Evento realizado durante a ForMóbile 2026 apresentou a pesquisa do IEMI sobre o varejo multimarcas e conectou os resultados a ações práticas de posicionamento, trade, conteúdo e gestão de marca propostas pela Plataforma Setor Moveleiro.
Resumo do evento
O projeto Melhores Marcas no Varejo de Móveis foi apresentado durante a ForMóbile 2026 com foco em uma questão central para o setor: o que torna uma marca mais vendável no varejo multimarcas?
A iniciativa reuniu a pesquisa de mercado do IEMI – Inteligência de Mercado e a leitura estratégica da Plataforma Setor Moveleiro. Assim, o evento mostrou como dados podem apoiar decisões melhores para fabricantes, fornecedores e empresas que disputam espaço no ponto de venda.
Além disso, o encontro contou com o patrocínio da Feira ForMóbile e da Cyncly Brasil — Promob e Focco, marcas que apoiaram a construção de uma agenda voltada à inteligência, tecnologia e competitividade no setor moveleiro.
Uma nova leitura sobre o valor das marcas
A proposta do evento foi ir além da lembrança de marca. Afinal, no varejo multimarcas, uma marca forte não é apenas a mais conhecida. Ela precisa ser comprada pelo lojista, recomendada pelo vendedor, compreendida pelo consumidor e vendida com giro e margem no PDV.
Por isso, a pesquisa apresentada por Marcelo Prado, diretor do IEMI, avaliou a força das marcas a partir da visão de quem convive diariamente com o mercado: o lojista multimarcas.
Essa abordagem torna o estudo especialmente relevante. Em vez de medir apenas popularidade, a pesquisa observa fatores que influenciam a decisão de compra do varejo. Entre eles estão desempenho na loja, relacionamento comercial, logística, operação, pós-venda e capacidade de gerar valor para o canal.
O tamanho do varejo de móveis no Brasil
A apresentação do IEMI mostrou a dimensão do mercado brasileiro de móveis. Em 2025, o varejo de móveis movimentou R$ 118,3 bilhões e comercializou 389,3 milhões de peças. O canal multimarcas respondeu por R$ 48,7 bilhões e 172,4 milhões de peças.
Portanto, entender o canal multimarcas é essencial para qualquer empresa que atua na indústria moveleira. Esse canal é amplo, pulverizado e presente em milhares de cidades. Além disso, ele funciona como um termômetro real da aceitação das marcas no ponto de venda.
A pesquisa também mostrou que o varejo especializado segue relevante, mesmo com o avanço dos canais digitais. A loja física continua sendo ambiente de demonstração, comparação, confiança e fechamento da venda.
Mais de 700 marcas avaliadas
Outro dado importante foi a abrangência da pesquisa. Segundo a apresentação, cada lojista avaliou as quatro melhores marcas de móveis comercializadas em sua loja por linha de produto. Ao todo, mais de 700 marcas foram avaliadas.
Para entrar no ranking, a marca precisou ser eleita por um número mínimo de clientes. Com isso, o estudo buscou maior consistência na leitura dos resultados.
Essa metodologia aproxima a pesquisa da realidade do varejo. Afinal, o lojista avalia a marca não apenas pelo produto, mas também pela sua capacidade de gerar venda, margem, confiança e suporte.
O que torna uma marca mais vendável?
Os resultados apresentados indicam que estar bem posicionada no ponto de venda é uma condição importante para estar entre as melhores marcas para se vender.
De acordo com o IEMI, a marca líder na loja precisa alcançar, em média, 30% de share no cliente. Já para estar entre as três primeiras marcas, o patamar mínimo médio é de 22%.
No entanto, participação no ponto de venda não nasce por acaso. Ela depende de um conjunto de atributos. Entre os principais fatores estão atratividade para o consumidor, bom giro de produtos, margem efetiva para o lojista, trabalho de trade no PDV, boa performance na venda online da loja e ética na competição entre canais.
Relacionamento comercial pesa na decisão do lojista
A pesquisa também mostrou que o relacionamento comercial tem forte impacto na avaliação das marcas. Para confiar em uma marca, o lojista precisa de previsibilidade e cumprimento de promessas.
Nesse ponto, as marcas melhor avaliadas se destacaram por flexibilidade, transparência e parceria com seus clientes multimarcas.
Portanto, a disputa por espaço no varejo não depende apenas de preço ou produto. Ela também envolve qualidade da relação comercial, clareza de comunicação, atendimento do representante e capacidade de resolver problemas.
Logística e pós-venda também definem valor
A logística apareceu como outro fator decisivo. Cumprimento dos prazos, pontualidade, acuracidade dos pedidos, qualidade da entrega e facilidade de troca ou devolução foram aspectos destacados na avaliação.
Além disso, o pós-venda se mostrou essencial para fortalecer a confiança do canal. Suporte digitalizado, suporte humanizado, rapidez na resolução de problemas e flexibilidade ajudam a construir uma relação mais segura com o varejo.
Assim, a marca deixa de ser avaliada apenas pelo que promete. Ela passa a ser avaliada pelo que entrega em toda a jornada com o lojista.
Qualidade, mix, giro e margem diferenciam as melhores marcas
Entre os atributos mais citados nas melhores marcas estão qualidade dos produtos, boa variedade de mix, ótimo giro na loja, marca conhecida no mercado, margem adequada e política comercial consistente.
