A Plataforma Setor Moveleiro chega ao seu sexto ano de atividade reafirmando um compromisso que, desde o início, norteia sua presença no mercado: levar conteúdo relevante para a tomada de decisões no setor moveleiro B2B. Agora, porém, esse compromisso entra em uma nova fase. A parceria com o IEMI não surge como um gesto institucional isolado. Ao contrário, ela nasce como resposta direta a um ambiente mais exigente, mais competitivo e menos tolerante ao improviso.
Em um mercado no qual o crescimento já não vem “por inércia”, a diferença entre avançar e perder espaço passa, cada vez mais, pela qualidade da leitura estratégica. Por isso, a nova parceria entre Plataforma Setor Moveleiro e IEMI coloca no centro da conversa uma questão que se tornou decisiva: como transformar informação dispersa em inteligência realmente útil para a indústria e para o varejo? (Clique para assistir a entrevista na integra)
Essa pergunta dialoga, inclusive, com leituras que a própria Plataforma já vem aprofundando, como o diagnóstico do varejo de móveis e colchões em 2025 e projeções para 2026, o cenário 2026 e o caminho estratégico para a cadeia B2B de móveis e colchões e o Índice de Desempenho do Setor Moveleiro 2025/2026, que já apontavam um setor mais seletivo, pressionado e dependente de decisões mais qualificadas.
Quando o mercado cresce menos, decidir melhor deixa de ser diferencial
Durante anos, parte relevante da cadeia moveleira operou em um contexto no qual a expansão do mercado ajudava a acomodar erros, ineficiências e decisões pouco refinadas. Hoje, esse cenário mudou. O crescimento é mais lento, a competição é mais dura, a oferta é maior e a margem ficou mais sensível a erros de posicionamento, mix, canal e construção de valor.
Na prática, isso significa que a empresa já não pode depender apenas da leitura macro do setor. Ela precisa entender onde estão as oportunidades reais por categoria, região, perfil de consumidor, faixa de preço e canal de venda. Precisa, ainda, separar aquilo que é tendência estrutural daquilo que é apenas ruído de mercado.
É exatamente nesse ponto que a parceria ganha relevância. O IEMI entra com base técnica, inteligência, metodologia e capacidade de pesquisa. Já a Plataforma Setor Moveleiro entra com curadoria editorial, linguagem acessível, capilaridade e conexão direta com os decisores do setor. Em outras palavras: não se trata apenas de produzir informação, mas de torná-la compreensível, aplicável e acionável.

O problema não é falta de informação. É falta de informação organizada, validada e útil
O setor vive hoje uma contradição clara. De um lado, há mais dados, mais sinais e mais conteúdo circulando. De outro, boa parte das empresas segue tomando decisões com base em percepção parcial, generalizações ou referências que não conversam com o seu nicho real.
Além disso, muitas decisões ainda são orientadas por uma visão excessivamente interna: produção, capacidade instalada, logística, custo e preço. Tudo isso é importante. No entanto, não basta. Sem entender o que acontece no ponto de venda, como a marca é percebida, quais atributos geram giro e quais elementos sustentam margem, a empresa corre o risco de fazer mais do mesmo — e, consequentemente, competir apenas por preço.
Não por acaso, esse debate conversa com conteúdos já publicados pela Plataforma sobre análise de dados aplicada ao varejo moveleiro e sobre marca forte no mercado moveleiro B2B. Afinal, quando o mercado não entrega crescimento robusto, marca, inteligência e diferenciação deixam de ser ornamento e passam a ser parte central da estratégia.

Do macro ao micro: onde a competitividade realmente se decide
Um dos pontos mais relevantes trazidos por Marcelo Prado na entrevista está na passagem do macro para o micro. O Brasil é heterogêneo demais para ser lido como um bloco uniforme. Estados crescem em ritmos distintos. Municípios têm dinâmicas próprias. Categorias reagem de maneiras diferentes. Canais operam com lógicas específicas. E consumidores valorizam atributos que mudam conforme contexto, renda, uso e expectativa.
Quando a empresa não mergulha nesse nível de leitura, ela pode até conhecer sua fábrica, sua operação e seus clientes diretos. Ainda assim, continuará sem entender com profundidade o que move a compra no varejo, o que torna uma marca insubstituível para o lojista e o que, de fato, sustenta valor percebido no mercado.
Esse raciocínio também encontra respaldo em conteúdos recentes do IEMI sobre duas décadas do setor de móveis e colchões, sobre o varejo de móveis em transformação e nos estudos IEMI para o mercado de móveis e colchões, que reforçam a necessidade de leitura mais segmentada, combinando mercado, varejo e comportamento.

