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Como levar a mentalidade de inovação à indústria de móveis

Apesar de vital para se manter competitivo, a inovação na indústria é sempre um desafio para os líderes em qualquer mercado, independente da área de atuação e do porte da companhia. A conclusão é de um levantamento da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), após análise de 15 anos de dados extraídos de mil empresas de capital aberto.

Por Carlos Bessa

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Apesar de vital para se manter competitivo, a inovação na indústria é sempre um desafio para os líderes em qualquer mercado, independente da área de atuação e do porte da companhia. A conclusão é de um levantamento da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), após análise de 15 anos de dados extraídos de mil empresas de capital aberto. E a situação não é diferente no setor moveleiro.

Recentemente, a Plataforma Setor Moveleiro ouviu representantes de indústrias da cadeia produtiva em relação à importância do investimento no desenvolvimento de produtos e na inovação, sempre com atenção às necessidades do consumidor.

Para ajudar os líderes a manter essa mentalidade de inovação, a PwC ouviu a consultora Lorraine Marchand, que já ocupou cargos executivos e de diretoria em multinacionais mundiais e é autora do livro O mindset da inovação: oito passos essenciais para transformar qualquer empresa.

Líder com o mindset de inovação

A mentalidade de inovação do líder é o primeiro passo para que a indústria seja, de fato, inovadora. “Não dá para falar de inovação sem levar em conta a cultura, mas vejo isso de uma forma muito prática. Criar a cultura certa deve começar no topo, com apreciação e dedicação à inovação”, diz Lorraine.

Ela conta que, ao considerar todos os líderes experientes com quem trabalhou, lembra que todos tinham paixão pela resolução de problemas e abertura para abraçar a mudança. É importante, de acordo com a especialista, manter o foco no lucro e nas vendas, sem esquecer se pensar nos novos produtos, serviços e ideias.

Cultura deve permear todas as áreas da empresa

De nada adianta, segundo a especialista, a inovação ser feita por um setor apenas. “A inovação na indústria deve ser feita de forma integrada e com apoio de todas as áreas”, reforça. Ela exemplifica o caso de uma grande empresa farmacêutica que criou uma unidade de negócios, com os melhores gerentes e investimentos. “Mas o esforço não foi integrado ao negócio, não recebeu apoio ou incentivos”, completa.

Incentivo ao desenvolvimento de habilidades

Para que o time possa pensar em soluções realmente inovadoras, a liderança precisa incentivar o desenvolvimento de habilidades. “Um dos mantras que você costuma ouvir dos líderes é: ‘Não me traga um problema; traga-me três soluções’”, diz Lorraine.

O problema, afirma, é que a maioria dos funcionários não têm as habilidades necessárias para resolver um problema e chegar à sua causa raiz, então não entendem o que estão resolvendo.

Os líderes precisam ensinar e treinar seu pessoal em um processo rigoroso. “O que estamos tentando resolver? E por que, e quem se importa? E existe cliente para isso? Temos que ter certeza de que estamos resolvendo um problema com o qual o cliente se preocupa e está disposto a nos pagar para resolver”, enumera a consultora.

Ouvir o cliente é fundamental

“Não consigo contar quantas vezes fui levada a sessões de desenvolvimento de produtos em que os engenheiros projetavam protótipos e começavam a produção sem nunca ter falado com os clientes”, alerta Lorraine. De nada adianta ter produtos inovadores e viáveis, orienta, se os clientes não estiverem dispostos ou não precisarem adquiri-los.

Errar também é importante na inovação

Ter segurança para falhar é uma boa forma de garantir a inovação na indústria. Para reforçar o ponto, Lorraine cita o exemplo de Jeff Bezos, fundador da Amazon. “Ele abraçou a ideia de falhar e aprender. Criou uma cultura que permite e até mesmo incentiva a inovação sem sucesso”, conta.

A própria consultora adotou essa ideia enquanto trabalhava na IBM, o que chamou de Fail-safe Fridays (Sextas-feitas para falhar com segurança, em tradução livre). Em reuniões semanais com seus subordinados diretos, todos eram encorajados a contar algo que haviam tentado sem sucesso nos últimos sete dias.

“A ideia é fazer com que seja normal tentar as coisas e não dar certo, desde que você as use como uma oportunidade de aprendizado”, explica.

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