A Fimma Brasil 2025 mostrou por que é um dos maiores encontros da cadeia de móveis, reunindo mais de 300 marcas e 20.750 visitantes de 31 países. Durante quatro dias, Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, foi palco de lançamentos, negócios e conexões que projetaram R$ 1,74 bilhão. Entre máquinas em ação, novas matérias-primas e soluções para logística e tecnologia, o evento reforçou a força do mercado brasileiro e abriu portas para o exterior. Neste artigo, você vai acompanhar os destaques, ouvir quem fez parte e entender como o setor começa a traçar o futuro. Boa leitura!
A indústria moveleira brasileira, um setor vital para a economia, caracterizado por sua resiliência e capacidade de inovação, encontrou na 17ª edição da Fimma (Feira Internacional de Fornecedores da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis) Brasil um ponto de inflexão.
Realizado de 4 a 7 de agosto de 2025, sob a liderança da Movergs (Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul), o evento cumpriu sua promessa de movimentar o mercado e, ainda, se consolidou como um epicentro de negócios, tecnologia e estratégia, projetando uma aura de confiança e otimismo que reverbera por toda a cadeia produtiva.
Com corredores repletos de profissionais, máquinas em operação e acordos sendo selados, a feira de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, demonstrou, de forma inequívoca, a força e o potencial de um setor que se une para crescer.
Esta matéria, portanto, analisa as múltiplas facetas do sucesso da Fimma Brasil 2025, explorando desde seus impressionantes resultados econômicos até as visões estratégicas de suas lideranças.
Investigaremos como a feira se tornou uma vitrine global para a cadeia de fornecedores, o valor que expositores de peso encontram em sua participação e como o evento serve de palco para debates cruciais sobre o futuro da indústria, como a premente questão da mão de obra.
Ao final, ficará claro que a feira é muito mais do que um evento comercial: é o barômetro e o motor de um dos setores mais dinâmicos do Brasil.

a Fimma Brasil cumpriu sua promessa de movimentar o mercado
Um marco de sucesso e confiança para o setor moveleiro
A magnitude de um evento setorial pode ser medida de várias formas, mas os números da Fimma Brasil 2025 contam uma história de sucesso retumbante.
O encontro transformou o Parque de Eventos de Bento Gonçalves no palco de uma das cinco maiores feiras do mundo para a cadeia produtiva de madeira e móveis, reunindo mais de 300 marcas expositoras nacionais e internacionais.
A resposta do mercado foi proporcional à grandiosidade da oferta: superando as projeções, 20.750 visitantes profissionais, vindos de todas as regiões do Brasil e de 31 países, circularam pelos pavilhões em busca de inovação, tecnologia de ponta e, acima de tudo, negócios.
O resultado mais tangível desse encontro foi a projeção de R$ 1,74 bilhão em negócios, uma cifra que engloba tanto as transações efetivadas durante os quatro dias de feira quanto aquelas alinhadas para se concretizarem nos meses seguintes.
Este volume financeiro, porém, não é apenas um número, pois representa a retomada da confiança, o reabastecimento de carteiras de pedidos e o combustível para investimentos em tecnologia e expansão por toda a indústria.
Fimma Brasil 2025 em números: um balanço do sucesso
| Indicador | Dados |
| Projeção de negócios | R$ 1,74 bilhão |
| Visitantes profissionais | 20.750 |
| Países presentes | 31 |
| Marcas expositoras | Mais de 300 |
| Área de exposição | 58 mil metros quadrados |
O sucesso avassalador do evento pode ser atribuído a uma visão estratégica clara da Movergs. Após edições conjuntas, a Fimma retornou em 2025 ao seu formato original, focada exclusivamente nos fornecedores da cadeia produtiva, mas com uma ambição renovada.
A feira dobrou de tamanho, expandindo os segmentos de expositores para incluir áreas como vidros, empilhadeiras, iluminação e sistemas de armazenagem, além dos tradicionais setores de máquinas, matérias-primas, ferragens e tecnologia.
Essa expansão criou um ecossistema completo para a produção de móveis. Um industrial ou marceneiro pôde encontrar em um único local todas as soluções necessárias para otimizar sua produção, desde a matéria-prima até a logística final.
Essa abordagem integrada, que conectou todos os elos da cadeia de suprimentos, foi o catalisador que potencializou as oportunidades de negócio, justificando a presença massiva de público qualificado e o volume bilionário de transações projetadas.
O evento se tornou, na prática, o ponto de encontro obrigatório para qualquer profissional que deseje entender e influenciar os rumos da indústria moveleira.

