Síntese executiva
O retrato do 2º trimestre
37,5%
disseram que o 2º tri piorou frente ao 1º tri
34,1%
relataram estabilidade no trimestre
61,4%
perceberam impacto alto de matérias-primas
60,2%
já postergam ou condicionam decisões às eleições
Leitura
- O mercado não está parado, mas opera com baixa previsibilidade e foco defensivo.
- Mão de obra e matéria-prima aparecem como gargalos centrais da operação.
- A inadimplência e o crédito comprometem caixa, giro e tomada de risco.
- IA e tecnologia já entraram na pauta, mas ainda predomina o estágio de teste.
- A maioria ainda pretende crescer no 2º semestre, mas com metas moderadas.
Perfil da amostra
Quem respondeu: predominância da indústria
- Indústria de móveis
- 67%(59)
- Fornecedor da indústria
- 18,2%(16)
- Serviços / consultoria
- 5,7%(5)
- Lojas de móveis e colchões
- 3,4%(3)
- Sindicato / entidade
- 2,3%(2)
- Indústria de colchões
- 2,3%(2)
- Outro
- 1,1%(1)
Leitura
- A amostra é majoritariamente industrial, especialmente indústria de móveis.
- Fornecedores da indústria formam o segundo bloco relevante da base.
- O viés do relatório é fortemente B2B industrial.
Perfil da amostra
Distribuição regional: Sul e polos tradicionais pesam mais
- Rio Grande do Sul
- 30,7%(27)
- Paraná
- 27,3%(24)
- Minas Gerais
- 12,5%(11)
- São Paulo
- 9,1%(8)
- Espírito Santo
- 8%(7)
- Santa Catarina
- 6,8%(6)
- Paraíba
- 3,4%(3)
- Maranhão
- 1,1%(1)
- Mato Grosso do Sul
- 1,1%(1)
Leitura
- Rio Grande do Sul e Paraná lideram, reforçando os polos moveleiros consolidados.
- A presença de Paraíba e Maranhão indica capilaridade, ainda que em menor volume.
Desempenho e demanda
Desempenho do 2º trimestre: mais pressão do que aceleração
2º tri/26 vs 1º tri/26
- Manteve-se estável
- 34,1%(30)
- Piorou um pouco
- 29,5%(26)
- Melhorou um pouco
- 22,7%(20)
- Piorou significativamente
- 8%(7)
- Melhorou significativamente
- 5,7%(5)
Leitura
- 37,5% relataram piora, contra 28,4% que perceberam melhora.
- O saldo de percepção do trimestre ficou negativo em 9,1 p.p.
- A estabilidade ainda é relevante, mas não caracteriza retomada ampla.
Desempenho e demanda
Desempenho por perfil: indústria sente mais a oscilação
- Melhorou
- Estável
- Piorou
Indústria de móveis
Fornecedores
Demais agentes
Leitura
- A indústria concentra a leitura mais sensível da operação.
- Fornecedores e demais agentes têm bases menores: leia como sinal qualitativo.
- A estabilidade aparece como zona de espera, sem tração consistente.
Cruzamento: performance no 2º tri agrupada em melhorou, estável e piorou por perfil de respondente.
Operação, crédito e custos
Gargalos operacionais: mão de obra lidera a agenda
- Mão de obra qualificada
- 45,5%(40)
- Matéria-prima: custo/disponibilidade
- 22,7%(20)
- Inadimplência
- 10,2%(9)
- Logística e frete
- 8%(7)
- Acesso a crédito
- 4,5%(4)
- Outros
- 3,4%(3)
- Capital de giro
- 3,4%(3)
- Processos internos / gestão
- 2,3%(2)
Leitura
- 45,5% apontaram mão de obra qualificada como maior gargalo.
- O gargalo humano se sobrepõe ao financeiro: sem produtividade, o custo fixo pesa mais.
Operação, crédito e custos
Matérias-primas: reajuste já bateu forte no custo
- Alto / acima de 7%
- 61,4%(54)
- Moderado / 3% a 7%
- 31,8%(28)
- Estável / 0% a 3%
- 6,8%(6)
Leitura
- 61,4% indicaram impacto alto, acima de 7%, no custo de produção.
