Esta retrospectiva 2025 do setor moveleiro não é a soma de manchetes soltas. Pelo contrário: foi um ano de camadas. Por um lado, a base doméstica manteve resiliência; por outro, custo do capital, pressão de custos e novas regras (tributárias e comerciais) elevaram o preço do erro. Como resultado, 2025 acelerou uma mudança de postura: menos romantização do “crescer” e mais disciplina do “performar”.
Ao longo do ano, a leitura combinada do que esteve em evidência na Plataforma Setor Moveleiro, nas publicações do IEMI – Inteligência de Mercado e na agenda institucional da ABIMÓVEL revelou um setor operando em “gestão de guerra”: mais foco em eficiência, em inteligência e em proteção de margens — sem abrir mão de design e valor agregado como estratégia.
Em outras palavras, esta é uma síntese executiva: o que dominou 2025, por que ganhou tração e o que isso já sinaliza para 2026.
Retrospectiva 2025 do setor moveleiro: os temas que definiram o ano
- Eficiência e produtividade como agenda de sobrevivência e margem
- Canal e execução comercial: demanda mais seletiva e cobrança por consistência
- Móveis planejados: menos volume, mais valor (e serviço)
- Reforma Tributária: de debate macro para checklist operacional
- Exportações: promoção + barreiras no mesmo ciclo
- Design, tecnologia e ESG: valor percebido como defesa competitiva
O ano do ajuste fino: caixa, custo e capacidade produtiva
Em primeiro lugar, 2025 consolidou um ponto essencial: a empresa que não mede, não governa. A pressão simultânea de juros, custos e mão de obra tornou a gestão mais técnica e menos opinativa. Nesse contexto, pesquisas B2B do próprio ecossistema, como a Enquete do Setor Moveleiro 2025, ajudaram a explicitar um cenário misto de desempenho e uma lista objetiva de gargalos.
Na prática, esse “triângulo de pressão” deixou de ser pano de fundo e virou agenda diária. Por isso, ganhou força a migração do debate “tecnologia é tendência” para “tecnologia é caixa”: conteúdos como Indústria Moveleira 4.0 e ROI da automação passaram a entrar no repertório de decisão, não apenas no discurso.
Além disso, o setor reforçou o uso de dados para calibrar estratégia e reduzir risco. Um exemplo é a análise do IEMI em Mercado de móveis em análise: perspectiva do IEMI, que ajuda a amarrar cenário, estrutura e tomada de decisão.
Demanda existe, mas o mercado cobrou execução (e canal)
Em seguida, ficou claro que a demanda não desapareceu — ela ficou mais exigente. Ou seja, a pauta “demanda existe” passou a conviver com “demanda compra de quem entrega”: prazo, serviço, consistência e produto certo para o público certo.
Por esse motivo, análises sobre varejo e distribuição ganharam peso. O IEMI reforça essa lógica em leituras como Produção de móveis cresce 9,1% e varejo especializado ganha destaque e IEMI mapeia atual cenário do setor moveleiro, conectando desempenho a canal e consumo.
Dito isso, o conteúdo setorial também virou ferramenta de suporte decisório. Dentro da Plataforma, esse eixo se consolidou em materiais como O Grande Reajuste e no Índice de Desempenho do Setor Moveleiro 2025/2026, fortalecendo um ponto: o mercado passou a remunerar mais a execução do que a promessa.
Planejados como síntese do novo jogo: menos volume, mais valor
Na sequência, um segmento sintetizou o novo jogo competitivo: móveis planejados. Em termos simples, 2025 consolidou a lógica “volume aperta, valor sustenta”. Por isso, a pauta ganhou tração: ela combina personalização, serviço, proposta de valor e disciplina operacional.
A Plataforma aprofundou esse debate em O cenário paradoxal dos móveis planejados no Brasil. Ao mesmo tempo, o IEMI reforça o peso econômico do segmento em Estudo do Mercado Potencial de Móveis Planejados 2025 e em leituras editoriais como Mercado de móveis planejados em alta.
Em outras palavras: em 2025, competir só por escala ficou mais arriscado; competir por valor agregado virou defesa de margem.
Reforma Tributária: a pauta “macro” que virou checklist operacional
Por outro lado, 2025 também foi o ano em que a Reforma Tributária saiu do abstrato e entrou no planejamento real. A ABIMÓVEL tratou o tema em formato aplicável no conteúdo Reforma Tributária: o que muda para a indústria moveleira e como se preparar, reforçando o foco em adaptação prática.
