Móveis brasileiros no exterior: País exportou US$ 79,6 milhões no setor

Móveis brasileiros no exterior: País exportou US$ 79,6 milhões no setor

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Na semana passada, nós falamos sobre as oportunidades para os móveis brasileiros nos Estados Unidos – clique para ler. Enquanto nossa relação com o gigante norte-americano se aproxima ainda mais, outros mercados também vêm ganhando destaque, com oportunidades para a indústria moveleira nacional em diversas partes do mundo.

Perspectiva confirmada na última edição do estudo mensal “Monitoramento das Exportações de Móveis e Colchões”. Publicação preparada com base em estimativas elaboradas a partir de dados exclusivos dos painéis de pesquisa do IEMI – Inteligência de Mercado para a ABIMÓVEL (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário) e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).

Evolução da participação de móveis brasileiros no exterior

A variação no acumulado de janeiro até setembro deste ano frente a igual período no ano passado, apresentou aumento de 59,3% no montante exportado pelo Brasil no setor moveleiro. Número expressivo, mas menor do que o acumulado até agosto (+62,7%). “Questão que, porém, não deve ser motivo de insegurança por parte das empresas exportadoras”, ressalta a ABIMÓVEL.

Isso porque, como já explicamos em outras ocasiões, os resultados observados no segundo semestre do ano demonstram uma base comparativa anual mais sólida e realista do que na primeira metade. Com o primeiro semestre de 2020 tendo sido marcado pelo recuo produtivo e comercial ocasionado pela pandemia e as restrições físicas.

O crescimento significativo na comparação entre setembro de 2021 e setembro de 2020, portanto, consolida o momento positivo e promissor para as exportações de móveis brasileiros atualmente. No nono mês do ano, o Brasil exportou cerca de US$ 79,6 milhões (FOB) em móveis e colchões. Resultado superior em valores nominais ao exportado no mês de agosto (US$ 75 milhões). Representando, ainda, aumento de 38,8% quando comparado com o mesmo mês do ano anterior e de 49,7% em 12 meses.

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Todos os segmentos apresentaram avanço nas exportações 

Por linha de produto, nota-se que os móveis de madeira representaram 86,8% do total exportado pela indústria moveleira nacional em setembro deste ano, isto é, cerca de US$ 69,1 milhões (FOB). Os principais países importadores deste tipo de móveis são, por consequência, também os três primeiros na classificação geral: Estados Unidos, Chile e Reino Unido.

Os números relevantes da evolução das vendas de móveis de madeira para o Paraguai e o Panamá, entre outros países, no entanto, vêm chamando a atenção do mercado. Veja a tabela abaixo.

exportacoes-moveis-madeira-abimovelMais avanços

A segunda maior participação foi da linha de móveis estofados, com uma parcela de 9,1%. Por último, as linhas de móveis de metal e colchões tiveram participação de 1,8% e 2,3%, respectivamente. Apesar da diferença na fatia exportadora de cada segmento, os resultados positivos em todos eles apontam boas perspectivas para todas as áreas.

Fator que se comprova também na variação mensal, em que mais uma vez se observou crescimento em todos os segmentos. O destaque ficou para as exportações de estofados, que registraram um crescimento de 65,8% em relação a setembro de 2020.

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Oportunidades em expansão para os móveis brasileiros

Com relação aos principais destinos das exportações brasileiras de móveis e colchões, os Estados Unidos, como dito acima, permanecem como principal destino, recebendo 33,8% do montante exportado, de acordo com o último levantamento; enquanto o Chile, na segunda posição, recebeu 15,6%, com tendência de crescimento.

Porto Rico, por sua vez, se destacou por apresentar uma das maiores evoluções na importação de móveis brasileiros: +329,1% em relação a setembro de 2020; +133,4% entre janeiro e setembro deste ano; e +120,5% nos últimos 12 meses. O País ainda conta, porém, com baixa participação entre os principais destinos, o que indica um potencial de expansão para as exportações brasileiras no setor.

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Por fim, na apuração dos mercados-alvos observou-se as seguintes variações em setembro de 2021:

  • Para a Alemanha houve queda de 70,7% na variação mensal, com recuo de 9,8% também no acumulado do ano;
  • Já para a Arábia Saudita houve aumento nas exportações de móveis brasileiros: +934% na variação mensal e crescimento de +349,7% no acumulado do ano;
  • As exportações para o Chile continuam apresentando aumento, dessa vez de 218,8% na variação mensal e de 213,7% no ano;
  • Para a Colômbia houve evolução de 101,4% na variação mensal e de 46,9% no acumulado do ano;
  • Nos Emirados Árabes Unidos, mais um salto nas exportações moveleiras originadas do Brasil: +97,9% na variação mensal e +108,6% no ano;
  • Já para os Estados Unidos, o aumento foi de 10,2% na variação mensal e crescimento de 38,2% no ano;
  • Ainda no continente americano, houve aumento de 88,9% na variação mensal e de 56,7% entre janeiro e setembro nas exportações de móveis e colchões para o México;
  • Para o Panamá, que merece destaque nessa análise, observou-se variação positiva de 257,5% na comparação mensal e de 238,4% no ano;
  • O Peru também recebeu mais móveis brasileiros: +4,4% na variação mensal e +72,4% nos últimos 12 meses;
  • Por fim, para o Reino Unido houve incremento de 18,8% na variação mensal e crescimento de 31,8% no acumulado entre janeiro e setembro de 2021.

 

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