números da Fimma Brasil 2025 contam uma história de sucesso retumbante
A visão da liderança: o associativismo como motor do crescimento
Por trás dos números superlativos e do sucesso logístico da Fimma Brasil 2025, existe uma filosofia de gestão que se provou fundamental: a aposta na união e na colaboração.
A liderança da Movergs, entidade realizadora da feira desde 1993, tem defendido o associativismo não como um ideal vago, mas como uma ferramenta estratégica para o fortalecimento de todo o setor.
Euclides Longhi, presidente da Movergs, personifica essa visão. Para ele, o sucesso da feira é a consequência direta de um esforço coletivo para entregar ao mercado um evento mais robusto e conectado com as reais necessidades da indústria.
“Estamos diante de uma edição histórica. A Fimma 2025 está maior, mais conectada com as necessidades do setor e mais preparada para fomentar negócios, tecnologia e novas conexões para quem vive da produção de móveis. Entregamos ao mercado uma feira mais completa, com novos segmentos, novas marcas e mais inovação. As expectativas foram todas superadas,” celebra Longhi.

coletivo para entregar ao mercado um evento mais robusto e conectado com as reais necessidades da indústria
A percepção de missão cumprida é compartilhada pelo vice-presidente da entidade, Vitor Agostini, que também ocupa a vice-presidência da Fimma.
“Tínhamos alguns desafios para a Fimma Brasil 2025, principalmente porque a feira teve o dobro do tamanho e buscava surpreender o setor. Os comentários otimistas de expositores e visitantes nos dão certeza de que a missão foi cumprida com sucesso. Logo já vamos iniciar os preparativos para a próxima edição,” avalia o vice-presidente da Movergs.

da entidade, Vitor Agostini, que também ocupa a vice-presidência da Fimma.
O espírito colaborativo se reflete na relação com as demais entidades do polo, como o Sindmóveis (Sindicato das Indústrias do Mobiliário) de Bento Gonçalves.
Em 2025, o sindicato passou a ser presidido por Cintia Weirich, que também é diretora da Movergs e reforça o sentimento de êxito do evento.
“Avalio a Fimma 2025 como sucesso absoluto. Digo isso não apenas como diretora da Movergs e presidente do Sindmóveis, mas também como empresária do setor moveleiro. A feira realmente reuniu todas as soluções para a indústria. Gratidão fazer parte dessa edição,” declara.

Weirich, que também é diretora da Movergs e reforça o sentimento de êxito do evento
Essa governança coesa entre as principais entidades do setor moveleiro gaúcho representa uma maturação. Em vez de competição interna, a liderança reconhece que os desafios são globais e que um bloco regional fortalecido possui uma vantagem competitiva muito maior.
A apresentação de uma frente unificada perante governos e mercados internacionais não é apenas um benefício secundário, é o objetivo central de um modelo de governança colaborativa que se tornou um dos principais ativos da indústria moveleira do Sul do Brasil.

