As feiras para arquitetos que trabalham com móveis têm ganhado espaço, principalmente, na agenda dos profissionais que atuam com projetos personalizados. Além de reunir fornecedores e lançamentos, esses eventos funcionam como ponto de encontro com outros nomes do mercado. Ainda assim, vale refletir: será que participar faz sentido para você agora? Neste artigo, você vai descobrir o que considerar antes de tomar essa decisão e entender como avaliar se a feira pode realmente agregar ao seu trabalho. Boa leitura!
Nos últimos anos, tem sido comum ver cada vez mais arquitetos circulando por feiras voltadas ao setor moveleiro.
Mesmo quando o foco principal do evento é a indústria, esses profissionais têm buscado acompanhar de perto o que há de novo em matéria-prima, acabamentos e soluções que podem ser aplicadas nos projetos.
A Fimma Brasil é um bom exemplo disso. Embora seja tradicionalmente uma feira voltada para fabricantes, a presença de arquitetos tem crescido a cada edição.
Nesse caso, os profissionais vão em busca de referências, conversam com fornecedores e tentam entender melhor como funciona a produção de móveis sob medida, algo que impacta, de forma direta, o resultado final de muitos trabalhos.

arquitetos circulando por feiras voltadas ao setor moveleiro
Mudança na forma de atuação dos arquitetos
Esse movimento mostra uma mudança na forma de atuação de quem projeta móveis, já que estar por dentro da cadeia produtiva tem ajudado muitos profissionais a propor soluções mais viáveis, alinhar expectativas com os clientes e até encontrar novas possibilidades de parceria.
Ao mesmo tempo, esse tipo de evento também oferece um olhar mais técnico sobre materiais e processos, o que amplia o repertório e dá mais segurança na hora de tomar decisões dentro do projeto.
Mesmo para quem não atua diretamente na fabricação, entender essas etapas pode fazer diferença no dia a dia.

O que os arquitetos devem considerar ao avaliar se a feira moveleira é o evento ideal?
De acordo com Diego Machado, diretor de comunicação da Movergs (Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul), decidir se uma feira moveleira faz sentido para o trabalho do arquiteto envolve olhar com atenção para o que o evento oferece.
Antes de confirmar presença, portanto, é importante analisar quem são os expositores, quais segmentos estarão presentes e se os produtos apresentados têm relação com o tipo de projeto que costuma ser desenvolvido no escritório.
Nesse sentido, Machado ressalta que, quando o objetivo é pensar soluções para móveis sob medida, faz diferença encontrar fornecedores que atuam diretamente com esse tipo de demanda.
A Fimma Brasil 2025 como ponto de encontro
A Fimma Brasil 2025, por exemplo, deve reunir empresas de diferentes partes da cadeia moveleira, incluindo fabricantes de chapas, acessórios, ferragens, iluminação e acabamentos.
Para o diretor de comunicação da Movergs, esse é um dos motivos pelos quais a feira chama a atenção dos arquitetos que trabalham com mobiliário. “Esta edição da Fimma será o ambiente perfeito para arquitetos que trabalham com projetos de mobiliário, porque vai reunir os principais fornecedores do setor”, afirma.

Espaços voltados à inovação e à tecnologia
Outro ponto que pode ajudar na avaliação, conforme Machado, é a presença de espaços voltados à inovação e de uma programação com conteúdo técnico.
Quando a feira oferece palestras, painéis e discussões sobre design, materiais ou processos produtivos, o arquiteto tem a chance de aprofundar o conhecimento e entender melhor o que está por trás das soluções oferecidas.
Também é útil considerar se há lançamentos ou tecnologias novas que possam abrir caminhos diferentes na hora de pensar os móveis. Mesmo que nem tudo seja aplicado de imediato, acompanhar essas movimentações ajuda a manter o olhar atualizado.
A feira, nesse caso, funciona como um espaço de observação e contato direto com quem produz, o que pode enriquecer o trabalho do arquiteto e, em alguns casos, gerar conexões que vão além da visita ao estande.

ou processos produtivos, o arquiteto tem a chance de aprofundar o conhecimento
Como os eventos presenciais podem oferecer uma experiência mais completa?
Quem participa de uma feira presencial sente na prática a diferença que esse tipo de contato proporciona.
Segundo o diretor de comunicação da Movergs, ver os materiais ao vivo, tocar as superfícies, observar os acabamentos e entender proporções com os próprios olhos ajuda o arquiteto a tomar decisões mais seguras na hora de projetar.
“Os eventos presenciais entregam uma experiência bem mais rica do que o contato digital”, complementa Machado.
Além do contato direto com os produtos, o ambiente da feira também favorece trocas com fornecedores e fabricantes. É uma oportunidade de conversar, tirar dúvidas, negociar e entender como determinada solução pode se encaixar no projeto.
Machado reforça esse ponto ao destacar que “esse ambiente também favorece trocas diretas com fornecedores, esclarecimento de dúvidas, negociação, relacionamento e até parcerias que dificilmente aconteceriam só por e-mail ou redes sociais”.

prática a diferença que esse tipo de contato proporciona
Conexões e soluções
Nesse sentido, a experiência presencial contribui para que o arquiteto volte ao escritório com novas possibilidades na bagagem, tanto em termos técnicos quanto em termos de conexão com quem está por trás dos produtos.
Na Fimma Brasil 2025, esse cenário deve ser ainda mais favorável, já que a feira vai reunir empresas de diferentes segmentos do setor moveleiro, o que amplia as chances de encontrar soluções alinhadas com as demandas dos projetos.
“A feira será ainda mais completa em 2025 para os profissionais do setor moveleiro, incluindo arquitetos”, afirma. Para muitos profissionais, esse contato direto, feito no estande, acaba sendo o ponto de partida para ideias e colaborações que seguem além do evento.

