Um ano de transformações: O que esperar para o futuro do setor moveleiro?

Um ano de transformações: O que esperar para o futuro do setor moveleiro?

24 de janeiro de 2021Categories: Notícias

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Pergunta mais recorrente dos últimos tempos, respondê-la de maneira precisa seria tão improvável quanto especificar uma data para o fim desse período tão sensível. Se há algo que podemos afirmar, no entanto, é que a forma como conhecemos e vivenciamos o mundo já está mudando, com grandes transformações acontecendo especialmente em termos comportamentais, o que afeta, diretamente, à maneira como olhamos para nossas casas.

Ao passo em que governos e sistemas de saúde implementam medidas drásticas para conter a disseminação do Coronavírus, tais quais o isolamento social e a interrupção de atividades econômicas consideradas não-essenciais, temos uma oportunidade e tanto de repensarmos nossos próprios hábitos, valores e impacto no mundo. Incluindo aqui a forma como consumimos, moramos, interagimos em sociedade e cuidamos do planeta. 

Ampliando debates que já vinham tomando força pelo mundo, portanto, essas transformações aparecem como “aceleradores de tendências”, que devem ser observados de perto pela indústria moveleira. Mas como acompanhar esse ritmo intenso de mudanças, transformando momentos de crise em novas oportunidades? 

Atuando no monitoramento e formação de tendências para o viver, o time de design e marketing da Impress Decor – fornecedora de superfícies decorativas para o setor moveleiro – delineou alguns dos principais movimentos em ascensão ao redor do globo, traçando um panorama sobre seus impactos no setor de móveis e interiores. Confira agora o primeiro de uma série de quatro conteúdos sobre os rumos do consumo na construção desse “novo normal”. 

Mindful consumption 

Conforme aponta o estudo “Coronavírus: Aceleradores globais de mudanças”, publicado pela WGSN, autoridade na previsão de tendências, à medida que o medo em relação ao futuro cresce, a população passa a priorizar empresas que lhes tragam segurança, sobretudo quando o assunto é a indústria. O que inclui pilares como produção e economia sustentável, materiais de origem certificada, responsabilidade social, boas práticas trabalhistas, entre outros.

Enquanto dados da Morning Consult apontam que 75% dos consumidores já se recusam a comprar de marcas com práticas contrárias às suas crenças pessoais, estudo liderado pela Nielsen aponta que 49% deles estariam dispostos a pagar mais por um produto que tivesse certificações de qualidade e responsabilidade. E a tendência é que esses números continuem a crescer.

Cultura do cancelamento x Os guardiões da empatia

Nesse cenário, dois movimentos tomam força, colocando marcas em evidência, sobretudo na esfera virtual, onde rapidamente alcançam engajamento… positivo ou negativo. De um lado, pessoas se reúnem para apontar ações consideradas negativas praticadas por empresas ou personalidades, com grandes campanhas de boicote ocorrendo por todo o mundo. De outro, reagindo à crescente cultura do ódio, outro grupo vem buscando o equilíbrio por meio da pregação da empatia e da gratidão, optando por divulgar as boas ações realizadas por essas marcas e figuras públicas. 

Adotando estratégias completamente contrárias, ambos os movimentos visam incentivar a adoção de práticas positivas e com as quais se identifiquem moralmente. A pergunta é: De que lado você quer colocar sua marca? 

“Collecting moments, not things”

Desacelerando e reavaliando nossas próprias necessidades, depois de um período de massificação do luxo e da dominância da fast-fashion, começamos a viver agora a era do slow living, um dos pins que mais tem ganhado projeção no Pinterest nos últimos tempos, em especial nas buscas relacionadas ao design de interiores. 

Nesse contexto, o conceito de luxo, bem como o da essencialidade, não só são ressignificados, como surpreendentemente entrelaçam-se. Nesse “novo normal”, marcas e produtores locais passam a ganhar espaço em meio às grandes corporações. Dessa maneira, a ostentação e o exibicionismo dão lugar à valorização da origem, dos processos e do estilo de vida implícito às marcas que compramos e aos lugares que frequentamos. O que vale, portanto, são as “experiências”, não mais o acúmulo de “coisas”, assinalando, também, um aumento da procura por produtos e serviços cada vez mais exclusivos e/ou customizáveis. 

