O setor moveleiro vive uma mudança silenciosa, mas profunda. Crescer já não depende apenas de produzir mais. Depende, sobretudo, de entender melhor o mercado.
Durante muitos anos, boa parte das empresas avançou apoiada em expansão de demanda e ganho de escala. No entanto, esse cenário mudou. Hoje, o ambiente é mais competitivo, mais sensível à margem e muito menos tolerante ao erro.
Por isso, a inteligência de mercado deixa de ser diferencial. Passa a ser condição para competir.
Esse movimento já aparece em análises recentes da própria Plataforma Setor Moveleiro, como no diagnóstico do varejo de móveis e colchões e no Índice de Desempenho do Setor Moveleiro. Ambos reforçam a mesma direção: decisões mais qualificadas serão determinantes.

Mais dados não significam mais decisão
À primeira vista, pode parecer que o setor já dispõe de informação suficiente. De fato, nunca houve tantos dados disponíveis. Ainda assim, muitas empresas continuam decidindo com base em percepções fragmentadas.
Em outras palavras, o problema não é falta de informação. É falta de informação organizada, validada e aplicável à decisão.
Na entrevista ao Vitrine Setor Moveleiro, Marcelo Prado resume esse ponto com clareza:
“Quando o mercado é mais competitivo e cresce menos, as decisões precisam ser muito mais assertivas.”
Além disso, ele reforça que o setor precisa de leitura estruturada, não apenas de dados soltos. Esse é o ponto de virada.

O custo invisível de decidir mal
Quando a empresa não enxerga o mercado com profundidade, os impactos aparecem rapidamente. Em muitos casos, surgem erros de mix, posicionamento ou canal.
Ao mesmo tempo, produtos passam a competir por preço. Consequentemente, a margem se deteriora.
Esse tema já foi explorado pela Plataforma em conteúdos como preço, valor e percepção. Afinal, quando a diferenciação não está clara, o mercado simplifica a decisão.
Por outro lado, empresas que entendem melhor o varejo e o consumidor conseguem construir vantagem competitiva mais consistente.

Melhores Marcas: mais do que reconhecimento, uma ferramenta de decisão
É nesse contexto que nasce o projeto Melhores Marcas no Varejo de Móveis e Colchões.
Embora o nome sugira um ranking, a proposta vai além. Trata-se de um painel estruturado para entender o desempenho real das marcas dentro do varejo multimarcas.
Na prática, o projeto combina:
- Pesquisa direta com gestores de lojas
- Metodologia auditada pelo IEMI
- Leitura qualitativa e quantitativa
- Análise por categorias e atributos
Ou seja, não se trata apenas de lembrar marcas. Trata-se de entender quais marcas performam melhor.
Marcelo Prado reforça esse ponto de forma direta:
“O giro, a frequência de venda e a margem que a marca proporciona são a essência do negócio.”

Do ranking ao reposicionamento
Mais importante do que reconhecer quem lidera é permitir que o mercado aprenda com esses líderes.
Por isso, o projeto cria uma oportunidade concreta de benchmarking. Empresas podem comparar desempenho, identificar gaps e ajustar estratégia.
Além disso, o painel permite enxergar com mais precisão:
- Quais marcas geram mais giro
- Quais sustentam margem
- Quais são mais recomendadas pelo varejo
- Quais têm maior percepção de valor
Consequentemente, a tomada de decisão deixa de ser intuitiva. Passa a ser orientada por evidência.

Marca volta ao centro da estratégia
Outro ponto essencial da entrevista está na valorização da marca.
Segundo Marcelo Prado:
“O principal ativo de uma empresa é a marca.”
Esse entendimento ganha ainda mais força em um setor onde produtos podem ser rapidamente comparados. Nesse cenário, a diferenciação não está apenas no produto. Está na percepção construída.
Portanto, entender como a marca é vista no varejo passa a ser decisivo.

Inteligência aplicada: do dado à ação
Para Carlos Bessa, o projeto representa uma evolução importante:
“Mais do que uma parceria, estamos propondo uma leitura mais qualificada do mercado moveleiro.”
Com isso, a inteligência deixa de ser algo distante. Passa a ser aplicada no dia a dia de quem decide.
Esse movimento também se conecta com estudos do IEMI, como a análise do varejo de móveis em transformação e os relatórios de mercado potencial.
Em ambos os casos, a conclusão é semelhante: o setor precisa ganhar precisão.

Uma agenda para quem quer crescer acima da média
Indústrias, varejistas e fornecedores têm diante de si um novo cenário. Crescer continua possível. No entanto, exige mais critério.
Por isso, iniciativas como o projeto Melhores Marcas ganham relevância. Elas ajudam o setor a sair da opinião e entrar na evidência.
Em outras palavras, ajudam a transformar informação em decisão.
Para acompanhar os próximos desdobramentos, acesse o portal da Plataforma Setor Moveleiro e o canal Vitrine Setor Moveleiro no YouTube.