são globais e que um bloco regional fortalecido possui uma vantagem competitiva muito maior
Fimma como vitrine global: a força dos fornecedores brasileiros no mercado exterior
Além de sua força no mercado doméstico, a Fimma 2025 se consolidou como uma plataforma indispensável para a internacionalização da cadeia de fornecedores do Brasil.
O evento funciona como uma poderosa vitrine, atraindo compradores de todo o mundo e servindo de palco para iniciativas estratégicas que visam ampliar a presença da tecnologia e dos insumos nacionais no exterior.
Uma das ações de maior destaque foi o Projeto Comprador, focado em conectar a indústria brasileira a mercados globais.
Promovido pela Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário) em parceria com a ApexBasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), a iniciativa ganhou uma nova dimensão na feira.
Pela primeira vez, o projeto teve uma vertical dedicada exclusivamente à internacionalização da indústria de suprimentos, incluindo fabricantes de componentes, máquinas e equipamentos.
Essa decisão estratégica reconhece a maturidade e o potencial de exportação não apenas do móvel acabado, mas de toda a tecnologia que o viabiliza.
Irineu Munhoz, presidente da Abimóvel, destaca que a importância do projeto na Fimma vai além da geração de negócios, abrangendo a construção da imagem do Brasil como um polo tecnológico confiável.
“O Brasil vem demonstrando sua maturidade industrial e capacidade de atender às diferentes frentes da cadeia moveleira em todo o mundo. Levar o Projeto Comprador à Fimma é fortalecer esse posicionamento, conectando o que temos de mais avançado em matéria-prima, tecnologia, insumos e equipamentos a mercados internacionais que buscam exatamente isso: confiabilidade, escala, eficiência, responsabilidade socioambiental e inovação,” analisa.
A análise da liderança da Abimóvel revela uma camada mais profunda da estratégia. O Projeto Comprador na Fimma funciona como uma ferramenta de transformação reputacional.
Ao trazer importadores para conhecerem de perto a capacidade produtiva e o nível de inovação dos fornecedores brasileiros, a indústria tem a chance de demonstrar, ao vivo, seu diferencial competitivo.
Essa experiência imersiva é a forma mais eficaz de combater estereótipos e posicionar a “Marca Brasil” em um patamar de maior valor agregado, não apenas como produtora de móveis, mas como desenvolvedora de soluções completas para a indústria global.

da geração de negócios, abrangendo a construção da imagem do Brasil como um polo tecnológico confiável
Na voz dos expositores: o valor estratégico de estar na Fimma Brasil
A validação final do sucesso de uma feira vem daqueles que investem para estar nela: os expositores. Para empresas líderes em seus segmentos, a participação na Fimma 2025 transcendeu a montagem de um estande para se tornar um pilar de sua estratégia de mercado.
A presença de gigantes como Eucatex e Sayerlack confirma que o valor do evento reside em sua capacidade de gerar conexões estratégicas, impulsionar a inovação e fortalecer relacionamentos.
O Grupo Eucatex, um dos maiores fabricantes de painéis do mundo, marcou presença na feira com o lançamento de coleções inéditas, reforçando o evento como um palco estratégico para apresentar suas inovações ao mercado.
Para a empresa, a Fimma é o canal ideal para dialogar com os fabricantes mais inovadores do país e estreitar laços comerciais.
“A Fimma Brasil é uma oportunidade estratégica para reforçarmos nosso compromisso com a cadeia de valor de móveis, apresentando inovações e estreitando o relacionamento com os clientes e profissionais do setor,” explica Paulo Freitas, diretor comercial da Eucatex.

para dialogar com os fabricantes mais inovadores do país e estreitar laços comerciais
A Sayerlack, multinacional brasileira líder em tintas e vernizes para madeira, por sua vez,também marcou presença, apresentando soluções que ajudam a indústria a agregar valor e competitividade.
Para os grandes fornecedores, a feira funciona como um hub de cocriação e inteligência de mercado. O evento acelera o ciclo de feedback entre a inovação dos insumos e a demanda dos fabricantes.
É no chão da Fimma que novas tecnologias são validadas, tendências são testadas e estratégias de desenvolvimento de produtos são refinadas em tempo real.
Para essas empresas, o investimento na participação é, portanto, uma alocação de recursos em pesquisa, desenvolvimento e marketing estratégico, e não só uma despesa de vendas. Estar na Fimma é estar no centro nevrálgico onde o futuro da indústria é, literalmente, montado.