possibilidades na bagagem, tanto em termos técnicos quanto em termos de conexão
Quais são os diferenciais que uma feira deve ter para agregar valor aos arquitetos?
Para que um evento do setor moveleiro faça sentido na rotina de arquitetos que lidam com projetos de móveis sob medida, precisa oferecer experiências que vão além da visita a estandes.
Ver lançamentos ao vivo, acompanhar demonstrações técnicas, trocar ideias com outros profissionais e entender, na prática, como aplicar cada solução no projeto são pontos que fazem diferença.
Como destaca Machado, “para que uma feira realmente faça a diferença no dia a dia de quem trabalha com móveis sob medida, ela precisa ir além da vitrine”.
Dessa forma, o diretor de comunicação ressalta que o evento só agrega de verdade quando proporciona acesso a marcas relevantes, apresenta novidades em primeira mão e cria oportunidades de troca, seja por meio de uma palestra técnica, de uma conversa no estande ou mesmo de encontros informais.

profissionais e entender como aplicar cada solução no projeto são pontos que fazem diferença
Novas ideias e soluções para o dia a dia
“O importante é que o profissional saia da feira com ideias novas, contatos e soluções que possa aplicar de verdade nos projetos”, afirma. Esse tipo de retorno, para Machado, é o que justifica o deslocamento, o tempo investido e a dedicação à visita.
Na visão do diretor de comunicação, a Fimma Brasil atende a todos esses pontos ao reunir os principais fornecedores nacionais e internacionais da cadeia de madeira e móveis.
“Isso tudo a Fimma Brasil oferece com maestria, pois reúne os principais fornecedores nacionais e internacionais da cadeia produtiva de madeira e móveis”, completa. Com essa estrutura, a feira é considerada um espaço útil para quem quer ir além da inspiração e levar novidades aplicáveis para o dia a dia do escritório.

fornecedores nacionais e internacionais da cadeia de madeira e móveis
Como a Fimma Brasil atende às demandas de arquitetos que atuam com móveis?
O crescimento da presença de arquitetos na Fimma Brasil tem relação com o movimento de aproximação entre esses profissionais e a indústria moveleira.
Por isso, a organização da feira tem buscado ampliar as conexões e atender a diferentes perfis de visitantes, incluindo aqueles que atuam com projetos personalizados. “Entendemos que arquitetos são públicos importantes para o setor moveleiro”, afirma Machado.
Embora o evento mantenha uma forte presença de expositores voltados à indústria e grandes marcenarias, há uma atenção crescente a segmentos que conversam com o trabalho feito no dia a dia dos escritórios.
Assim, materiais, acabamentos, acessórios e soluções que impactam diretamente o resultado dos projetos ganham cada vez mais espaço.
“A Fimma tem forte presença de expositores de máquinas e soluções voltadas para indústrias e grandes marcenarias, mas também contempla segmentos que se conectam ao dia a dia de profissionais que trabalham com mobiliário, como arquitetos e designers”, destaca.

o movimento de aproximação entre esses profissionais e a indústria moveleira
Novos segmentos e programação completa
De acordo com o diretor de comunicação da Movergs, a edição de 2025 vai contar com o dobro da área, novos segmentos e uma programação de palestras voltada à atualização profissional.
“Serão mais expositores, novos segmentos, formando um ecossistema de oportunidades para arquitetos que buscam fornecedores para os seus projetos”, completa. Com esse formato, a Fimma amplia a relevância para quem busca soluções aplicáveis e contato direto com quem desenvolve os produtos usados na criação dos móveis.

novos segmentos e uma programação de palestras voltada à atualização profissional
Como os organizadores avaliam o retorno que o arquiteto pode ter ao visitar a Fimma?
A presença de arquitetos na Fimma tem sido vista pelos organizadores como um movimento positivo para todos os envolvidos. Para Machado, esses especialistas contribuem com olhares atualizados sobre as demandas do cliente final, enquanto ganham repertório ao acompanhar de perto as soluções mais recentes do setor.
“Profissionais como arquitetos e designers atuam na ponta, diretamente com o cliente, seja indústria, seja usuário final. Por isso, têm percepções valiosas sobre tendências que de fato estão na preferência dos usuários”, afirma.
Ao circular pelos corredores da feira, o arquiteto entra em contato com tecnologias, matérias-primas e processos produtivos que, muitas vezes, não estão visíveis no dia a dia do escritório.
Benefícios para os arquitetos
Essa aproximação, por sua vez, ajuda a encontrar caminhos mais práticos na hora de projetar e também favorece parcerias com quem fabrica, distribui ou desenvolve soluções para móveis.
“Ao mesmo tempo, para esses profissionais é enriquecedor conhecer o que existe de mais atual em máquinas, tecnologia e insumos, podendo entender a realidade do setor produtivo”, destaca Machado.
Segundo o diretor de comunicação, esse ambiente de troca é um dos maiores diferenciais da Fimma. “Costumamos dizer que a própria feira é uma experiência de inovação, afinal, a feira conta com todas as soluções para o setor moveleiro em um só lugar”, destaca.

organizadores como um movimento positivo para todos os envolvidos
Oportunidades que vão além do evento
Machado também reforça que o contato entre expositores e visitantes de diferentes perfis ajuda a abrir espaço para conversas mais ricas, novas ideias e oportunidades que seguem mesmo depois do evento.
“Ter arquitetos visitando a Fimma é bastante vantajoso tanto para expositores quanto para visitantes, pois cria-se um ambiente ainda mais favorável às trocas de conhecimento, experiências do mercado e prospecção de parcerias”, finaliza.