Melhores Marcas no Varejo de Móveis e Colchões: mais do que um ranking, um painel de valor
O coração visível dessa parceria é o painel Melhores Marcas no Varejo de Móveis e Colchões. No entanto, seria um erro reduzi-lo a um simples ranking de lembrança. O que está em construção é um observatório do desempenho das marcas no varejo multimarcas, a partir da visão de quem convive diariamente com giro, reposição, margem, atratividade, política comercial, relacionamento e performance no ponto de venda.
Isso muda bastante o nível da conversa. Em vez de perguntar apenas “quem é mais conhecida?”, o painel passa a perguntar “quais marcas realmente funcionam melhor para o lojista?” e “por que elas funcionam?”.
Entre os sinais observados, entram temas como presença no ponto de venda, share dentro da loja, giro, atratividade, capacidade de deixar margem na mesa, relacionamento comercial, reposição, atendimento e percepção de valor. Portanto, a proposta não é apenas premiar. É gerar benchmark. É mostrar o que diferencia as marcas que se tornam relevantes, desejadas e insubstituíveis para o varejo.

Quando a marca deixa de ser discurso e passa a ser ativo
Talvez o ponto mais forte da entrevista esteja na defesa da marca como maior ativo da empresa. Máquinas, prédios, estoque e estrutura importam. Contudo, são ativos tangíveis. Já a marca é o ativo que pode multiplicar valor, proteger margem, sustentar preferência e ampliar a perenidade do negócio.
Esse ponto é especialmente importante no setor moveleiro. Em muitos casos, inovação de produto, ferragens, acabamentos e recursos técnicos acabam sendo rapidamente acompanhados por concorrentes. Quando isso acontece, o jogo volta para preço — a menos que exista construção de marca, percepção de valor e estratégia de diferenciação.
Por isso, a parceria entre IEMI e Plataforma Setor Moveleiro é relevante também no plano cultural. Ela não entrega apenas dados. Ela ajuda a empurrar o setor para uma visão mais madura, na qual informação, construção de marca e leitura de mercado passam a ser entendidas como ferramentas de competitividade, e não como luxo reservado a poucas empresas.

O que indústria e varejo podem ganhar com essa nova agenda
Para a indústria, o ganho está em enxergar melhor onde crescer, com quem crescer e como construir valor acima da média do mercado. Para o varejo, o benefício está em qualificar a escolha das marcas com as quais trabalha, entender quais realmente giram, quais sustentam margem e quais ajudam a compor um mix mais competitivo.
Além disso, o projeto abre espaço para uma mudança importante: sair da leitura genérica do setor e avançar para decisões mais precisas por categoria, perfil de loja, política de canais, faixa de preço, região e contexto competitivo. Ou seja, sair do “mercado como média” e entrar no “mercado como oportunidade real”.
Esse movimento, aliás, conversa com um histórico que a Plataforma já construiu ao lado de Marcelo Prado e do IEMI, como mostra o conteúdo Mercado de móveis e colchões no Brasil: oportunidades e desafios. Agora, porém, a proposta avança de forma mais estruturada, com método, escala e desdobramentos práticos para quem precisa decidir melhor.

Uma parceria que marca os 6 anos da Plataforma com coerência de propósito
Há aniversários que pedem celebração. Outros pedem direção. No caso da Plataforma Setor Moveleiro, os seis anos chegam acompanhados de um movimento que combina os dois. Ao mesmo tempo em que reforça sua trajetória, a plataforma também explicita para onde quer ir: conteúdo mais útil, leitura mais profunda e contribuição mais concreta para a tomada de decisões.
A parceria com o IEMI faz sentido justamente porque amplia esse propósito. Em vez de repetir diagnósticos genéricos, ela busca transformar inteligência em ferramenta prática. Em vez de deixar a informação restrita a poucos, tenta democratizar seu acesso de forma mais didática, segmentada e funcional. E, sobretudo, em vez de tratar marca, varejo e dados como assuntos separados, passa a reuni-los numa mesma agenda estratégica.
Para um setor que já não pode crescer por inércia, isso não é detalhe. É direção.