diretor-geral, a feira funciona como um hub de cocriação e inteligência de mercado
Uma indústria madura não apenas celebra seus sucessos, mas também encara de frente seus maiores desafios. A Fimma 2025 provou sua relevância ao abrir espaço para debates estratégicos sobre questões críticas.
Um dos painéis mais aguardados foi o que abordou o tema “Como lidar com a escassez de mão de obra na indústria moveleira?”, mediado por Carlos Bessa, fundador da Plataforma Setor Moveleiro.
O debate colocou em pauta um paradoxo central da indústria moderna: ao mesmo tempo em que o setor investe pesadamente em automação e tecnologia, inovações amplamente exibidas nos corredores da Fimma, enfrenta uma dificuldade para atrair e reter o talento humano.

Nesse sentido, Carlos Bessa diagnosticou o cerne do problema como uma questão de percepção e marca empregadora.
“A verdade é que a indústria moveleira perdeu parte de seu glamour para as novas gerações. Precisamos de profissionais que não apenas saibam operar uma máquina, mas que entendam de programação, manutenção preditiva e análise de dados,” pontuou.
O painel reuniu líderes como Adeilton Pereira, do Grupo Officina, Diego Munhoz, da Caemmun, e Marcelo Ariotti, da Telasul, proporcionando uma visão multifacetada sobre as soluções.
Pereira, com sua trajetória de uma marcenaria familiar a um grande grupo, enfatizou a necessidade de criar narrativas de carreira atraentes. Já Munhoz, representando a grande indústria, focou na transformação dos postos de trabalho e na parceria com a educação, enquanto Ariotti trouxe a perspectiva da cultura corporativa para a retenção de talentos.
“Acredito que o nosso setor pode se tornar mais atrativo investindo ainda mais em valorização humana e inovação. Coletivamente, as empresas poderiam criar programas de capacitação focados em novas tecnologias e promover ambientes de trabalho acolhedores, com oportunidades de crescimento e reconhecimento,” destaca Ariotti.
A realização deste painel dentro da Fimma sinaliza um ponto de virada, visto que a indústria começa a entender que seu desafio de mão de obra é, fundamentalmente, um desafio de marketing.
A mensagem que surge, então, é clara: a solução não está apenas em treinamento, mas na construção de uma nova imagem para o setor, uma imagem que reflita a realidade de uma indústria tecnológica e inovadora.
Ao sediar essa discussão, a feira se posiciona não apenas como um palco para máquinas, mas como um fórum para mentes.
Conclusão: rumo a 2027, a chama da inovação continua acesa
A análise aprofundada da Fimma Brasil 2025 revela um evento que transcendeu seu papel tradicional de feira de negócios, pois se manifestou como o coração pulsante da indústria moveleira, uma arena dinâmica onde o otimismo foi restaurado, estratégias foram forjadas, parcerias globais foram seladas e os desafios mais complexos do setor foram enfrentados com um espírito de unidade e visão de futuro.
O sucesso, medido nos R$ 1,74 bilhão em negócios projetados e na presença massiva de público qualificado, não é um ponto de chegada, mas sim uma plataforma de lançamento.
O capital gerado é o combustível, a visão colaborativa da liderança é a bússola, e o compromisso com a inovação tecnológica e o desenvolvimento de talentos humanos é o motor que vai impulsionar a indústria na jornada à frente.
Com as bases e um horizonte de oportunidades, o setor moveleiro já tem um novo encontro marcado com o futuro. A 18ª edição da feira, prometendo mais uma vez superar expectativas e impulsionar a cadeia de móveis, tem data marcada: de 9 a 12 de agosto de 2027. Aguardem!
Patrocinadores da FIMMA 2025: Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Badesul, Banrisul e Prefeitura Municipal de Bento Gonçalves