- Risco de compressão de margem quando o repasse não acompanha o custo.
- Negociação com fornecedores e gestão de estoque ganham peso estratégico.
Reforma tributária e controle de custos
A reforma sai do campo técnico e entra no caixa
Leitura
- A resposta mais frequente foi neutro / sem efeito prático: o impacto ainda não se materializou no dia a dia.
- Há bloco relevante que já enxerga impacto negativo ou aumento de carga.
- A falta de compreensão completa das implicações aparece como risco de preparação tardia.
Bloco de texto: use quando a leitura não depende de gráfico.
Feiras e internacionalização
Feiras: intenção 2027 preserva presença seletiva
- 2026 realizado
- 2027 pretendido
1 a 3
Nenhuma
4 a 6
7 a 9
Leitura
- A faixa de 1 a 3 feiras predomina em 2026 e na intenção de 2027.
- A intenção de não participar cai em 2027, mantendo a agenda de relacionamento.
Percentuais sobre a base total.
Cenário para o 2º semestre
O que limita: política, juros e renda formam o tripé de risco
- Instabilidade política / eleições
- 54,5%(48)
- Poder de compra / inadimplência
- 43,2%(38)
- Juros altos / crédito difícil
- 38,6%(34)
- Mão de obra qualificada
- 17%(15)
- Concorrência / guerra de preços
- 13,6%(12)
- Cenário geopolítico
- 8%(7)
- Matéria-prima: custo/falta
- 5,7%(5)
Leitura
- Instabilidade política, juros e poder de compra formam o núcleo do risco.
- O plano precisa combinar controle interno e leitura macro.
Pergunta com múltiplas menções; percentuais indicam incidência sobre a base total.
Comentários dos participantes
Tom predominante dos comentários válidos
- Neutro / informativo
- 41%
- Negativo / defensivo
- 41%
- Positivo / resiliente
- 15%
- Misto: cautela com expectativa
- 2%
Leitura
- A leitura é qualitativa: indica intensidade de percepção, não votação.
- Mesmo sob pressão, há relatos de resiliência e crescimento seletivo.
Base: 46 comentários substantivos, em 73 registros no campo aberto.
Comentários dos participantes
Vozes da base
46 comentários substantivos após limpeza, em 73 registros
Demanda e decisão de compra
“Consumidor vai na loja, faz orçamento, mas há demora na decisão de compra.”
Juros, crédito e bens duráveis
“Juros elevados, endividamento alto, eleições, travam investimentos.”
Custos e repasse
“Altas violentas em matéria-prima impactaram o negócio, pois está difícil a absorção pelo mercado.”
Mão de obra
“Maior problema enfrentado hoje é a falta de mão de obra em geral.”
Resiliência
“Temos um horizonte difícil, mas temos que fazer nossa parte.”
Perspectiva
“O ano de 2026 é o mais desafiador desde a pandemia.”
Frases selecionadas por representatividade temática; opiniões políticas foram tratadas como sinal de incerteza institucional, não como posição editorial.
Conclusão para decisores
O setor moveleiro entra no 2º semestre de 2026 com sentimento predominante de cautela: há demanda, mas ela está mais seletiva; há intenção de crescimento, mas ela depende de crédito, confiança e margem.
Para o decisor B2B, a recomendação é não esperar a retomada para agir. Em 2026, a vantagem competitiva tende a estar menos no volume e mais na qualidade da decisão: vender melhor, comprar melhor, financiar melhor e executar melhor.
Metodologia
As respostas foram agrupadas por sentido para corrigir variações de grafia e digitação. Nas perguntas com múltiplas marcações, cada fator citado foi contabilizado como menção.
As perguntas de custo tiveram respostas em formatos distintos; por isso a leitura combina tendência declarada e mediana das respostas numéricas.
O relatório não busca amostragem estatística nacional: funciona como termômetro de percepções de decisores B2B do setor.
Base: 88 respostas válidas. Percentuais calculados sobre a base total, salvo quando indicado.





