Produção de móveis no Brasil continua a crescer

Produção de móveis no Brasil continua a crescer

21 de janeiro de 2021Categories: IndústriaTags: ,

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A produção industrial de móveis no Brasil cresceu 16,6% em julho de 2020 em relação ao mês anterior (junho). O número foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio de Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física na última semana. Bastante animador, tal resultado revela, ainda, um aumento de 5,7% na comparação com julho de 2019. Deixando clara, assim, a guinada do setor moveleiro em meio à pandemia. Mesmo comparando-se o atual momento a “patamares normais” de produção. Como, aliás, estamos noticiando em uma série de artigos aqui na Plataforma de Negócios Setor Moveleiro. 

Em tempo, o comportamento da produção em julho também aliviou o índice negativo do acumulado no ano até agora, que passou de -19% até junho, para -15,5% entre janeiro e julho. Queda ainda significativa, mas em descensão, o que é um bom indicativo. Já a taxa anualizada pulou de -7,8% para -7,6% entre junho e julho de 2020.

Entre as grandes categorias econômicas, aliás, a de bens de consumo duráveis – categoria cuja qual o mobiliário faz parte – experimentou crescimento de 42% entre junho e julho deste ano. Mas ainda abaixo dos níveis pré-pandemia, antes de fevereiro.

Panorama geral

De uma forma geral, na série com ajuste sazonal, a produção industrial em julho cresceu 8% em relação a junho deste ano, totalizando três meses seguidos de aumento e animando diversos setores. Havendo alta em 25 dos 26 ramos pesquisados. O crescimento, porém, ainda não é o bastante para compensar a perda de 27% acumulada nos meses mais rígidos de quarentena no Brasil – entre março e abril.

Já na comparação com julho de 2019, diferente do setor moveleiro, quando falamos no quadro geral da produção industrial no Brasil, houve recuo de 3%. Resultando em um acúmulo de -9,6% do início do ano até aqui – retração mais intensa desde dezembro de 2016 (-6,4%).

Produção de móveis no Brasil:  E agora?

Como números não se questionam. Mas, sim, devem ser analisados e contextualizados. Não temos como fugir da interpretação de que o ambiente fora do padrão a que estamos sendo submetidos aponta para um futuro diferente do que estávamos habituados e até planejamos. O que, acreditamos, poderá ser tanto melhor para quem souber fazer as leituras da conjuntura e suas projeções. Quanto pior para quem insistir no modelo de negócio que um dia foi bem sucedido. Mas que, definitivamente, não mais atende às necessidades desse “novo normal”.

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