Mas, calma, isso não significa que estejamos falando exclusivamente de produção sob medida. O storytelling aplicado à concepção da marca e dos produtos, bem como um treinamento de vendas bem alinhado no varejo são ferramentas que, cada vez mais, terão papel fundamental na decisão de compra do consumidor final – inclusive do brasileiro, que, a exemplo de muitos outros mercados, começa a buscar cada dia mais pelo tão falado “valor agregado”.

Atuando no monitoramento e formação de tendências para o viver, o time de design e marketing da Impress Decor – fornecedora de superfícies decorativas para o setor moveleiro – delineou alguns dos principais movimentos em ascensão ao redor do globo, traçando um panorama sobre seus impactos no setor de móveis e interiores. Confira agora o primeiro de uma série de quatro conteúdos sobre os rumos do consumo na construção desse “novo normal”. 

Mindful consumption 

Conforme aponta o estudo “Coronavírus: Aceleradores globais de mudanças”, publicado pela WGSN, autoridade na previsão de tendências, à medida que o medo em relação ao futuro cresce, a população passa a priorizar empresas que lhes tragam segurança, sobretudo quando o assunto é a indústria. O que inclui pilares como produção e economia sustentável, materiais de origem certificada, responsabilidade social, boas práticas trabalhistas, entre outros.

Enquanto dados da Morning Consult apontam que 75% dos consumidores já se recusam a comprar de marcas com práticas contrárias às suas crenças pessoais, estudo liderado pela Nielsen aponta que 49% deles estariam dispostos a pagar mais por um produto que tivesse certificações de qualidade e responsabilidade. E a tendência é que esses números continuem a crescer.

Cultura do cancelamento x Os guardiões da empatia

Nesse cenário, dois movimentos tomam força, colocando marcas em evidência, sobretudo na esfera virtual, onde rapidamente alcançam engajamento… positivo ou negativo. De um lado, pessoas se reúnem para apontar ações consideradas negativas praticadas por empresas ou personalidades, com grandes campanhas de boicote ocorrendo por todo o mundo. De outro, reagindo à crescente cultura do ódio, outro grupo vem buscando o equilíbrio por meio da pregação da empatia e da gratidão, optando por divulgar as boas ações realizadas por essas marcas e figuras públicas. 

Adotando estratégias completamente contrárias, ambos os movimentos visam incentivar a adoção de práticas positivas e com as quais se identifiquem moralmente. A pergunta é: De que lado você quer colocar sua marca? 

“Collecting moments, not things”

Desacelerando e reavaliando nossas próprias necessidades, depois de um período de massificação do luxo e da dominância da fast-fashion, começamos a viver agora a era do slow living, um dos pins que mais tem ganhado projeção no Pinterest nos últimos tempos, em especial nas buscas relacionadas ao design de interiores. 

Nesse contexto, o conceito de luxo, bem como o da essencialidade, não só são ressignificados, como surpreendentemente entrelaçam-se. Nesse “novo normal”, marcas e produtores locais passam a ganhar espaço em meio às grandes corporações. Dessa maneira, a ostentação e o exibicionismo dão lugar à valorização da origem, dos processos e do estilo de vida implícito às marcas que compramos e aos lugares que frequentamos. O que vale, portanto, são as “experiências”, não mais o acúmulo de “coisas”, assinalando, também, um aumento da procura por produtos e serviços cada vez mais exclusivos e/ou customizáveis. 

Mas, calma, isso não significa que estejamos falando exclusivamente de produção sob medida. O storytelling aplicado à concepção da marca e dos produtos, bem como um treinamento de vendas bem alinhado no varejo são ferramentas que, cada vez mais, terão papel fundamental na decisão de compra do consumidor final – inclusive do brasileiro, que, a exemplo de muitos outros mercados, começa a buscar cada dia mais pelo tão falado “valor agregado”.

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