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Economia prateada: móveis inclusivos para consumidores 50+

Economia prateada: móveis inclusivos para consumidores 50+

A população madura, também conhecida como “economia prateada”, englobando consumidores maduros ou o público 50+, está em constante evolução e ganha cada vez mais destaque na sociedade, especialmente quando se trata de móveis inclusivos. Celebramos sua relevância com o Dia Nacional do Idoso, em 27 de setembro.

Com um crescimento populacional notável, essa faixa etária demanda atenção crescente por parte de fabricantes e empreendedores que desejam se conectar de forma assertiva e eficaz com esse público. Nos anos de 2012 a 2021, mais de 12 milhões de brasileiros ingressaram nesse grupo, totalizando hoje mais de 37 milhões de pessoas, de acordo com dados do Guia de Letramento em Longevidade, da MV Marketing.

Nesta matéria contamos com a expertise de Bete Marin, empreendedora com oito anos de atuação na economia prateada, cofundadora das empresas MV Marketing, Hype50+ e do U+Festival. Desta forma, buscaremos uma abordagem holística, que abrange desde o design inclusivo até a comunicação eficaz e ao letramento em longevidade.

“Estamos comprometidos em desenvolver e promover móveis que não apenas atendam, mas também encantem e respeitem o público 50+, enriquecendo significativamente seu bem-estar, segurança e qualidade de vida”, destaca Bete Marin que também é pós-graduada em Gerontologia (Instituto Albert Einstein), entre outras especialidades.

economia prateada

Móveis inclusivos para um público maduro

Os móveis são elementos indispensáveis no cotidiano do público 50+, influenciando no seu bem-estar e segurança. Para criar uma estratégia de marketing que genuinamente conecte, respeite e valorize esse segmento, é necessário considerar diversos aspectos. A começar pelo desenvolvimento consciente de móveis inclusivos, e pela maneira como esses produtos são introduzidos e integrados nos espaços habitados por esses consumidores. Além disso, uma comunicação eficaz que promova o letramento em longevidade em toda a cadeia da indústria moveleira.

Segundo Bete Marin, o primeiro passo é o desenvolvimento de móveis que não apenas atendam às necessidades funcionais, mas também celebrem e respeitem as características únicas desse público maduro. “Isso envolve a incorporação de princípios de ergonomia e design inclusivo, garantindo que os produtos sejam acessíveis, confortáveis e seguros. Por exemplo, a altura adequada dos móveis. As prateleiras, gavetas e maçanetas ergonomicamente projetadas são aspectos vitais”, sinaliza.

Bete Marin, cofundadora das empresas MV Marketing, Hype50+ e do U+Festival.
Bete Marin, cofundadora das empresas MV Marketing, Hype50+ e do U+Festival.

O chef Carlos Ribeiro, respeitado profissional 60+, foi convidado pela empreendedora a visitar uma exposição de móveis. Ele compartilhou observações valiosas, como a necessidade de reposicionar fornos e micro-ondas para evitar movimentos desgastantes e inseguros. Assim como, a importância de um design que facilite o acesso ao interior dos móveis e recursos de segurança, como detectores de fumaça e iluminação automatizada, por exemplo. 

Bete Marin também enfatiza o cuidado com a altura dos móveis, como cadeiras e sofás não muito baixos, que dificultam o levantar. Além disso, a adaptação dos móveis dos banheiros e lavabos para conforto, facilidades e segurança.

De acordo com o último censo do IBGE, cerca de 30% da população idosa no Brasil sofreu uma queda anualmente, o que representa quase 10 milhões de idosos.

Estratégia integrada de marketing

A arquiteta Flavia Ranieri e o chef Carlos Ribeiro, parceiros da MV Marketing, oferecem dicas práticas e insights fundamentais. Suas expertises contribuem para estratégias mais informadas e eficazes. Eles consideram essencial ter armários iluminados com prateleiras acessíveis e visíveis, e espaços dedicados para objetos de memória, como porta-retratos, livros e esculturas, criando ambientes funcionais, acolhedores e pessoais, por exemplo.