Vale destacar: o impacto não é apenas alíquota. Ele atravessa crédito, formação de preço, compliance, contratos e cadeia. Assim, “esperar para ver” passou a ser uma estratégia cara — especialmente quando o mercado já precifica a mudança no comportamento do comprador e do canal.
Comércio exterior em tensão: promoção + barreiras no mesmo ano
Enquanto isso, o comércio exterior viveu dois vetores simultâneos. Primeiro, a intensificação de promoção e inteligência, com destaque para a Plataforma de Business Intelligence (BI) da ABIMÓVEL e conteúdos como Conheça a Plataforma de BI da ABIMÓVEL.
Segundo, o aumento do risco e das barreiras, com leituras setoriais como Tarifa de 50% dos EUA: impactos no setor e posicionamentos como o Comunicado da ABIMÓVEL.
Além disso, a Plataforma também aprofundou o tema em Exportação de móveis Brasil–EUA. E, apesar do ambiente mais complexo, os resultados seguiram no radar, como em Exportações de móveis e colchões crescem 5,5% no 1º trimestre de 2025.
Em síntese: exportar continuou sendo oportunidade — porém, com necessidade de método, inteligência e gestão de risco.
Design e tecnologia: inovação como ferramenta de margem
Do mesmo modo, design e tecnologia deixaram de ser “assunto de inspiração” e passaram a ser ferramenta de margem. O setor discutiu mais integração entre desenvolvimento e chão de fábrica, produtividade e valor percebido — isto é, inovação aplicada ao resultado.
Pelo lado institucional, a ABIMÓVEL reforça o design como vetor competitivo em Projeto Design BRASIL + INDÚSTRIA e em ativações como Mostra Design + Indústria e ICFF 2025.
Já na inteligência setorial, o IEMI reforça diretrizes e panorama em Brasil Móveis 2025 e em Relatório Brasil Móveis, conectando competitividade a dados e estrutura produtiva.
ESG, sustentabilidade e economia circular: de diferencial para condição de acesso
Além do mais, a agenda ESG avançou em duas frentes: reputação e competitividade — sobretudo quando conectada a eficiência de recursos, rastreabilidade e acesso a mercados.
A Plataforma sustenta esse eixo em conteúdos como Sustentabilidade na produção de móveis, Economia circular no setor moveleiro e Agenda ESG.
Em termos práticos, a mensagem que 2025 reforçou é simples: sustentabilidade bem aplicada reduz desperdício, melhora eficiência e fortalece valor de marca — com efeito direto em preço e canal.
Feiras e ecossistemas: produtividade, conversão e inteligência no centro
Por fim, as feiras foram menos sobre “estar presente” e mais sobre “estar preparado”. A cobertura da Fimma Brasil 2025 consolidou o evento como termômetro de soluções, produtividade e negócios — e como palco onde temas estruturais aparecem com força.
Além disso, o setor também debateu evolução e formatos em Feiras e eventos moveleiros: o futuro, reforçando a necessidade de inteligência e conversão, não apenas visibilidade.
O que 2025 deixa como agenda real para 2026
Se 2025 teve uma palavra-chave, foi “maturidade”. Maturidade na leitura do mercado, na gestão de custos, no uso de dados e na disciplina de execução. Por isso, a agenda de 2026 não começa em janeiro: ela começou quando 2025 obrigou o setor a ser mais técnico e menos reativo.
- Operação primeiro: produtividade, custo oculto, padronização e automação como plano anual, reforçado por ROI da automação e Indústria 4.0.
- Valor agregado como defesa de margem: design + serviço + narrativa técnica, com apoio de Design BRASIL + INDÚSTRIA.
- Tributos e comércio exterior no radar do CEO: preparação ativa e simulação de cenários, com base em Reforma Tributária e no bloco de tarifas/exportação.
- Inteligência aplicada: decisões melhores com dados, usando referências como Plataforma de BI e Brasil Móveis 2025.
- ESG e circularidade como competitividade: eficiência, reputação e acesso a mercados, sustentado por Economia circular e Agenda ESG.
Conclusão: 2025 foi o ano em que o setor moveleiro deixou mais claro o que separa empresas resilientes de empresas vulneráveis: método. Método na operação, método na estratégia, método na inteligência e método para atravessar mudanças tributárias e choques externos sem perder margem, reputação e capacidade de investimento.
Quer aprofundar sua estratégia para 2026?
Receba nossos relatórios, análises e materiais exclusivos com foco em decisão B2B no setor moveleiro. Cadastre-se para acessar conteúdos que ajudam a reduzir risco, proteger margens e acelerar performance.
