Produto de inteligência

Termômetro do Setor Moveleiro

2º Trimestre de 2026

O ambiente combina estabilidade parcial, deterioração em parte relevante da base e forte pressão de custos, crédito e incerteza política.

O mercado não está parado, mas opera com baixa previsibilidade e foco defensivo.

Base
88 respostas
Coleta
14/06/2026 a 25/06/2026

Síntese executiva

O retrato do 2º trimestre

37,5%

disseram que o 2º tri piorou frente ao 1º tri

34,1%

relataram estabilidade no trimestre

61,4%

perceberam impacto alto de matérias-primas

60,2%

já postergam ou condicionam decisões às eleições

Leitura

  • O mercado não está parado, mas opera com baixa previsibilidade e foco defensivo.
  • Mão de obra e matéria-prima aparecem como gargalos centrais da operação.
  • A inadimplência e o crédito comprometem caixa, giro e tomada de risco.
  • IA e tecnologia já entraram na pauta, mas ainda predomina o estágio de teste.
  • A maioria ainda pretende crescer no 2º semestre, mas com metas moderadas.

Perfil da amostra

Quem respondeu: predominância da indústria

Indústria de móveis
67%(59)
Fornecedor da indústria
18,2%(16)
Serviços / consultoria
5,7%(5)
Lojas de móveis e colchões
3,4%(3)
Sindicato / entidade
2,3%(2)
Indústria de colchões
2,3%(2)
Outro
1,1%(1)

Leitura

  • A amostra é majoritariamente industrial, especialmente indústria de móveis.
  • Fornecedores da indústria formam o segundo bloco relevante da base.
  • O viés do relatório é fortemente B2B industrial.

Perfil da amostra

Distribuição regional: Sul e polos tradicionais pesam mais

Rio Grande do Sul
30,7%(27)
Paraná
27,3%(24)
Minas Gerais
12,5%(11)
São Paulo
9,1%(8)
Espírito Santo
8%(7)
Santa Catarina
6,8%(6)
Paraíba
3,4%(3)
Maranhão
1,1%(1)
Mato Grosso do Sul
1,1%(1)

Leitura

  • Rio Grande do Sul e Paraná lideram, reforçando os polos moveleiros consolidados.
  • A presença de Paraíba e Maranhão indica capilaridade, ainda que em menor volume.

Desempenho e demanda

Desempenho do 2º trimestre: mais pressão do que aceleração

2º tri/26 vs 1º tri/26

Manteve-se estável
34,1%(30)
Piorou um pouco
29,5%(26)
Melhorou um pouco
22,7%(20)
Piorou significativamente
8%(7)
Melhorou significativamente
5,7%(5)

Leitura

  • 37,5% relataram piora, contra 28,4% que perceberam melhora.
  • O saldo de percepção do trimestre ficou negativo em 9,1 p.p.
  • A estabilidade ainda é relevante, mas não caracteriza retomada ampla.

Desempenho e demanda

Desempenho por perfil: indústria sente mais a oscilação

  • Melhorou
  • Estável
  • Piorou

Indústria de móveis

34%
25%
41%

Fornecedores

25%
56%
19%

Demais agentes

55%
45%

Leitura

  • A indústria concentra a leitura mais sensível da operação.
  • Fornecedores e demais agentes têm bases menores: leia como sinal qualitativo.
  • A estabilidade aparece como zona de espera, sem tração consistente.

Cruzamento: performance no 2º tri agrupada em melhorou, estável e piorou por perfil de respondente.

Operação, crédito e custos

Gargalos operacionais: mão de obra lidera a agenda

Mão de obra qualificada
45,5%(40)
Matéria-prima: custo/disponibilidade
22,7%(20)
Inadimplência
10,2%(9)
Logística e frete
8%(7)
Acesso a crédito
4,5%(4)
Outros
3,4%(3)
Capital de giro
3,4%(3)
Processos internos / gestão
2,3%(2)

Leitura

  • 45,5% apontaram mão de obra qualificada como maior gargalo.
  • O gargalo humano se sobrepõe ao financeiro: sem produtividade, o custo fixo pesa mais.

