Produção industrial em queda no Brasil, indústria de móveis recua 3,7% em setembro

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A produção industrial no Brasil caiu 0,4% na passagem de agosto para setembro deste ano. Esta é a quarta queda consecutiva do indicador, que acumula perda de 2,6% no período. Com isso, a indústria se encontra 3,2% abaixo do patamar de fevereiro de 2020, cenário pré-pandemia; e 19,4% aquém do nível recorde, registrado em maio de 2011. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Entre as atividades pesquisadas, a produção de móveis está entre as influências negativas mais importantes de setembro, puxando o indicador geral para baixo, com queda de 3,7% em relação a agosto deste ano. Na comparação com setembro de 2020, período ainda de superaquecimento da indústria moveleira durante o isolamento social, o recuo observado é ainda maior: -21%. Com isso, o acumulado do ano na indústria de móveis, que era de +11,4% até agosto, agora é de +6,4%.

O gerente da pesquisa, André Macedo, destaca que, diferentemente do que ocorreu nos meses anteriores, no mês de setembro não houve predominância de taxas negativas entre as atividades investigadas pela PIM. “Houve queda na produção em sete dos nove meses deste ano. O que há de diferente em setembro, contudo, é que a retração foi mais concentrada em poucas atividades”, explica. “Mas isso não significa, necessariamente, que haja mudanças no comportamento predominantemente negativo do setor industrial, uma vez que ele é ainda bastante caracterizado pela perda de dinamismo.”

Produção industrial desacelera em setembro

Tal comportamento foi confirmado também no levantamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria). De acordo com a pesquisa “Indicadores Industriais”, quando falamos na produção industrial geral, houve queda em itens como faturamento (-1,5%) e utilização da capacidade instalada (-0,2 ponto percentual) atingindo a marca de 81,6%. É o terceiro recuo seguido do índice.

O emprego da indústria da transformação, que havia demonstrado crescimento de 0,1% em agosto, também desacelerou, ficando estagnado em setembro. De acordo com a CNI, porém, as horas trabalhadas na produção “cresceram em setembro pela primeira vez desde janeiro de 2021, recuperando parte da perda dos meses anteriores”.

Neste cenário, a massa salarial real, por sua vez, cresceu 0,2% em setembro, também na comparação com o mês anterior, quando havia apresentado alta de 0,7%. Já o rendimento médio real, que ficou estável em setembro, vem sofrendo quedas sucessivas ao longo de 2021. Acumulando, assim, queda de 2,6% entre janeiro e setembro.

Na avaliação do gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, os dados “ainda são positivos no acumulado do ano, porém”. Ele afirma: “No recorte anual, o emprego cresceu 3,7%; a utilização da capacidade instalada continua acima de 80%; as horas trabalhadas na produção cresceram pela primeira vez desde janeiro de 2021 e a massa salarial real se mantém estável”.

 

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