O associativismo como base de superação setorial

Muitas leituras têm sido feitas neste momento em que estamos perplexos diante dos impactos a que fomos submetidos pela pandemia. Uma interpretação em comum, porém, se dá em relação ao ritmo acelerado com que as mudanças vão se apresentando em todas as áreas da vida e dos negócios, exigindo, se não novas, um novo olhar sobre velhas práticas e modelos de viver e de trabalhar. 

Um dos caminhos que os especialistas apontam é o crescimento e fortalecimento do associativismo. Em pesquisas realizadas com parceiros do setor moveleiro, o tema “associativismo”, aliás, aparece como um dos trending topics em rodas de conversa sobre soluções para o futuro do setor. O sentimento de necessidade, estimulado por boas doses de medo e pânico, é verdade, é o grande responsável por essa perspectiva. 

Existem dúvidas, porém, sobre a real consistência deste ímpeto pelo coletivo setorial. Afinal, historicamente as empresas moveleiras são desunidas. Por outro lado, os otimistas entendem que estamos diante de uma oportunidade única em nossa história para mudar este comportamento individualista e apostar em uma nova relação que priorize o fortalecimento das instituições representativas. A pauta para se trabalhar de agora em diante é extensa,

Veja alguns exemplos:

  • Redução e compensação de impostos;
  • Negociação salarial;
  • Elaboração de planejamento estratégico para bases de sindicatos, associações e no plano nacional;
  • Campanhas e promoções de vendas em conjunto com varejo e fornecedores;
  • Estratégias comerciais e de marketing comuns;

Entre outras, já que o campo é absurdamente extenso para se trabalhar.

Caso o setor moveleiro perca esta oportunidade de pensar e atuar no coletivo é provável que não surja outra oportunidade como esta (esperamos, claro, que jamais motivadas pelo mesmo problema).

Sua empresa já é associada ao seu sindicato regional, associação/federação e à Abimóvel? Se ainda não é, o que você está esperando?

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