Produção de móveis bate recorde em agosto, segundo ABIMÓVEL

A indústria brasileira bateu recorde de produção em agosto de 2022, de acordo com a ABIMÓVEL (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário). Com um volume produzido de 34,1 milhões de peças no mês, este foi o melhor resultado na variação ao longo de todo o ano de 2022.

O número, segundo a entidade, é animador. Representando, então, um avanço de 9,3% em relação a julho (mês imediatamente anterior). Desacelerando, assim, o ritmo de perdas deste ano em relação a 2021.

Com isso, o acumulado anual da produção moveleira até agosto ficou 18,5% abaixo do registrado entre o primeiro e o oitavo mês do ano passado. Melhor do que o acumulado de janeiro a julho de 2022, quando este mesmo indicador apresentou recuo de 19,1%.

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O preço médio de produção de móveis também vem diminuindo no decorrer dos últimos meses. Em agosto, foi de R$ 191,80 por peça, queda de 0,46% em relação a julho. No acumulado do ano, este valor também vem se estabilizando, ficando 0,05% maior em comparação com igual período do ano anterior. 

Nesse quadro, a indústria de móveis alcançou a receita de R$ 6,5 bilhões em agosto de 2022. Aumento de 5,9% sobre o mês anterior. No acumulado de janeiro a agosto, contudo, o cenário ainda é de queda: -11%. Um pouco menor (-0,2%), porém, do que o observado até julho. 

Os indicadores foram divulgados por meio da “Conjuntura de Móveis”, relatório desenvolvido pelo IEMI – Inteligência de Mercado para a ABIMÓVEL. 

Produção de móveis, consumo interno, investimentos, importações e exportações

O consumo interno aparente, ou seja, o disponível no mercado interno no mês de agosto também foi o mais expressivo do ano: 33,1 milhões de peças. O que representa uma variação positiva de 7% em relação ao mês anterior. No acumulado no ano, observa-se queda de 19,1% na comparação com os oito primeiros meses de 2021, mas novamente em ritmo decrescente, a exemplo dos demais indicadores que se encontram em campo negativo. 

Em agosto de 2022, a participação dos importados no consumo aparente foi de 2,4%; e verifica-se que no acumulado do ano a participação foi de 2,3%.

Ambiente em que as importações de máquinas para fabricação de móveis também apresentaram evolução de 35,9% no acumulado do ano. 

Por falar nisso, as importações alcançaram o valor de US$ 13,5 milhões em agosto de 2022, aumento de 14,4% em relação ao mês anterior. No mês subsequente, setembro, as importações somaram US$ 9,3 milhões, dessa vez apresentando queda considerável de 30,9% em relação ao mês anterior.

As exportações seguiram um ritmo parecido, embora mais controlado: registraram alta de 3,2% em agosto, quando foram exportados US$ 75,6 milhões em móveis e colchões brasileiros; seguido por queda de 11,1% em setembro, com um registro de US$ 67,2 milhões exportados pelo setor. 

Nós falamos sobre a evolução, o atual cenário e as projeções para as exportações brasileiras de móveis na semana passada: “Exportações brasileiras de móveis e colchões crescem quase o dobro da média global nos últimos cinco anos, de acordo com Brazilian Furniture”. 

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