Inflação na indústria de móveis acumula aumento de 11,47% nos sete primeiros meses de 2021

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Nós falamos aqui na Plataforma Setor Moveleiro clique para ler a matéria completa — sobre como a pandemia e o consumo acentuado ao redor do mundo vêm causando um desajuste histórico na cadeia logística. Afetando, entre outros fatores, ao mercado de commodities e gerando um efeito dominó nas mais diversas economias e setores produtivos. Não demorou, portanto, para os efeitos desse desequilíbrio serem sentidos no Brasil. Onde os preços da indústria, ou seja, a variação dos preços de produtos na porta da fábrica, subiram 1,94% na passagem de junho para julho de 2021. Resultado que representa a maior variação dos últimos três meses.

Com isso, o acumulado no ano atingiu 21,39%, recorde em toda a série histórica, iniciada em dezembro de 2014. Para se ter uma ideia da dimensão do problema, em apenas sete meses em 2021, o indicador já é maior do que o acumulado em todo o ano passado, quando os preços ao produtor aumentaram 19,38%. O acumulado em 12 meses, +35,08%, também está entre os quatro maiores da série. Os dados são do estudo Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na indústria geral, inflação em 2021 já ultrapassa acumulado do ano passado e é a maior de toda a série histórica

A pesquisa tem como principal objetivo mensurar a mudança média dos preços de venda recebidos pelos produtores domésticos de bens e serviços, bem como sua evolução ao longo do tempo. Sinalizando, assim, as tendências inflacionárias de curto prazo no país. Para tal, o IPP mede, então, a variação dos preços de produtos na porta da fábrica, sem impostos nem frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação. 

Dessas, 20 experimentaram aumento em julho. Os resultados foram homogêneos, no entanto, sem um grande destaque setorial, segundo os analistas do IBGE. Chamam a atenção, porém, as altas das atividades de metalurgia (3,68%); indústrias extrativas (3,61%); vestuário (3,45%); além de refino de petróleo e produtos de álcool (3,26%).

Números influenciados, sobretudo, pelas condições do comércio internacional e as altas acumuladas das commodities. Os responsáveis pelo IPP ressaltam, ainda, os efeitos da depreciação cambial corrente, após dois meses de apreciação, provocando um aumento do montante em reais (R$) recebido pela venda de produtos cotados em moeda estrangeira em toda a indústria. 

Preços na porta da fábrica de móveis

Na indústria de móveis, a evolução dos preços de junho para julho seguiu a tendência geral, com salto de 1,61%. Consideravelmente mais alto do que a variação na passagem de maio para junho, que foi de 0,91%. Dessa forma, o crescimento nos preços de produtos para a fabricação de móveis no Brasil já é de 11,47% no acumulado do ano (janeiro a julho) e de 29,28% nos últimos 12 meses. Onerando, assim, não só a produção, mas limitando também a flexibilidade de negociações com lojistas. Com a cadeia moveleira forçando, dessa forma, aumento sobre o produto acabado para o consumidor final. 

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Inflação na indústria de móveis e áreas correlatas

Outro fator a ser considerado pela indústria moveleira são os avanços constantes no segmento de metalurgia. “Na metalurgia, temos o minério de ferro pressionando os produtos de aço, assim como os produtos de alumínio repercutindo os maiores preços do seu insumo base. O setor convive, ainda, com um movimento de recomposição de estoques na cadeia de distribuição dos produtos siderúrgicos, em função da demanda aquecida dos últimos meses, que termina por pressionar o preço industrial deste grupo econômico”, explica Felipe Câmara, analista da pesquisa do Índice de Preços ao Produtor.

Entre as quatro atividades que apresentaram deflação na passagem de junho para julho, porém, observamos os produtos têxteis (-0,49%) e os produtos de madeira (-0,18%). Estes, sendo bons indicativos para a indústria moveleira. 

Em relação às grandes categorias, a influência sobre o IPP (1,94%) foi de 2,14% em bens de capital; 1,90% em bens intermediários; e 1,98% em bens de consumo. Sendo que 0,76% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e 2,22% em bens de consumo semi-duráveis e não duráveis.

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