Operação, crédito e custos

Matérias-primas: reajuste já bateu forte no custo

Alto / acima de 7%
61,4%(54)
Moderado / 3% a 7%
31,8%(28)
Estável / 0% a 3%
6,8%(6)

Leitura

  • 61,4% indicaram impacto alto, acima de 7%, no custo de produção.
  • Risco de compressão de margem quando o repasse não acompanha o custo.
  • Negociação com fornecedores e gestão de estoque ganham peso estratégico.

Reforma tributária e controle de custos

A reforma sai do campo técnico e entra no caixa

Leitura

  • A resposta mais frequente foi neutro / sem efeito prático: o impacto ainda não se materializou no dia a dia.
  • Há bloco relevante que já enxerga impacto negativo ou aumento de carga.
  • A falta de compreensão completa das implicações aparece como risco de preparação tardia.

Bloco de texto: use quando a leitura não depende de gráfico.

Feiras e internacionalização

Feiras: intenção 2027 preserva presença seletiva

  • 2026 realizado
  • 2027 pretendido

1 a 3

53%
61%

Nenhuma

26%
17%

4 a 6

19%
16%

7 a 9

1%
6%

Leitura

  • A faixa de 1 a 3 feiras predomina em 2026 e na intenção de 2027.
  • A intenção de não participar cai em 2027, mantendo a agenda de relacionamento.

Percentuais sobre a base total.

Cenário para o 2º semestre

O que limita: política, juros e renda formam o tripé de risco

Instabilidade política / eleições
54,5%(48)
Poder de compra / inadimplência
43,2%(38)
Juros altos / crédito difícil
38,6%(34)
Mão de obra qualificada
17%(15)
Concorrência / guerra de preços
13,6%(12)
Cenário geopolítico
8%(7)
Matéria-prima: custo/falta
5,7%(5)

Leitura

  • Instabilidade política, juros e poder de compra formam o núcleo do risco.
  • O plano precisa combinar controle interno e leitura macro.

Pergunta com múltiplas menções; percentuais indicam incidência sobre a base total.

Comentários dos participantes

Tom predominante dos comentários válidos

Neutro / informativo: 41%Negativo / defensivo: 41%Positivo / resiliente: 15%Misto: cautela com expectativa: 2%
Neutro / informativo
41%
Negativo / defensivo
41%
Positivo / resiliente
15%
Misto: cautela com expectativa
2%

Leitura

  • A leitura é qualitativa: indica intensidade de percepção, não votação.
  • Mesmo sob pressão, há relatos de resiliência e crescimento seletivo.

Base: 46 comentários substantivos, em 73 registros no campo aberto.

Comentários dos participantes

Vozes da base

46 comentários substantivos após limpeza, em 73 registros

Demanda e decisão de compra

Consumidor vai na loja, faz orçamento, mas há demora na decisão de compra.

Juros, crédito e bens duráveis

Juros elevados, endividamento alto, eleições, travam investimentos.

Custos e repasse

Altas violentas em matéria-prima impactaram o negócio, pois está difícil a absorção pelo mercado.

Mão de obra

Maior problema enfrentado hoje é a falta de mão de obra em geral.

Resiliência

Temos um horizonte difícil, mas temos que fazer nossa parte.

Perspectiva

O ano de 2026 é o mais desafiador desde a pandemia.

Frases selecionadas por representatividade temática; opiniões políticas foram tratadas como sinal de incerteza institucional, não como posição editorial.

Conclusão para decisores

O setor moveleiro entra no 2º semestre de 2026 com sentimento predominante de cautela: há demanda, mas ela está mais seletiva; há intenção de crescimento, mas ela depende de crédito, confiança e margem.

Para o decisor B2B, a recomendação é não esperar a retomada para agir. Em 2026, a vantagem competitiva tende a estar menos no volume e mais na qualidade da decisão: vender melhor, comprar melhor, financiar melhor e executar melhor.

Metodologia

As respostas foram agrupadas por sentido para corrigir variações de grafia e digitação. Nas perguntas com múltiplas marcações, cada fator citado foi contabilizado como menção.

As perguntas de custo tiveram respostas em formatos distintos; por isso a leitura combina tendência declarada e mediana das respostas numéricas.

O relatório não busca amostragem estatística nacional: funciona como termômetro de percepções de decisores B2B do setor.

Base: 88 respostas válidas. Percentuais calculados sobre a base total, salvo quando indicado.