‘Visão dos shoppers’: A experiência do marketplace no Brasil

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As vendas on-line chegaram ao patamar histórico de mais de R$ 87 bilhões em 2020. A informação faz parte do estudo “Tendências e Oportunidades do Marketplace no Brasil”, apresentado pela Ebit Nielsen durante o último fórum do E-commerce Brasil. Além disso, o material também revela que 13 milhões de novos consumidores aderiram à modalidade de compras virtuais no ano passado. Impulsionados, sobretudo, pela pandemia e as restrições impostas ao comércio físico.

Mais do que apenas um canal de vendas, o universo on-line tem sido a maior fonte de renda para comerciantes de todos os portes. E observando-se a baixa velocidade na vacinação, bem como as  constantes oscilações do mercado, o e-commerce deve continuar com bastante força em 2021. Culminando, assim, numa batalha cada vez mais acirrada entre as lojas para atrair clientes e gerar experiências de compras diferenciadas a eles.

Tendências e Oportunidades do Marketplace no Brasil

De acordo com o estudo divulgado pela Ebit Nielsen, referência no assunto, quando se fala especificamente do comportamento dos shoppers, ou seja, dos consumidores, e a interação deles com marketplaces, 90% declararam que a experiência com o canal de venda foi boa ou ótima. Além disso, os critérios para a escolha da compra nos marketplaces se basearam em 72% das vezes na “busca por melhores preços”; seguidos da “confiança e nome do marketplace (brand awareness)”, com 60%; e “experiências anteriores de compras com a loja” em 32% dos casos.

A “importância da avaliação do seller”, o vendedor, tornou-se também um fator determinante para a compra, crescendo de 32% para 40% dos casos. Desta forma, não basta apenas figurar nos marketplaces, deve-se construir a presença digital da marca com informações direcionadas e assertivas, SLA’s de entrega (Service Level Agreement), assim como qualidade nas embalagens e produtos ofertados.

Segurança e praticidade no foco dos consumidores 

Foi-se o tempo onde o comércio on-line era sinônimo de desconfiança e incertezas. O tempo agora é de compras com informações a tempo real e algoritmos de ranqueamento de busybox, que levam ao consumidor opções de compra que vão muito além do preço do produto. Outra tendência notada foi o crescimento da procura por compras em marketplaces internacionais, tais como Alibaba, Amazon.com, Wish e Shoppee. Nestes casos, os consumidores foram atraídos em 57% das vezes por preços mais atraentes, 20% pela exclusividade de produtos e 6% por lançamentos.

Outro ponto importante levantado pela pesquisa é o crescimento da modalidade “m-commerce” (comércio móvel). Ou seja, a compra por smartphones. A modalidade já representa 57% dos pedidos, contra 43% do tradicional desktop. As vantagens do m-commerce baseiam-se principalmente na experiência personalizada e fluída de compra, preços e condições exclusivas praticadas via app e a possibilidade de aplicativos integrados.

No caso da JD.com, gigante varejista chinesa, a plataforma permite a comunicação entre usuários no momento da compra e aceita transações em moedas digitais. Não se trata mais sobre apenas vender, mas de uma experiência completa com o objetivo de fidelizar o consumidor. Quanto mais fácil o manuseio, maior as chances de compras recorrentes.

Uma observação importante é de que com as constantes mudanças do mercado, além da iminente migração das empresas para o universo on-line, o desenvolvimento de um aplicativo robusto com o objetivo de proporcionar maior comodidade e experiência para seus usuários faz-se indispensável para o aumento do faturamento mesmo em tempos de lockdown. Fatores secundários à venda, tais como o figital e uma logística de troca fácil são hoje diferenciais para que o consumidor confie seu dinheiro às marcas e produtos.

Casa e decoração entre as categorias de vendas mais relevantes em 2020

Entre as categorias mais relevantes do e-commerce de marketplaces em 2020 está “moda e acessórios”, sendo logo seguida pelas categorias “casa e decoração” e “eletrodomésticos”. As duas últimas muito em função do aumento de tempo das pessoas em suas casas, algo que já estamos falando repetitivamente aqui na Plataforma Setor Moveleiro, com o super boom da venda de móveis no segundo semestre. Dessa forma, quase conseguindo reverter totalmente os prejuízos do início da pandemia no Brasil.

Por fim, podemos concluir que as empresas com maior taxa de sucesso no mundo digital seguem a cultura do “customer centric” e investem na experiência do usuário. Proporcionando, então, um ambiente mais seguro, inovador e criativo para as compras. Além do desenvolvimento de tecnologias integradas e personalizadas, bem como novas funcionalidades em seus aplicativos e sites. A inovação é o principal drive de crescimento.

 

 

 

 

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