Megatendências – Como será o mundo em 2030? Pergunta impossível de ser respondida, sobretudo em um período de tantas surpresas, incertezas e adequações. Algo é certo, porém, quando se trata da forma de morarmos, trabalharmos, produzirmos, consumirmos e a relação de tudo isso com o meio ambiente, muito tem mudado e ainda vai mudar.
Nesse sentido, mesmo que não possamos dizer com exatidão o que irá acontecer nos próximos anos, novas tendências e necessidades concretizadas ou em ascensão, abrem caminhos para projeções estratégicas e necessárias para o planejamento de nossas empresas.
Uma das líderes mundiais no estudo e acompanhamento das transformações no comportamento de consumo global, a Euromonitor International, instituição de pesquisa que buscamos sempre compartilhar aqui na Plataforma Setor Moveleiro, levantou oito megatendências que deverão antecipar o desenvolvimento de mercados e impulsionar mudanças em diversos setores na década atual. Veja a seguir.
Megatendências até 2030
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Avanço da classe média
Essa primeira megatendência indica que a classe média dos países desenvolvidos continua na luta para manter sua posição econômica, conquistada e desfrutada antes da crise financeira global.
Estudos demográficos indicam que a população mundial deve chegar a 8.5 bilhões em 2030. Com a maioria dessas pessoas passando a fazer parte da classe média, já que a extrema pobreza tem diminuído a cada ano.
Além de nos atentar para a construção de moradias sustentáveis, os governos devem realizar ações de planejamento urbano e desenvolvimento de novas tecnologias para a produção de mais alimentos.
Outro aspecto dessa megatendência a ser considerado é que o consumidor da classe média visa reduzir o desperdício ao mesmo tempo em que comemora quando um item custa pouco.
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Mudança nas fronteiras dos mercados
Segundo a Euromonitor International, novos mercados estarão nos centros das atenções, uma vez que algumas regiões do mundo já atingiram seu potencial máximo e outras ainda permanecem “inexploradas”.
A saturação do mercado e a ampla concorrência nas principais cidades do mundo fazem com que as empresas busquem atuar em cidades de porte médio, mas com rápido crescimento.
Estima-se que até 2030, dois terços da população mundial viverão na cidade. No entanto, embora as cidades “megamilionárias” sejam o ápice da urbanização, não são elas que mais crescem: os centros urbanos que registram maior crescimento são as pequenas e médias, com menos de um milhão de habitantes.
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Mais experiências, menos produtos
Como o próprio nome indica, essa megatendência enfatiza a busca dos consumidores por maiores e melhores experiências, em detrimento da posse de bens. Após a crise financeira global de 2008, os gastos com serviços têm registrado crescimento, enquanto os produtos de bens de consumo apresentam queda.
Com a pandemia do novo Coronavírus, essa tendência tem se consolidado ainda mais. Ou seja, para destacar-se e continuar atuando no mercado, muitas empresas têm apostado em oferecer experiências inovadoras para seus clientes, seja por meio da venda online, seja criando uma relação mais próxima nas redes sociais.
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Premiunização
A megatendência de premiunização, quer dizer, de tornar serviços em benefícios “premium”, diz respeito às prioridades de consumo. Com opções de produtos com preços que atendem a todos os bolsos, decidimos gastar mais com os itens que são mais relevantes para nós, ao mesmo tempo que reduzimos os gastos com produtos menos significantes.
Desta forma, é essencial conhecer o seu público e entender quais são as suas preferências e em que momentos os consumidores estarão dispostos a gastar mais. Estudos de mercado nunca foram tão importantes como agora.
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Vida ética
Cada vez mais, o consumidor tem dado mais valor às questões éticas e morais. Isso se traduz em decisões de compra que incluem a preocupação com o meio ambiente, a sustentabilidade, o bem-estar dos animais e práticas trabalhistas.
Isso implica dizer que a pressão por compliance e transparência irá aumentar. As ferramentas para análises de informações irão facilitar a tomada de decisões, tanto por parte dos consumidores finais quanto no ambiente de negócios.
Desta forma, os indivíduos poderão escolher produtos que tenham menor pegada de carbono ou com menos ingredientes tóxicos em sua lista. Assim, essa megatendência está estritamente relacionada com a próxima, que refere-se a uma vida mais saudável.
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Vida saudável
A preocupação com hábitos saudáveis tem deixado de ser um nicho do mercado e vem se tornando o padrão na vida da maioria das pessoas, principalmente porque os índices de obesidade e sensibilidade alimentar continuam a crescer.
Os consumidores passaram a ter uma visão mais holística sobre a sua saúde, considerando o bem-estar mental e espiritual como partes importantes do bem-estar físico.
O foco na saúde, potencializado pela pandemia, implica em mudanças no estilo de vida: nutrição, beleza, atividades físicas e autocuidado são temas em alta e que podem ser muito bem explorados pelas empresas.
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Compras reinventadas
A tecnologia já havia alterado o fluxo de consumo. Realidade que se tornou ainda mais dinâmica com a pandemia, quando a maioria das empresas tiveram que se reinventar para continuar atuando em um mercado tão competitivo.
A mudança nos valores e o maior acesso à internet aumentam ainda mais a concorrência e a necessidade de se fazer presente nos mais variados canais de comunicação e vendas.
As empresas (especialmente do setor de varejo) devem estar preparadas para engajar seu público a qualquer momento e em qualquer lugar.
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Consumidores conectados
Essa megatendência está associada à anterior e afirma que os consumidores estão cada vez mais conectados, utilizando seus smartphones, computadores, tablets e outros dispositivos de navegação para adquirir conhecimentos e interagir com os conteúdos oferecidos digitalmente. Assim, a “experiência do usuário” é a palavra-chave de muitos negócios.
Tecnologias como Inteligência Artificial e Internet das Coisas tornarão nossas vidas cada vez mais práticas, funcionando como uma facilitadora da inovação em produtos, processos e modelos de negócios.
Como pode-se perceber, os hábitos de consumo têm se transformado e como a tecnologia se mostra cada vez mais como uma aliada para que empresas e consumidores se conectem de forma genuína e proveitosa.
Oito megatendências
As oito megatendências para o mundo em 2030 demonstram que as nossas escolhas atuais irão impactar grandemente o futuro da humanidade, principalmente quando consideramos o papel dos negócios em nossa sociedade global.
Podemos esperar para ver onde essas tendências nos levarão ou agir para garantir um atendimento mais efetivo das próximas demandas.