Marketplace de nicho e Internet do Comportamento: caminhos assertivos para as vendas on-line

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Marketplace de nicho – Na última semana nós falamos aqui sobre como as previsões do Sistema FIEP, que apontavam para o surgimento de escritórios cada vez mais fluidos a partir de 2021, vêm se confirmando com a consolidação de regimes híbridos de trabalho, combinando atividades remotas e presenciais — se você ainda não viu, clique para ler.

Que essas mudanças na dinâmica do viver e do trabalhar vêm alterando também a forma como consumimos, você provavelmente já deve ter ouvido falar bastante, em especial no que diz respeito ao crescimento mais do que expressivo do e-commerce a partir do isolamento social.

O ano de 2020 marcou a “primeira vez” de milhões de brasileiros em experiências diversas, como home office, ensino à distância, bem como consultas médicas e compras virtuais. Em meio a tantas estreias, ainda que por necessidade, o consumo on-line bateu recorde e vem se estabelecendo como hábito durante este ano.

Mas como tirar a melhor vantagem deste novo momento para vender mais por meio da Internet?

Para as transações comerciais não presenciais, os grandes marketplaces dispararam na preferência do público e consolidaram a tendência dos super aplicativos. Cerca de 56% dos consumidores brasileiros compraram pelo e-commerce pela primeira vez em 2021. Destas vendas, de acordo com varejistas, 78% do faturamento total ocorreu em marketplaces.

Saem fortalecidas da pandemia, portanto, as plataformas que reúnem uma maior diversidade de produtos e serviços, a fim de atingir o maior número possível de clientes. Tais como Mercado Livre, Magalu, Amazon e Ebay. Despontam como tendência, porém, os marketplaces de nicho, que apresentam custos mais baixos para a geração de audiência e fidelização de público dentro destas grandes plataformas.

No estudo “Tendências Sistema FIEP 2021”, a entidade ressalta que a partir de agora, o modelo de negócio de marketplaces passa, dessa forma, a ganhar novos contornos. Desta vez sendo direcionado para a multiplicação, a fragmentação em clusters (ou seja, agrupamentos) e o desmembramento em nichos de mercado.

Vantagens do marketplace de nicho

Como resultado da evolução das cadeias de produção e distribuição, os marketplaces de nicho podem evidenciar marcas com pouca visibilidade em grandes plataformas horizontais de e-commerce.

“No modelo vertical, compradores e vendedores com interesses semelhantes estabelecem conexões mais sólidas, favorecendo o fortalecimento de comunidades e ecossistemas”, falam os especialistas da FIEP. Além da conveniência, outras vantagens são que os compradores têm a possibilidade de obter valores mais acessíveis. Já os produtores, podem contar com melhor margem de lucro.

Isso porque, diferentemente do marketplace comum, que vende qualquer tipo de produto, o marketplace de nicho é focado em determinada categoria, a fim de entregar ao consumidor o produto ou serviço que ele realmente procura. Facilitando, assim, as transações em todo o decorrer da cadeia.

Mas como saber o que aquele nicho realmente deseja?

Conhecendo seu cliente!  A análise de dados e a psicologia comportamental vêm sendo utilizadas cada vez mais para prever, conduzir e guiar o modo como as pessoas agem, pensam, falam e aprendem. Aprimorada no contexto pandêmico, a Internet do Comportamento (IoB), desponta agora como uma sofisticada ferramenta não só para induzir a escolha do consumidor, mas também para redesenhar cadeias de valor.

Síntese do avanço das tecnologias que transformam a chamada “pegada digital” em influência nos hábitos e ações, a IoB tende a ser utilizada de forma crescente no aperfeiçoamento da experiência do cliente. Por meio de ciclos de feedback, empresas poderão antecipar desejos dos consumidores, comercializar produtos de forma mais eficaz e lapidar a imagem da marca.

A Internet do Comportamento, dessa forma, reúne, combina e processa dados de inúmeras fontes, como informações comerciais de clientes, relatórios sobre cidadãos gerados pelo setor público, interações em mídias sociais, rastreamento de localização e dispositivos de reconhecimento facial. A sofisticação cada vez maior das tecnologias que processam esses dados aponta para o avanço da tendência.

Dessa maneira, a criação de um número maior de pontos de contato com o consumidor levará à personalização, à eficiência nos serviços e, consequentemente, a mais interação e abertura para influência no comportamento. Contudo, seja no âmbito corporativo ou no comercial, a IoB cresce juntamente com o aumento das discussões sobre ética, liberdade e privacidade dos indivíduos.

Internet do Comportamento e a influência nos hábitos de compra do consumidor

As fontes de dados para a aplicação da IoB são múltiplas: comércio, agências governamentais, mídias sociais, dispositivos de localização etc. O processo de coleta ocorre nos mais diversos meios on-line, como computadores, smartphones, robôs de limpeza, geladeiras, smartwatches, aplicativos de monitoramento de saúde e câmeras de reconhecimento facial instaladas em espaços públicos.

Com o aperfeiçoamento da Internet das Coisas (IoT) e a implementação da conexão 5G, o já imenso rastro de dados crescerá exponencialmente, sedimentando definitivamente a acumulação de excedente comportamental.

Claro, os limites éticos da utilização da IoB passam pela forma como dados são recolhidos, armazenados e utilizados. Cabe às empresas, consciência, responsabilidade e adequações à legislação específica de cada país, como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) no Brasil.

Sabendo o que seu público-alvo deseja, é hora então de aprender como se comunicar 

Por meio dos marketplaces de nicho, o atendimento ao consumidor deve ser omnichannel e incrementado por intermédio da coleta de dados destinada a processos de planejamento, gestão e relação entre clientes e fornecedores. Pressupondo, portanto, a integração entre diferentes canais, como redes sociais digitais, lojas físicas e e-commerce próprio.

O custo para criação de um marketplace de nicho próprio exige, no entanto, investimentos financeiros altos e análises rigorosas sobre o potencial do segmento escolhido. Por isso mesmo, antes de se pensar em investir em uma tecnologia própria, vale a pena considerar plataformas de marketplaces já prontas.

Sempre levando em consideração, para tal, questões como grau de customização, suporte e tempo para desenvolvimento do espaço virtual, além do fato de que deixar de figurar em grandes marketplaces incide em abrir mão da presença em plataformas com maior tráfego. Para nichos exclusivos e bem segmentados, no entanto, os espaços virtuais próprios, com mais elevada padronização de marca e identidade visual, são não só mais recomendados, como passam maior segurança e credibilidade para um público mais seletivo.

 

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