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José Lopes Aquino, presidente do SIMA, analisa a indústria brasileira de móveis e a importância de Arapongas como Capital Moveleira Nacional

José Lopes Aquino, presidente do SIMA, analisa a indústria brasileira de móveis e a importância de Arapongas como Capital Moveleira Nacional

O canal Vitrine Setor Moveleiro recebe o presidente do SIMA – Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas, José Lopes Aquino. Nesta entrevista, ele traz uma análise abrangente da indústria moveleira brasileira e destaca, sobretudo, o papel de Arapongas, agora oficialmente reconhecida como a Capital Moveleira Nacional. Este prestigioso título foi concedido pelo governo federal a essa cidade com 119 mil habitantes, que se destaca, principalmente, por ter na indústria de móveis sua principal força econômica.  

Arapongas, com mais de 900 indústrias no setor moveleiro, é responsável por 10% das exportações brasileiras de móveis. Vale destacar, isso representa quase 10% de participação no PIB brasileiro do segmento. Portanto, tamanha é a representatividade do município na indústria nacional que, de cada 100 móveis produzidos no Brasil, 10 são originários do Município.

Capital Moveleira Nacional busca caminhos e oportunidades

Como um episódio ainda recente no mundo, não tem como deixar de falar em pandemia e o impacto que ainda gera na cadeia produtiva de móveis, que acabou elevando preços de matérias-primas. Na sua opinião, hoje o setor continua produzindo em níveis do ano de 2019. “Nós estamos sem crescimento há quatro anos”, considera o presidente do SIMA.

Aquino atribui os desafios econômicos à economia indexada e ao aumento contínuo dos custos fixos. A dificuldade em repassar esses custos, somada à oferta maior que a demanda e o poder aquisitivo do consumidor afetado, resulta em margens apertadas. O presidente destaca a necessidade de recompor preços, reconhecendo as dificuldades que os consumidores enfrentam.

José Lopes Aquino
José Lopes Aquino é presidente do SIMA, vice-presidente da Abimóvel e diretor da Colibri Móveis.

“Nós temos uma oferta um pouco maior do que a demanda e o poder aquisitivo do consumidor aviltado, porque a maioria dos preços subiram e os salários não, por isso a gente hoje está com margem muito apertada. Temos que recompor preço, porém sabemos que isso é muito difícil no momento em que o nosso consumidor tem dificuldade de comprar. Então, é uma soma de situações que nos trouxeram até esse momento, mas a gente tem que ser otimista e buscar caminhos e oportunidades e acreditar que 2024 terá um cenário um pouco melhor do que tivemos até aqui”, disse.

Globalização e potencial brasileiro

Aquino vê a globalização como uma vantagem para a indústria moveleira brasileira. Ele destaca a matéria-prima abundante no Brasil e a diversidade criativa do país como fatores positivos. Além disso, ressalta como a pandemia realçou a importância de diversificar as fontes de produção, abrindo espaço para o Brasil no mercado internacional. “Nós temos uma condição de matéria-prima no Brasil, de florestas renováveis, com solo abundante para o crescimento dessas florestas que se desenvolvem muito mais rápido que em outros países”, destaca. 

Voltando à questão da pandemia, Aquino lembra que todo mundo percebeu que comprar só da China não é um bom negócio. “O mundo ficou um problema seríssimo de abastecimento. E isso também trouxe olhos para o Brasil em relação a entender que podemos ser um bom fornecedor, estamos mais próximo, somos um país amigável. Tudo isso nos permitiu ter um pouco mais de visibilidade para a exportação”, disse. “Em 2023, voltamos a ser requisitados para fornecer móveis para o mundo”, acrescenta.

A importância de Arapongas para a indústria moveleira

O CEO da plataforma Setor Moveleiro, Carlos Bessa, volta a destacar a importante trajetória do município. “A indústria moveleira de Arapongas tem uma trajetória muito interessante, porque ela foi construída por empreendedores do ponto de vista da gestão, principalmente visionários, pessoas extremamente capazes que proporcionaram o crescimento, o desenvolvimento do setor moveleiro em Arapongas, por consequência contribuíram também para o desenvolvimento do município, do próprio estado”, afirma.

Diante dos desafios e oportunidades, Aquino expressa otimismo para o futuro da indústria moveleira. A globalização, aliada ao potencial brasileiro e ao reconhecimento de Arapongas, que posiciona o setor para um crescimento promissor. A entrevista exclusiva oferece uma visão profunda do presente e do futuro da indústria, destacando o papel fundamental do Brasil nesse cenário global.

Movelpar traz transparência no relacionamento com parceiros

José Lopes Aquino que também é diretor da Colibri Móveis fala sobre a organização e a sua participação na Movelpar, uma feira tradicional no setor, reconhecida nacional e internacionalmente, está marcada para ocorrer de 30 de janeiro a 1 de fevereiro de 2024. 

A edição Movelpar Home Show, que contará com mais de 150 expositores, reserva diversas novidades. Dentre elas, destaca-se a ênfase na transparência entre organizadores e expositores. “Fizemos um circuito bastante transparente entre os parceiros que estavam expondo e levamos isso para o Expoara na formação da Movelpar. Então, devemos trazer em torno de 300 maiores clientes de todos os estados do Brasil para esse evento”, disse. Além disso, está previsto um projeto comprador que incluirá a participação de importadores. Aquino ressalta a disponibilidade substancial de informações para facilitar a gestão do relacionamento com os clientes durante a feira. 

Assista a essa entrevista completa e exclusiva no canal Vitrine Setor Moveleiro no YouTube para conhecer iniciativas inovadoras de Arapongas e outras novidades sobre a Movelpar.

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