Projeto Inovação: criar o novo ou melhorar o que já existe?

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Nos últimos anos uma área bastante distinta e ao mesmo tempo integrativa vem ganhando espaço nas empresas, em especial aquelas que atuam na materialização de soluções em design para facilitar o viver, como é o caso das indústrias de móveis. Estamos falando da área de inovação. Palavra que, mais do que um modismo, traz consigo um pensar estruturante e um fazer decisivo para o futuro dos negócios. Mas, afinal, o que quer dizer “inovação”?

Para Caroline Balbino, idealizadora e executora do “Projeto Inovação”, com foco no setor moveleiro, muito diferente da visão de que inovação é apenas o desenvolvimento de um produto complexo ou uma solução de nome complicado, “inovar é poder entender os negócios, bem como encontrar formas de otimizar o dia a dia das empresas por meio das transformações de pessoas, processos, produtos e, acima de tudo, de atitude”.

Ela continua: “A capacidade de inovar é um comportamento de pessoas e empresários que querem o novo como sendo seu. É tomada de decisão, bem como se mostrar aberto às adaptações no seu negócio e na forma de gerenciar.”

Ou seja, a inovação é algo intangível e muitas vezes imperceptível aos olhos, mas que tende a gerar um impacto muito positivo nos negócios. Uma cultura inovadora, portanto, gera grandes resultados a todos os stakeholders das empresas. Inovar é, então, aprender que mudar é preciso. Isto, claro, sobretudo num momento de grandes adaptações como o que estamos passando, em que mudam-se também as perspectivas, interesses, necessidades e hábitos de compra dos consumidores.

Projeto Inovação: Empreendedorismo, inovação e tecnologia aplicados à indústria moveleira

A área de inovação vem de fato ganhando força com o aumento da competição e da necessidade de readequação no mercado, num contexto em que é preciso se reinventar para seguir relevante. Dessa forma,  para inovar é necessário escapar da zona de conforto e ter resiliência ao contexto no qual se está inserido.

Nesse sentido, o Projeto Inovação nasceu de uma experimentação de campo que se construiu por meio da experiência de cada empresário atendido por Caroline durante seus trabalhos de consultoria jurídica e ambiental junto à equipe do Grupo Legalizar — referência em serviços prestados no ramo do Direito Empresarial, Meio Ambiente, Projeto de Engenharia e Segurança do Trabalho na região do polo moveleiro de Ubá (MG).

“Estar no chão de fábrica vivendo os principais problemas, medos, anseios e desejos dos empresários e colaboradores me fez pensar que tratar desses assuntos de uma forma positiva e transversal poderia impactar positivamente nossa cadeia produtiva. Os seis eixos temáticos do Projeto Inovação foram pensados por intermédio de Pesquisa e Desenvolvimento e, acima de tudo, dos principais gaps do mercado moveleiro”, explica Caroline Balbino.

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O projeto se encontra agora na etapa A, de sensibilização, e contou com a realização de seu III Workshop Digital na manhã de ontem, terça-feira (29). “Por estarmos nesta etapa de sensibilização, isto me permite permear os temas empreendedorismo, inovação e tecnologia de forma a impactar e trazer um pensamento positivo sobre o setor moveleiro e os nossos potenciais”, explica Caroline.

E quais são esses potenciais a serem explorados no setor moveleiro?

Primeiro é importante ressaltar que no ramo empresarial, de uma forma geral, não importa se a empresa é tradicional ou recente. Uma vez que, enquanto se busca inovação, há uma maior possibilidade de crescimento… constantemente.

“Dessa forma, é importante ressaltar que muitas vezes inovação é confundida com disrupção e vice-versa. Inovar pode ser melhorar ou incrementar aquilo que já está sendo feito. Ao passo que disrupção é estabelecer um conceito novo”, pontua Carlos Bessa, CEO da Plataforma Setor Moveleiro, que foi um dos convidados para a roda de conversa do III Workshop Projeto Inovação.

Com isso, é possível observarmos neste processo tanto a inovação disruptiva, que é aquela que produz uma nova solução capaz de substituir produtos e serviços anteriores dentro de um certo mercado. Rompendo, então, paradigmas e criando novos hábitos de consumo.

Mas também podemos notar e aplicar a inovação incremental, aquela que implementa melhorias em um processo ou uma solução que já existe. Assim, é possível atingir níveis progressivamente mais altos de eficiência e desempenho.

 

Inovação é processo contínuo

Questões que se aplicam também às indústrias moveleiras que já estejam estruturadas e atuantes. Indo muito além, mas também se aplicando, às start ups ou pequenos negócios.

“As empresas de maior porte ou já com uma estrutura produtiva e administrativa têm que continuar os processos de inovação interno. Todos os dias são lançadas novas soluções na área de gestão de clientes, pessoas e produtos com base em dados do seu público, de localização, de tendências de mercado. Se a grande empresa parar de inovar vai parar de ‘conversar’ com seus clientes”, enfatiza Alex de Souza, CEO da Gerencie Sistemas, que também participou do debate.

As indústrias, portanto, devem buscar desenvolver produtos e processos que geram valor aos clientes e as próprias empresas. Além de investir em ferramentas, máquinas e soluções que vão ajudar nessa geração de valores. O investimento em pessoal, por sua vez, deve ser um dos pontos que mais deve ser levado com cuidado e atenção, investindo-se em treinamento e capacitação não só técnico quanto emocional. Afinal, o mindset coletivo da empresa é o que definirá o sucesso das ações com foco em inovação.

Informação estratégica é caminho fundamental

“A melhor maneira de fazer isto acontecer, de fato, é aplicar ações como o Projeto Inovação, que reúne conteúdo e acompanhamento na implementação, sempre observando as especificidades de cada um. Outra forma é fazer uso de conteúdos estratégicos para tomada de decisões como os oferecidos pela Plataforma Setor Moveleiro, especializada e focada neste objetivo”, fala Carlos Bessa.

A Plataforma Setor Moveleiro, que apoia o Projeto Inovação — de realização do Grupo Legalizar, Ambiente Seguro, Intersind (Sindicato Intermunicipal das Indústrias do Mobiliário de Ubá) e Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), —, participa e colabora também com a construção de uma cultura inovadora na indústria moveleira nacional, tendo surgido com o objetivo de despertar empresas e empresários a encarar e enfrentar os desafios do presente com foco num futuro de decisões e soluções mais assertivas.

 

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