Assim, a economia prateada já exibe números expressivos e tendências ascendentes que não podem ser ignoradas. Isso fornece uma base sólida para convencer as empresas da importância de investir e se concentrar no público 50+. 

Mercado imobiliário alcança consumidor maduro 

Porém, além de considerar os dados gerais da economia prateada, é vital investigar cada setor individualmente para obter insights mais específicos e aplicáveis. Por exemplo, a empresa Quinto Andar lançou uma iniciativa voltada para o público 50+ após conduzir estudos internos que revelaram a significância desse grupo no mercado imobiliário. “Ao investir em pesquisa, a empresa entendeu melhor as necessidades e expectativas desse público, permitindo-lhes oferecer soluções mais alinhadas e eficazes”, considera Bete Marin.

Engajar o público 50+ e alinhar o negócio à economia prateada requer uma compreensão profunda e apreciação das necessidades e valores desse segmento. “Isso pode ser alcançado por meio da análise de dados e tendências do setor, investigação específica do setor, e adotando uma missão e valores corporativos que promovam inclusão e respeito por todos os clientes, independentemente da idade”, afirma Bete Marin. Ao fazerem isso, as empresas podem expandir seu alcance de mercado, além de promover uma sociedade mais inclusiva e respeitosa.

Guia de Letramento em Longevidade

“Desde o conforto e ergonomia dos móveis até as embalagens que chegam às montadoras e vendedores maduros, o primeiro passo sempre é o letramento em longevidade”, destaca Bete Marin. Uma forma eficaz de disseminar esse conhecimento é por meio dos Workshops de Personas desenvolvido pela MV Marketing. “Com base no estudo da Data 8 sobre os 6 perfis atitudinais e de consumo do público 50+ no Brasil, este Workshop auxilia os profissionais a identificar as personas do seu mercado, compreender e se conectar com seu público-alvo”, recomenda.

Adicionalmente, essa geração prateada está completamente envolvida na internet, com 77% fazendo uso intensivo do YouTube e 84% usando smartphones como principal meio de acesso à internet. “Na prática, 97% dos cidadãos 60+ têm acesso à internet”, afirma.

No Guia de Letramento em Longevidade, da MV Marketing você vai encontrar 10 princípios para se comunicar com o público 50+, tais como: 

UX do maduro: experiência do usuário

Os ambientes virtuais devem ser seguros, confiáveis e oferecer suporte. Neste contexto, pense em letras grandes, cores fortes, contrastes, baixo número de cliques e áudio limpo.

Para complementar, o design deve ser inclusivo. Portanto, se existir alguma dificuldade de navegação, é aconselhável que a marca reveja a usabilidade da plataforma. Lembre-se: o público 50+ está digitalizado e envia sinais poderosos de hábitos e preferências.

Maduros não são todos iguais

As pessoas 50+ precisam ser vistas e representadas como são, com diversidades e individualidades respeitadas. Do mesmo modo, os conteúdos precisam ser úteis, profundos e não apenas com o objetivo de vender. Dessa forma, isso envolve trazer histórias e pessoas reais: o maduro no papel de protagonista.

A linguagem deve ser simples, objetiva, transparente e livre de enrolação. Afinal, ela está sendo dirigida a um público que já possui bastante conhecimento sobre a vida.

Por fim, a economia prateada não é apenas uma tendência, mas uma realidade que está moldando nosso mundo. Portanto, aqueles que abraçarem essa mudança e se adaptarem às necessidades desse público maduro colherão os frutos de uma sociedade mais inclusiva e respeitosa, ao mesmo tempo em que expandem seus horizontes de mercado. É hora de abraçar o envelhecimento da população e transformá-lo em uma oportunidade de negócio promissora.

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