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Mais um mês de queda para a indústria de móveis no Brasil. Enquanto a “Conjuntura de Móveis” estudo mensal realizado pelo IEMI – Inteligência de Mercado para a ABIMÓVEL (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário), revelou queda de 8% no volume produzido em setembro sobre agosto deste ano; a “Pesquisa Industrial Mensal” (PIM – PF), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), demonstra um cenário negativo ainda mais acentuado na produção moveleira nacional, com cinco quedas mensais consecutivas de acordo com os critérios avaliados pelo instituto.

A indústria de móveis acompanha o ritmo do setor industrial brasileiro no geral, que também decresce pelo quinto mês seguido, apresentando a mesma variação na passagem de setembro para outubro: -0,6%. O declínio começou em junho, com a chegada do segundo semestre, acentuando-se ao longo dos meses até atingir uma retração de 23,2% no montante de móveis produzidos no  décimo mês de 2021 em comparação com igual mês de 2020.

Indústria de móveis: comparação com o segundo semestre de 2020 exige atenção e contextualização

É importante citar, sem dúvida, que a produção moveleira no ano passado foi marcada por uma recuperação histórica na segunda metade do ano, evidenciada pela retomada das atividades fabris e pelo impulso no consumo de móveis e itens para o lar durante o isolamento social.

Ao olharmos para a evolução da indústria moveleira nos últimos 12 meses, no entanto, vemos uma variação positiva de 3,6%.

No acumulado de janeiro a outubro de 2021, mais números favoráveis: alta de 2,4%. Resultado, porém, menor do que nos meses anteriores: setembro – +6,4%; agosto – +11,4%; julho – +16,7%. Conjuntura que demonstra, assim, ritmo decrescente na comparação dos semestres.

Questões que podem, mais uma vez, serem justificadas pelas variáveis comportamentais em iguais períodos, com o foco dos consumidores, em 2020, estando mais voltado à casa, e em 2021, mais direcionado ao setor de serviços, que apesar de alta, não foi suficiente para segurar a queda do PIB (Produto Interno Bruto) nacional pelo segundo trimestre consecutivo, veja: PIB cai pelo segundo trimestre consecutivo e Brasil entra em ‘recessão técnica’

Espalhamento de resultados negativos por diferentes setores levanta bandeira amarela

Vale ressaltar que o espalhamento dos resultados negativos em diferentes setores produtivos, além do moveleiro, levanta um sinal de alerta para a economia brasileira. “São três das quatro categorias econômicas e 19 das 26 atividades no campo negativo. O ano de 2021 está bem marcado por esse comportamento de menor intensidade”, ressalta André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal.

Ele ainda enfatiza que os efeitos da pandemia sobre o processo produtivo ficam muito evidentes em função da desarticulação da cadeia produtiva. Ponto que leva ao encarecimento dos custos de produção e ao desabastecimento de matérias-primas e insumos produtivos para a fabricação de bens finais, como os móveis.

“Pelo lado da demanda doméstica, também permanece uma série de características que a gente já vem elencando mês a mês para justificar o comportamento negativo ao longo do ano: inflação elevada, que diminui a renda disponível das famílias, e um mercado de trabalho que está longe de mostrar uma recuperação consistente, uma vez que ainda existe um grande contingente de trabalhadores fora dele, com uma massa de rendimentos que não avança e marcado pela precarização do emprego.”

 

Produção industrial nacional 

Em outubro de 2021, a produção industrial nacional caiu, assim como na indústria de móveis, 0,6% frente a setembro, na série com ajuste sazonal. Já em relação a outubro de 2020, na mesma série, a indústria recuou 7,8% em outubro de 2021, intensificando as reduções de setembro (-4,0%) e agosto (-0,6%).

Nos volumes acumulados, a indústria acumula altas de 5,7% tanto entre janeiro e outubro quanto em 12 meses.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com setembro, os bens de consumo duráveis tiveram a taxa negativa mais acentuada, ao recuar 1,9%. Décima queda seguida.

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