Taxa de juros nas alturas devem afetar ainda mais o consumo no setor de móveis

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Taxa de juros – Com dez aumentos seguidos, o Copom (Comitê de Política Monetária) subiu mais uma vez a taxa Selic — que é a taxa básica de juros na economia brasileira. Indo, dessa vez, de 11,75% para 12,75% e marcando, assim, o mais longo ciclo de aperto monetário da história em nosso País. E o que isso significa para o setor de móveis?

Bem, primeiro é imprescindível se falar o óbvio: juros baixos favorecem tanto o consumo como a produção; alavancando, dessa forma, tanto o varejo quanto a indústria. Isso se dá, pois, com o crédito mais barato e acessível, os consumidores passam a ter uma sensação maior de confiança e de poder aquisitivo. Consequentemente, comprando mais. Por sua vez, a indústria passa a ter que produzir mais para atender a demanda, gerando também mais emprego e renda no Brasil, com esses ganhos sendo reinjetados na economia.

Se os juros ficam altos, no entanto, o contrário acontece, retraindo-se o consumo e a produção.

Impactos da Selic no setor de móveis

Coincidentemente, segundo análise realizada pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal, da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), entre os produtos mais procurados para financiamento no varejo estão, justamente, os móveis, além de artigos de linha branca (geladeira, fogão e máquina de lavar) e eletrônicos (TVs, computadores e celulares).

“As vendas desses produtos podem ficar mais prejudicadas; os comerciantes também serão impactados pelo enfraquecimento das vendas do varejo. É que esse aumento, além de encarecer o financiamento, também diminui prazos para pagamento e os bancos passam a conceder menos crédito para os consumidores”, falou Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP para o Mercado&Consumo.

Nova alta na taxa de juros piora expectativas na indústria

Para a indústria, a taxa de 11,75% ao ano já era suficiente para reduzir a inflação. Dessa maneira, a decisão do Banco Central, de elevar novamente a taxa básica de juros, piora as expectativas sobre o crescimento da economia brasileira.

A CNI (Confederação Nacional da Indústria), aliás, avaliou a alta dos juros como “excessiva e equivocada”. Isso porque a questão poderá comprometer a atividade e travar o crescimento neste ano. Ressaltando que apesar da melhora nas previsões para o PIB (Produto Interno Bruto), com a possibilidade de queda fora do radar, um cenário de recessão não está descartado para 2023, de acordo com Marco Caruso, economista-chefe do Banco Original.

“Este novo aumento da taxa de juros deve comprometer ainda mais a atividade econômica, que já dá claros sinais de fraqueza. Para a indústria, a intensificação do ritmo de aperto da política monetária piora as expectativas para o crescimento econômico em 2022. Isso, com efeitos adversos sobre a produção, o consumo e o emprego”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Copom sinaliza novos aumentos

Em contrapartida à opinião da Confederação Nacional da Indústria, no entanto, o Copom, representando o Banco Central, sinalizou que deve promover nova alta da Selic, embora menor, já em junho.

“Para a próxima reunião, o Comitê antevê como provável uma extensão do ciclo com um ajuste de menor magnitude”, publicaram em comunicado. O colegiado enfatizou, ainda, que “os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar a convergência da inflação para as metas”.

Ou seja, como apontou o Correio Braziliense, o Copom deixou a porta aberta para novas altas nos juros. Isto, ao contrário da sinalização feita recentemente pelo presidente do BC, Roberto Campos Neto, de que o ciclo do aperto monetário terminaria com a Selic em 12,75%.

Por fim, com essa nova taxa Selic, o Brasil passou a liderar o ranking global de juros reais, descontada a inflação. É o que indica levantamento da Infinity Asset Management com base nas projeções para o custo de vida nos próximos 12 meses. Os juros reais brasileiros foram para 6,69% ao ano, desbancando a Rússia, que liderava a listagem de março.

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