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Trabalho remoto pode ser atrativo na hora de buscar cargos executivos nas empresas moveleiras

Não se pode dizer que a mão de obra qualificada para as áreas de gestão na indústria moveleira no país seja um problema. Mas estes profissionais estão, em geral, colocados – e bem colocados. A oferta do trabalho remoto e um bom pacote de benefícios são fatores que podem fazer com que estes talentos aceitem

Por Carlos Bessa

Trabalho remoto pode ser atrativo na hora de buscar cargos executivos nas empresas moveleiras

Não se pode dizer que a mão de obra qualificada para as áreas de gestão na indústria moveleira no país seja um problema. Mas estes profissionais estão, em geral, colocados – e bem colocados. A oferta do trabalho remoto e um bom pacote de benefícios são fatores que podem fazer com que estes talentos aceitem uma recolocação.

Para a diretora executiva e sócia do Talenses Group, Isis Borge, empresas que tomam a decisão de buscar gerentes e diretores em diversas regiões do país ganham em abrangência, quantidade e qualidade nas contratações.

Em tese, isso significa mais chances de encontrar profissionais que atendam às suas necessidades em termos de competências e habilidades. Sejam elas específicas ou gerais.

“E nesse caso, possibilitar o trabalho remoto ou até mesmo o híbrido, com idas quinzenais ou semanais ao escritório ou à fábrica, agrada o candidato. Além de trazer economia à empresa, que não vai arcar com custos de aluguel, por exemplo”, explica.

Isis Borge, do Grupo Talenses
Para Isis Borge, do Grupo Talenses, indústrias se beneficiam da flexibilização no trabalho. Foto: Divulgação

O grupo atende empresas do setor moveleiro de diversos segmentos, em especial, nos polos do Sul do país. E, de acordo com Isis, algumas delas já estão flexibilizando o regime de trabalho, com bons resultados.

A preferência dos candidatos foi observada em uma pesquisa do grupo, em conjunto com a Fundação Dom Cabral. O estudo apontou o regime híbrido como o favorito entre os entrevistados, de acordo com as funções desempenhadas.

Entre as empresas, pouco mais da metade das que foram consultadas no mesmo estudo afirmaram a possibilidade de adotar o trabalho híbrido. A pesquisa foi feita em setembro de 2021.

Mobilidade é desafio, mas benefícios e autonomia também atraem

Guilherme Neves, da Evermonte Execute Search
Movimentos criativos e de inteligência de mercado são importantes na contratação dos profissionais, diz Guilherme Neves, da Evermonte Execute Search. Foto: Divulgação

Já o sócio da Consultoria Evermonte Executive Search, que também atende indústrias moveleiras, Guilherme Neves, pondera que a mobilidade é importante, mas não determinante, em especial em casos de contratação de executivos C-Level (cargos mais altos).

Portanto, o trabalho remoto pode ser interessante, mas não é fundamental. “Esse profissional será atraído, muito mais, pela marca e pelo impacto que ele vai poder deixar nesta empresa, pelo quanto de autonomia ele terá na companhia”, lista. “E, claro, um fortalecimento no pacote de benefícios é de grande ajuda”, completa.

O essencial, para as indústrias, de acordo com Neves, é fazer movimentos criativos e de inteligência de mercado ao buscar os profissionais. “Consultorias especializadas, que tenham vivência no setor moveleiro são grandes aliadas nesses casos”, sugere.

Atributos técnicos e comportamentais

Em relação às habilidades, as tech skills (habilidades tecnológicas) vêm ganhando espaço com o próprio regime de trabalho remoto, com a evolução tecnológica e a digitalização e mudanças dos processos industriais.

“Isso já é algo inerente a qualquer área do mercado, que exige, cada vez mais, processos mais rápidos e uma visão mais prática em relação à produção”, reforça a diretora do grupo Talenses.

Além disso, na visão de Isis, o setor moveleiro precisa de profissionais com capacidade analítica e visão abrangente, orientação para melhoria contínua, boa comunicação com todos os níveis, além de serem multitarefas, comprometidos e com senso de urgência.

A gestão familiar quase predominante quando se trata das fabricantes de móveis no país é um ponto importante, destaca Neves, da Evermonte. Para ele, é fundamental que o profissional consiga trazer inovação sem deixar de se adaptar à estrutura tradicional.

“A adaptabilidade e a forma de comunicação devem ser cuidadosamente analisadas na escolha desse profissional”, alerta.

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