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Mercado de franquias cresce no Brasil. Veja se vale a pena e como aderir ao canal de vendas

O mercado de franquias cresceu e se consolidou no Brasil no ano passado, de acordo com o relatório anual da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Os dados informam que o faturamento das redes ultrapassou os R$211 bilhões em 2022. Isso significa um aumento de 14,3% em relação a 2021, acima dos 12% projetados pela Associação.

O primeiro trimestre de 2023, na comparação com o mesmo período do ano anterior, também registra melhor marca dos primeiros trimestres do ano no histórico, com o crescimento de 17,2% comparado ao primeiro trimestre de 2022.

Entre as explicações para o resultado, de acordo com a própria ABF, estão a retomada do comércio e das atividades presenciais com o arrefecimento da pandemia da covid-19. E há espaço para expansão, de acordo com o diretor de Marketing e Comunicação da Associação, Rodrigo Abreu.

“Acreditamos que há, ainda, muito espaço para expansão do setor, sobretudo em cidades do interior do País, distantes de grandes centros. E também por conta de haver cada vez mais marcas interessadas em atuar por meio deste modelo de negócio”, avalia.

E, para o setor moveleiro, o mercado de franquias pode ser vantajoso?

O segmento Casa e Construção, que inclui o setor moveleiro, teve faturamento de cerca de R$16 bilhões em 2022, crescendo 7,4% em relação a 2021m segundo dados da ABF. Alguns fabricantes do setor, em especial de colchões, já trabalham com o franqueamento das suas lojas e estão entre os associados da instituição.

Entre os desafios que podem ser enfrentados pelas empresas do segmento estão a gestão dos estoques e o acompanhamento das tendências e do gosto do consumidor. “Além de conciliar as vendas online com as físicas, abraçando a omnicanalidade”, reforça Abreu. Mas, segundo ele, o setor tem potencial e já mostrou sua resiliência e perenidade, em especial, no período da pandemia.

Como começar?

Para Lyana Bittencourt, CEO de uma consultoria especializada em franchising, é necessário entender a maturidade do negócio. “Antes de começar, a empresa deve fazer um diagnóstico completo da situação em aspectos como a produtividade, desenho de processos, reconhecimento de marca, satisfação dos consumidores, entre outras”, diz.

É importante pontuar, segundo ela, que há outras formas de expansão de vendas e que cada empresa deve definir o que mais se adequa à estratégia. O gestor deve levar em consideração o tempo de retorno do investimento, a viabilidade financeira e a concorrência.

Passos para a formatação do modelo

A partir da escolha pelo franqueamento, é preciso iniciar os processos para formatação do modelo de franquia. E criar processos para que a implantação e a gestão sigam conforme o esperado.

“Além disso, é necessário pensar na definição do perfil do franqueado ideal e em instrumentos jurídicos para formalizar o processo e proteger a marca da franqueadora”, alerta Lyana.

Para ajudar a vender

Após estabelecida a franquia e escolhidos os franqueados, ainda é preciso garantir os resultados, com uma gestão próxima a eles. “Seja por uma rede de consultores de negócios ou outro formato a ser definido pela franqueadora, o suporte é um fator importante”, diz a especialista.

A franqueadora deve ter em mente também a importância do plano e das ações de marketing e comunicação.

Mais sobre o mercado de franquias

Quem tiver interesse em saber mais a respeito do modelo pode conferir a programação da ABF Franchising Week, que acontece de 26 de junho a 1o de julho em São Paulo.

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