Imersão no Paraguai: 6 empresas, conteúdo técnico e decisão com método

Investimento industrial no Paraguai com maquila 1%, comparativo custo Brasil e acesso ao Mercosul para indústria moveleira

A imersão no Paraguai promovida pela Plataforma Setor Moveleiro não foi criada para vender promessa. Pelo contrário: nasceu para transformar curiosidade em critério, discurso em análise e interesse em decisão estratégica. Em um momento em que a indústria moveleira precisa proteger margem, preservar caixa e redesenhar sua competitividade, discutir o Paraguai com seriedade deixou de ser um tema periférico. Hoje, esse debate já entrou na agenda dos decisores B2B.

Grupo Imersão VIP “Paraguai sem Glamour”em visita à Karsten no dia de sua inaguração

Nessa primeira edição, a iniciativa reuniu 6 empresas, entre indústrias de móveis e fornecedores da cadeia moveleira. Além disso, a participação de 4 empresas associadas ao SIMA – Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas deu ainda mais peso institucional ao encontro. Isso porque o apoio de uma entidade representativa reforça que a discussão sobre o Paraguai não deve ser tratada como modismo, mas como pauta real de competitividade.

Ao longo de dois dias, em Ciudad del Este e Hernandarias, o grupo foi exposto a uma leitura objetiva sobre estrutura de custos, origem, risco, compliance, operação e viabilidade. Assim, a proposta central da imersão ficou clara desde o início: ajudar empresários a responder, com método, a pergunta que realmente importa — o Paraguai faz ou não faz sentido para a minha empresa?

Do glamour ao método: por que a imersão no Paraguai ganhou relevância

Nos últimos meses, o tema ganhou força no ambiente empresarial. No entanto, boa parte do que circula sobre o Paraguai ainda oscila entre entusiasmo excessivo e simplificação perigosa. Por isso, a Plataforma Setor Moveleiro decidiu construir uma experiência diferente, alinhada à mesma lógica já apresentada no artigo Paraguai sem glamour: a conta real do investimento: menos espetáculo, menos frase pronta e mais critério técnico.

Na prática, isso significa avaliar o Paraguai não como atalho emocional, mas como uma possível plataforma de competitividade. Portanto, o foco da imersão esteve em elementos concretos: margem, caixa, prazo, estrutura operacional, conformidade documental, engenharia de origem e retorno potencial. Esse é o tipo de abordagem que interessa ao decisor moveleiro que precisa justificar cada passo com lógica econômica.

O que Carlos Bessa levou à mesa

Na apresentação de Carlos Bessa, fundador da Plataforma Setor Moveleiro, o eixo Brasil–Paraguai foi tratado como um movimento estratégico e não como uma ruptura simplista. Em outras palavras, a discussão não foi “trocar o Brasil pelo Paraguai”, mas entender como o setor pode proteger valor, ampliar previsibilidade e buscar novas rotas de competitividade sem perder visão sistêmica.

Esse raciocínio conversa diretamente com outros conteúdos recentes da plataforma, como A “Válvula de Escape” de 2026: por que a indústria moveleira está migrando processos críticos para o Paraguai. Afinal, o mercado deixou de premiar apenas volume ou presença comercial. Cada vez mais, ele premia arquitetura de cadeia, consistência operacional e inteligência na combinação entre custo, acesso a mercado e padrão de entrega.

Além disso, a própria presença da Plataforma Setor Moveleiro em Ciudad del Este reforça que esse movimento não nasceu do improviso. Pelo contrário: ele faz parte de uma agenda de observação, presença local e leitura prática do ambiente de negócios.

Carlos Bessa – Fundador da Plataforma Setor Moveleiro

Marcos Mariotti e a leitura de campo sobre o mercado paraguaio

Se a contribuição de Carlos Bessa ajudou a enquadrar o tema no plano estratégico, a participação de Marcos Mariotti foi decisiva para trazer a realidade do mercado paraguaio para dentro da conversa. Isso é importante porque muitos projetos fracassam justamente quando a teoria parece boa no papel, mas não encontra aderência na prática.

Ao compartilhar sua experiência e seu conhecimento sobre o ambiente empresarial no Paraguai, Mariotti ajudou o grupo a compreender que oportunidade e risco caminham juntos. Portanto, mais do que enxergar vantagens, a empresa precisa entender contexto, maturidade operacional, tipo de projeto, timing e nível de preparação para executar.

Marcos Mariotti – Fundador da Mariotti Consultoria

Gustavo Torres e o filtro jurídico que separa oportunidade de problema

Na frente legal, Gustavo Torres aprofundou um dos pontos mais sensíveis de todo o debate: a Lei de Maquila e os critérios que determinam se um projeto é sustentável ou apenas sedutor na superfície. Esse trecho da imersão foi especialmente relevante porque mostrou, com clareza, que maquila não é milagre. É ferramenta. E, justamente por isso, exige processo, documentação, governança e disciplina.

Esse raciocínio se conecta de forma direta com conteúdos já publicados pela plataforma, como Custos, energia e Regras de Origem no Paraguai para a indústria moveleira e o Roteiro de instalação: checklist estratégico para investir no Paraguai. Ou seja: o benefício potencial só se sustenta quando a empresa entende origem, VAR, operação, cronograma, licenças e conformidade desde o início.

Por consequência, o maior ganho da imersão não foi apenas apresentar uma oportunidade. Foi mostrar que, sem engenharia de custos, sem validação documental e sem estrutura de controle, a vantagem projetada pode simplesmente desaparecer.

Gostavo Torres – Fundador da Torres Consultores

O apoio do SIMA ampliou o alcance da iniciativa

Um dos sinais mais positivos desta primeira edição foi o apoio do SIMA – Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas, que inscreveu e enviou 4 empresas associadas para participar da imersão. Esse movimento tem valor simbólico e prático. Simbólico, porque demonstra confiança institucional na relevância do conteúdo. Prático, porque aproxima empresas reais de uma experiência construída para reduzir assimetria de informação e qualificar a tomada de decisão.

Além disso, a presença de associadas do SIMA ajuda a reforçar que o debate sobre competitividade internacional já não pertence apenas ao campo da especulação. Pelo contrário: ele começa a ser reconhecido como agenda concreta dentro de um dos polos mais importantes da indústria moveleira brasileira.

O que ficou para o setor moveleiro

No fim, o maior saldo da imersão talvez seja este: o Paraguai deixou de ser apenas assunto de bastidor e passou a ser pauta executiva. E isso muda tudo. Quando o tema sobe de patamar, ele deixa de ser tratado por impulso e passa a ser analisado por filtros mais maduros: retorno, risco, estrutura, aderência e estratégia.

Por isso, a primeira imersão no Paraguai da Plataforma Setor Moveleiro não deve ser lida apenas como um evento concluído. Ela marca o início de uma nova etapa de conversa com o setor. Uma etapa mais séria, mais técnica e mais alinhada ao que o decisor B2B realmente precisa: informação que ajude a decidir.

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Em resumo, a experiência mostrou que o futuro desse debate não está no glamour. Está no método. E, para a indústria moveleira, esse já é um ótimo começo.

Assista a entrevista de Marcos Mariotti, fundador da Mariotti Consultores dada ao Vitrine Setor Moveleiro e saiba mais sobre as oportunidades e beneficios de se investir no Paraguai. Clique na imagem abaixo para acessar

Paraguai sem glamour: a conta real do investimento — Carlos Bessa e Marcos Mariotti
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