Por outro lado, os lojistas também indicaram pontos que dificultam a evolução de muitas marcas. Entre eles estão demora na resolução de problemas, preço alto, baixa frequência de visita do representante, inflexibilidade na negociação, problemas de prazo, margem apertada, baixo giro e pouca variedade de mix.
Desse modo, a pesquisa deixa uma mensagem direta para a indústria e para os fornecedores: o varejo multimarcas não compra apenas produto. Ele compra uma entrega completa.
Os adquirentes da pesquisa terão acesso a um ranking com a posição de sua marca em 17 indicadores diferentes permitindo, permitindo conhecer a fundo suas forças e fraquezas frente aos concorrentes, na visaão de seus clientes. Os interessados podem enviar uma mensagem para o whatsupp 41 9 9142-0660 com a mensagem: “Pesquisa”
Da pesquisa à ação
Na segunda parte do evento, Carlos Bessa, fundador da Plataforma Setor Moveleiro, apresentou a palestra “Da Pesquisa à Ação”.
A apresentação conectou os resultados do IEMI a uma agenda prática para marcas que desejam performar melhor no varejo multimarcas. A mensagem central foi simples: dados só geram valor quando viram decisão.
A pesquisa mostra como o varejo enxerga as marcas. Porém, a estratégia começa quando cada empresa interpreta esses sinais de acordo com sua realidade. Isso inclui canal, mix, região, faixa de preço, equipe comercial, presença no PDV e proposta de valor.
O varejo multimarcas virou filtro estratégico
Segundo a leitura apresentada por Carlos Bessa, o varejo multimarcas se tornou um filtro estratégico para a indústria. O lojista não quer apenas mais uma marca no mix. Ele quer marcas que ajudem a vender melhor.
Isso significa girar estoque, proteger margem, reduzir problemas e facilitar a venda.
Portanto, a indústria não disputa apenas produto. Ela disputa atenção, espaço, recomendação, confiança e preferência dentro da loja.
A marca precisa ajudar o lojista a vender
Um dos pontos mais fortes da palestra foi a ideia de que o lojista compra desempenho. Antes de incluir ou ampliar uma marca no mix, ele quer saber se o produto gira, se dá margem, se tem suporte, se entrega bem e se o vendedor consegue explicar o diferencial.
Esse ponto muda a forma como a indústria deve se comunicar. Não basta falar apenas de qualidade, tecnologia ou design. É preciso mostrar como a marca melhora o negócio do varejo.
Além disso, o ponto de venda se tornou um campo de prova. Se a promessa da marca não se sustenta na loja, o discurso institucional perde força.
Seis alavancas para melhorar a performance no PDV
A palestra organizou a resposta estratégica em seis alavancas de ação.
A primeira é o posicionamento claro. Marcas que tentam ser tudo para todos perdem força. O varejo precisa entender o papel da marca no mix.
A segunda é a proposta de valor para o lojista. A marca precisa provar como melhora o negócio do varejo, não apenas como fabrica melhor.
A terceira é o mix com lógica comercial. Menos catálogo confuso e mais linhas com função clara: entrada, giro, margem, imagem, diferenciação e recorrência.
A quarta é a presença e exposição no PDV. A marca precisa estar nos pontos certos, bem exposta e com leitura visual capaz de comunicar valor.
A quinta é o treinamento e argumento de venda. No varejo multimarcas, o vendedor pode acelerar ou bloquear uma marca. Por isso, ele precisa entender o diferencial e ter argumentos simples para vender com segurança.
A sexta é a gestão por dados. Medir giro, margem, exposição, ruptura, reclamação, recompra e recomendação deixa de ser opção. Torna-se uma rotina necessária para competir melhor.
Dados, interpretação e conteúdo para decisão
O evento também reforçou o valor da parceria entre IEMI e Plataforma Setor Moveleiro.
O IEMI contribui com metodologia, pesquisa, banco de dados e inteligência estruturada. Já a Plataforma Setor Moveleiro amplia essa entrega ao transformar dados em conteúdo relevante, interpretação setorial e comunicação voltada ao público B2B moveleiro.
Dessa forma, a parceria aproxima pesquisa e prática. De um lado, os dados mostram como o varejo percebe as marcas. De outro, a análise editorial ajuda empresas a transformar sinais de mercado em decisões sobre marca, mix, trade, conteúdo, PDV e relacionamento com o canal.
Patrocinadores reforçam a agenda de inovação
O apoio da ForMóbile e da Cyncly Brasil — Promob e Focco reforçou o caráter estratégico do encontro.
A ForMóbile é um dos principais ambientes de negócios, relacionamento e inovação da cadeia moveleira. Já a Cyncly Brasil, por meio de marcas como Promob e Focco, está ligada a soluções tecnológicas para projeto, venda, fabricação e gestão.
Ao apoiarem o projeto, os patrocinadores ajudam a fortalecer uma agenda importante para o setor: unir dados, tecnologia, conteúdo e decisão estratégica.
Uma nova régua para avaliar marcas
Mais do que apresentar um ranking, o projeto Melhores Marcas no Varejo de Móveis propõe uma nova régua para avaliar marcas no setor moveleiro.
Essa régua considera quem compra, expõe, vende, recomenda e convive diariamente com o consumidor final. Por isso, ela é especialmente útil para empresas que desejam melhorar sua atuação no canal multimarcas.
A principal conclusão do evento foi objetiva: marca forte é aquela que melhora a vida do lojista, reduz o esforço do vendedor, aumenta a confiança do consumidor e transforma presença no PDV em desempenho comercial.
Em um mercado mais seletivo, informação relevante não é acessório. É ferramenta de decisão.
